13 de jan. de 2011

Saiba como mandar doações para a Região Serrana do Rio de Janeiro


Prezados,
Segue abaixo as informações relacionadas as doações da tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro.

Renato Vargens

COMO FAZER A DOAÇÃO:

Postos rodoviários, supermercados, os batalhões da PM, postos da Policia Rodoviária Federal nas estradas, ONGs, sites e contas em banco, além de abrigos montados nas cidades envolvidas estão recebendo donativos para ajudar as vítimas da chuva na Região Serrana do Rio.

O QUE DOAR: preferencialmente água mineral, produtos de higiene pessoal (escova e pasta de dente, absorvente, fralda…) e de limpeza (rodo, vassoura, desinfetante, detergente, sabão em pó…) roupas de cama, mesa e banho e colchonetes, além de alimentos não perecíveis (arroz, café, feijão, óleo, sal…).

ATENCÃO: Doação de sangue tambewm é MUITO importante!

Abaixo segue uma lista de como fazer as doações, por região.

EM TODO O BRASIL

- A prefeitura de Teresópolis abriu uma conta bancária, para deposito de qualquer quantia, no Banco do Brasil com o nome “SOS Teresópolis – Donativos”, ela está disponível na agência 0741-2, com o número 110000-9.  - O Viva Rio disponibilizou sua conta corrente do Banco do Brasil: 411396-9, agência: 1769-8;  Qualquer quantia aceita! - No site Mega Abelha (http://www.megabelha.com.br), de compra coletiva, você poderá doar qualquer valor acima de R$5,00, que será repassado aos orgãos municipais, para ajudar às vitimas.

- Conta bancária da Cruz Vermelha: BANCO REAL – Ag: 0201 – C/C: 1793928-5
EM TODO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

- A partir desta quinta-feira, todos os batalhões da Polícia Militar do Estado irão receber doações para as vítimas das chuvas.

- Polícia Rodoviária Federal – a PRF disponibilizou diversos postos de arrecadação: BR-116: KM 133 (Doações 24 horas) / BR-101: KM 269 (Doações 24 horas) / BR-040: KM 109 (Doações das 8h às 17h) / BR-116: KM 227 (Doações das 8h às 17h)

- O grupo Pão de Açúcar montou postos de coletas de donativos nas 100 lojas da rede no Rio de Janeiro. As doações podem ser feitas nos supermercados Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas, Extra Supermercados e Assaí. De acordo com a assessoria do grupo, o material será recolhido até o dia 26 de janeiro.

- A concessionaria da Rodovia Washigton Luis (BR0-40) está recolhendo doações em suas praças de pedagio.

- A Cruz Vermelha de Nova Iguaçu, também recebe doações, na rua Coronel Bernardino de Melo, 2085, e na rua Alberto Cocoza, 86, no centro.

PETRÓPOLIS

- A Universidade Estácio de Sá (Campus Petrópolis I), situada à Rua Bingen, 50 – Bingen, você poderá levar suas doações, no horário das 8h às 20h, basta procurar a Administração.
- Sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania na Rua Aureliano Coutinho, número 81.
- Na região de Itaipava: Centro de Cidadania de Itaipava, na estrada União da Indústria; na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá e na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas.
- O Museu Imperial tambem recebe doações. Procure a Administração.

TERESÓPOLIS

- Foi montado um posto central de atendimento no Ginásio Esportivo Pedro Jahara, na rua Tenente Luiz Meirelles, número 211, no centro da cidade.

RIO DE JANEIRO

- A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha. Os donativos serão recebidos no piso de embarque inferior, das 9h às 17h.
- O Circo Voador, na Lapa, tambem está recebendo doações.
- A sede do Viva Rio na Rua do Russel, 76, Glória.
- Cruz Vermelha, na Praça Cruz Vermelha, 1012, centro.
- O Shopping Downtown está recolhendo donativos no SAC (bl 12C subsolo) ou no Espaço Cliente (bl 17).


DOAÇÃO DE SANGUE

O Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (HemoRio) solicita que a população doe sangue para atender as vítimas das chuvas. A doação pode ser feita na sede do instituto, na rua Frei Caneca, 8, na região central da cidade do Rio de Janeiro.

A tirania das coisas – M. Lloyd-Jones


Jesus nos adverte. . . do terrível poder, sobre nós, dessas coisas terrenas que nos agarram. . . Diz Ele: «Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração». Depois, no versículo 24 (Mateus 6), Ele fala a respeito da mente. «Ninguém pôde servir a dois. senhores» — e devemos notar a palavra «servir». São esses os termos significativos que Ele emprega para fazer calar em nós a percepção do terrível controle que essas coisas tendem a exercer sobre nós. Quando nos detemos a pensar, não ficamos todos cientes delas — a tirania de pessoas, a tirania do mundo? . . . Estamos todos envolvidos nisso; estamos todos presos a este terrível poder do mundanismo que realmente nos dominará, a menos que tomemos consciência do seu perigo.

Mas ele não é apenas poderoso; é deveras sutil. É aquilo que de fato controla a vida da maioria dos homens. Você já notou a mudança, a mudança sutil, que tende a ocorrer na vida dos homens, à medida em que vão tendo sucesso e vão prosperando neste mundo? Isso não acontece com os que são verdadeiramente espirituais; mas aos que não são espirituais, é o que invariavelmente sucede. Por que será que geralmente o idealismo se associa à mocidade e não à meia idade e à velhice? Por que as pessoas tendem a tornar-se cínicas conforme vão envelhecendo? Por que tende a desaparecer uma atitude nobre para com a vida? É porque nos tornamos todos vítimas dos «tesouros sobre a terra»; e se você se puser a observar, verá isso na vida dos homens. Leia biografias.

Muitos jovens começam com uma brilhante visão, mas. . . talvez em escolas univesitárias são influenciados por uma perspectiva essencialmente mundana. . .Continuam sendo homens sim¬páticos, retos e prudentes; mas já não são os homens que eram no princípio. Algo se perdeu. Sim; isso é um fenômeno familiar: «As sombras do cárcere começam a adensar-se em torno do rapaz que cresce». Não temos todos nós experiência de algo dessa natureza? Aí está; é um cárcere, e depressa se apoderará de nós, se não nos dermos conta disso.

Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 91,2.

Como falhamos? – John Piper



1) Deus nos criou para a sua glória.


2) Portanto é nossa obrigação viver para a sua glória.




1) Deus nos criou para a sua glória


Trazei meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória (Is 43.6, 7).


A compreensão correta de tudo na vida começa com Deus. Ninguém jamais entenderá a necessidade da conversão se não souber por que Deus nos criou. Ele nos criou "à sua imagem", para difundirmos sua glória no mundo. Fomos feitos para sermos prismas que refratam a luz da glória de Deus em tudo na vida. Por que Deus quis deixar que ajudássemos a refletir sua gloria é um grande mistério. Chame-o graça, ou misericórdia, ou amor —é urna maravilha indizível. Antes não éramos. Passamos a existir —para a glória de Deus!

2) Portanto é nossa obrigação viver para a sua glória

Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus (ICo 10.31).

Se Deus nos fez para a sua glória, é evidente que devemos viver para a sua glória. Nosso dever vem do desígnio de Deus.

Que significa glorificar a Deus?
Não significa torná-lo mais glorioso. Significa reconhecer sua glória, valorizá-la acima de todas as coisas e fazê-la conhecida. Implica gratidão de coração: "Aquele que me traz ofertas de gratidão, esse me honra" (Si 50.23, BLH). Também implica confiança: Abraão, "pela fé, se fortaleceu, dando glórias a Deus" (Rm4.20).

Glorificar a Deus é dever não apenas dos que ouviram a pregação do evangelho, mas também dos povos que têm apenas o testemunho da natureza e da sua própria consciência:

Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, tanto o seu poder eterno como a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso no que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma. Embora conheçam a Deus, não lhe dão a honra que merece e não lhe são agradecidos (Rm 1.20, 21, BLH).

Deus não julgará alguém por deixar de cumprir um dever se a pessoa não teve acesso ao conhecimento desse dever. Mas mesmo sem a Bíblia, todas as pessoas têm acesso ao conhecimento de que fomos criados por Deus e por isso dependemos dele para tudo, devendo-Lhe gratidão e confiança do nosso coração. Bem dentro de nós todos sabemos que é nosso dever glorificar nosso Criador agradecendo-lhe tudo o que temos, confiando nele para tudo o que precisamos e obedecendo a toda a sua vontade revelada.

7 de jan. de 2011

O Quarto Mandamento

por 


Solano Portela


O dia de descanso foi instituído por Deus e não pelo homem. O mandamento tem grande importância na Palavra de Deus. Bênçãos ocorreram, por sua guarda, e castigos severos, por sua quebra. Isso deveria provocar a nossa reflexão sobre a aplicação dos princípios bíblicos relacionados com o quarto mandamento nos dias atuais, discernindo, em paralelo, a mudança para o domingo, na era cristã. O povo de Deus sempre foi muito rebelde e desobediente com relação a essa determinação, e necessita convencimento da importância do mandamento, bem como entendimento da visão neo-testamentária, para a conseqüente modificação do seu comportamento atual.


O quarto mandamento fala de um dia de descanso e de adoração ao Senhor. Deus julgou essa questão tão importante que a inseriu em sua lei moral. O descanso requerido por Deus é uma prévia da redenção que ele assegurou para o seu povo (Dt 5.12-15). Os israelitas foram levados em cativeiro (Jr 17.19-27) por haver repetidamente desrespeitado este mandamento.

Gostaríamos de examinar as bases desse conceito de descanso e santificação e de ir até o Novo Testamento verificar como os cristãos primitivos guardavam o dia do Senhor.

Não podemos, simplesmente, ignorar esse mandamento. Como povo resgatado por Deus, temos a responsabilidade de discernir como aplicar essa diretriz divina nas nossas vidas e nas de nossas famílias. Por outro lado, nessa procura, não devemos buscar tais diretrizes nos detalhamentos das leis religiosas ou civis de Israel, que dizem respeito ao sábado. Essas leis eram temporais. Ao estudar o sábado, muitos têm se confundido com os preceitos da lei cerimonial e judicial e terminado com uma série de preceitos contemporâneos que se constituem apenas em um legalismo anacrônico, destrutivo e ditatorial. Devemos estudar este mandamento procurando discernir os princípios da lei moral de Deus. Com esse objetivo em mente, vamos realizar nosso estudo com a oração de que Deus seja glorificado em nossa vida e por nosso testemunho.

1. Um dia de descanso

Em nossas bíblias o quarto mandamento está redigido assim – "Lembra-te do dia de sábado para o santificar...". A palavra que foi traduzida "sábado", é a palavra hebraica shabat, que quer dizer descanso. É correto, portanto, entendermos o mandamento como "... lembra-te do dia de descanso para o santificar".

Esse "dia de descanso" era o sétimo dia no Antigo Testamento, ou seja, o nosso "sábado". No Novo Testamento, logo na igreja primitiva, vemos o dia de ressurreição de Cristo marcando o dia de adoração e descanso. Isso é: o domingo passa a ser o nosso "dia de descanso". Os apóstolos acataram esse dia como apropriado à celebração da vitória de Jesus sobre a morte (At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10). A igreja fiel tem entendido a questão da mesma maneira, ou seja: não é a especificação "do sétimo", que está envolvida no mandamento, mas o princípio do descanso e santificação.

Já enfatizamos que essa questão de um dia especial de descanso, de parada de nossas atividades diárias, de santificação ao Senhor, foi considerada tão importante por Deus que ele decidiu registrar esse requerimento em sua lei moral, nos dez mandamentos. Com certeza já ouvimos alguém dizer: "...não existe um dia especial, pois todo o dia é dia do Senhor...". Essa afirmação é, num certo sentido, verdadeira – tudo é do Senhor. Mas sempre tudo foi do Senhor, desde a criação e mesmo tudo sendo dele, ele definiu designar um dia separado e santificado. Dizer que todos os dias são do Senhor, como argumento para não separar um dia especial e específico, pode parecer um argumento piedoso e religioso, mas não esclarece a questão nem auxilia a Igreja de Cristo na aplicação contemporânea do mandamento. Na realidade, isso confunde bastante os crentes e transforma o quarto mandamento, que é uma proposição clara e objetiva e que integra a Lei Moral de Deus, em um conceito nebuloso e subjetivo, dependente da interpretação individual de cada pessoa.

Não devemos procurar modificar e "melhorar" aquilo que o próprio Deus especifica para o nosso benefício e crescimento. Deus coloca objetivamente – da mesma forma que ele nos indica a sua pessoa como o objeto correto de adoração; da mesma forma que ele nos leva a honrar os nossos pais; da mesma forma que ele nos ensina o erro de roubar, o erro de matar, o erro de adulterar – que é seu desejo que venhamos a separar para ele um dia específico, dos demais (Is 58.3).

2. Um dia santificado

Devemos notar que o requerimento é que nós nos lembremos do dia de descanso, para o santificarmos. Santificar significa separar para um fim específico. Isso quer dizer que além do descanso e parada de nossa rotina diária, Deus quer a dedicação desse dia para si. Nessa separação, o envolvimento de nossas pessoas em atividades de adoração, ensino e aprendizado da Palavra de Deus, é legítimo e desejável. A freqüência aos trabalhos da igreja e às atividades de culto, nesse dia, não é uma questão opcional, mas obrigatória aos servos de Deus. O Salmo 92, que é de adoração a Deus, tem o título em hebraico – "para o dia de descanso".

3. Uma instituição permanente

Uma expressão, do quarto mandamento, nos chama a atenção. É que ele inicia com "Lembra-te...". Isso significa que a questão do dia de descanso transcende a lei mosaica, isto é: a instituição estava em evidência antes da lei de Moisés. Semelhantemente, estando enraizado na lei moral, permanece, como princípio, na Nova Aliança. Vemos isso, por exemplo, no incidente bíblico da dádiva do Maná. Deus requerendo o descanso e cessação de trabalho durante a peregrinação no deserto, quando ele alimentava o seu povo com o Maná, antes da dádiva dos dez mandamentos. Estes seriam recebidos somente por Moisés no monte Sinai (veja, especificamente, Ex 16.29, 30).

4. Paulo faz um culto de louvor e adoração, no domingo, em Trôade 

Paulo nos deixou, além das prescrições de suas cartas, um exemplo pessoal – reuniu-se com os crentes no domingo (At 20.6-12), na cidade de Trôade, na Ásia Menor. O versículo 6 diz que a permanência, naquele lugar, foi de apenas uma semana. Lucas, o narrador que estava com Paulo, registra, no v. 7: "... no primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão...". Ele nos deixa a nítida impressão de que aquela reunião não era esporádica, aleatória, mas sim a prática sistemática dos cristãos – reunião periódica no primeiro dia da semana, conjugada com a observância da santa ceia do Senhor. Estamos há apenas 15 a 20 anos da morte de Cristo, mas a guarda do domingo já estava enraizada no cristianismo.

Paulo pronunciou um longo discurso, naquela noite. À meia noite, um jovem, vencido pelo cansaço, adormece e cai de uma janela do terceiro andar, vindo a falecer (v. 9). Deus opera um milagre através de Paulo e o jovem volta à vida (v. 10). Paulo continuou pregando, naquele local até o alvorecer (v. 11).

5. O entendimento da Reforma sobre o dia de descanso 

A Confissão de Fé de Westminster captura o entendimento da teologia reformada sobre o dia de descanso ordenado por Deus. Nela não encontramos desprezo pelas diretrizes divinas, nem uma visão diluída da lei de Deus, mas um intenso desejo de aplicar as diretrizes divinas às nossas situações. O quarto mandamento tem uma consideração semelhante aos demais registrados em Ex 20, todos aplicáveis aos nossos dias. Nas seções VII e VIII, do capítulo 21, sob o título – "Do Culto Religioso e do Domingo" lemos o seguinte:

Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também, em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último dia da semana; e desde a ressurreição de Cristo já foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado de domingo, ou Dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.

Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.

6. O Quarto Mandamento Hoje – Qual o nosso conceito do domingo?

É necessário que tenhamos a convicção de que o chamado à adoração, o desejo de estar cultuando ao Senhor, e o descansar de nossas atividades diárias, por intermédio de um envolvimento com as atividades da igreja, encontra base e respaldo bíblico. É mais do que uma questão de costumes, do que uma posição opcional. É algo tão importante que faz parte da lei moral de Deus.

Normalmente nos perdemos em discussões inúteis sobre detalhes, procurando prescrever a outros uma postura de guarda do quarto mandamento conforme nossas convicções, ou falta delas. Assumimos uma atitude condenatória, procurando impor regras detalhadas e, muitas vezes, seguindo restrições da lei cerimonial, em vez do espírito da lei moral. Antes de nos perdermos no debate dos detalhes, estamos nos aprofundando no princípio? Temos a postura de tornar realmente o domingo um dia diferente, santificado, dedicado ao Senhor e à nossa restauração física?

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Apêndice: Qual o dia de descanso – sábado ou domingo?

Sempre que estudamos o quarto mandamento surge a pergunta: quem está certo? São os Adventistas, que indicam o sábado como o dia que ainda deveríamos estar observando, ou a teologia da Reforma, apresentada na Confissão de Fé de Westminster, e em outras confissões, que encontra aprovação bíblica e histórica para a guarda do domingo? Alguns pontos podem nos ajudar a esclarecer a questão:

1. Os pontos centrais de cumprimento ao quarto mandamento são: o descanso, a questão da separação de um dia para Deus, e a sistematização, ou repetibilidade desse dia. O dia, em si, é uma questão temporal, principalmente por que depois de tantas e sucessivas modificações no calendário é impossível qualquer seita ou religião afirmar categoricamente que estamos observando exatamente o sétimo dia. Nós usamos o calendário Gregoriano, feito no século 16. Os judeus atuais usam o calendário ortodoxo, estabelecido no terceiro século, e assim por diante.

2. Os principais eventos da era cristã ocorreram no domingo:

• Jesus ressuscitou (Jo 20.1)

• Jesus apareceu aos dez discípulos (Jo 20.19)

• Jesus apareceu aos onze discípulos (Jo 20.26)

• O Espírito Santo desceu no dia de pentecostes, que era um domingo (Lv 23.15, 16 – o dia imediato ao sábado), e nesse mesmo domingo o primeiro sermão sobre a morte e ressurreição de Cristo foi pregado por Pedro (At 2.14) com 3000 novos convertidos.

• Em Trôade os crentes se juntaram para adorar (At 20.7).

• Paulo instruiu aos crentes para trazerem as suas contribuições (1 Cr 16.2).

• Jesus apareceu e João, em Patmos (Ap 1.10).

3. Os escritos da igreja primitiva, desde a Epístola de Barnabé (ano 100 d.C.) até o historiador Eusébio (ano 324 d.C.) confirmam que a Igreja Cristã, inicialmente formada por Judeus e Gentios, guardavam conjuntamente o sábado e o domingo. Essa prática foi gradativamente mudando para a guarda específica do domingo, na medida em que se entendia que o domingo era dia de descanso apropriado, em substituição ao sábado. Semelhantemente, a circuncisão e o batismo foram conjuntamente inicialmente observados, existindo, depois, a preservação somente do batismo, na Igreja Cristã. O domingo não foi estabelecido pelo imperador Constantino, no 4º século, como afirmam os adventistas. Constantino apenas formalizou aquilo que já era a prática da igreja.

4. Cl 2.16-17 mostra que o aspecto do sétimo dia era uma sombra do que haveria de vir, não devendo ser ponto de julgamento de um cristão sobre outro.

Para um estudo mais detalhado do assunto, sugerimos o livro de J. K. VanBaalen, O Caos das Seitas.

Fonte: Monergismo

Via: [Presbiterianos Calvinistas]

4 de jan. de 2011

Que Faltava a Lutero? - R. C. Sproul



A Lei de Deus é o espelho da verdadeira retidão. Quando pomos nossas obras diante deste espelho, a imagem sobre ele nos mostra nossas imperfeições. Jesus segurou este espelho diante dos olhos do jovem rico: “Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás...”. É importante notar aqui que os mandamentos que Jesus enumera para o jovem rico eram os que estavam incluídos na chamada segunda tábua da Lei; os mandamentos que tratam de nossas responsabilidades para com nossos semelhantes. Estes são os mandamentos concernentes ao roubo, o adultério, o assassinato, e assim sucessivamente. É notável que estavam ausentes no resumo de Jesus os primeiros mandamentos que tratam explicitamente de nossas obrigações para com Deus.

Como respondeu o jovem rico? Não se preocupou. Olhou calmamente para o espelho e não viu nenhuma imperfeição e numa forma que só pode ser descrita como presunção, respondeu: “Tudo isto tenho guardado desde a minha mocidade”.

Imaginem a arrogância ou a ignorância do homem. Tenho dificuldade de entender a paciência de Jesus. Eu não me teria contido. Naquela hora teria expressado minha indignação dizendo algo como: “O quê?! Tens guardado os dez mandamentos desde a tua juventude!? Não tens guardado nenhum dos dez mandamentos nos últimos cinco minutos. Não ouviste o sermão do monte? Não te dás conta que com facilidade te irritas com alguém, que tens violado um significado mais profundo da Lei em comparação com o roubo? Não sabes que se cobiças uma mulher quebras uma Lei mais profunda que o adultério? Nunca cobiçaste? Honras a teus pais sempre e em todos os momentos? Estás louco ou cego? No melhor dos casos, tua obediência tem sido superficial. Obedeces na superfície somente”. Assim era como eu o trataria. Não foi a maneira como Jesus o tratou. Jesus foi mais sutil, mais efetivo: “Ouvindo-o Jesus, disse-lhe:

Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-os aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem, e segue-me” (Lc. 18:22).

Se alguma vez Jesus falou ironicamente, foi aqui. Se tomarmos as palavras de Jesus literalmente, estaremos forçados a concluir que a conversa teve lugar entre os dois homens mais retos da história; foi um diálogo entre o Cordeiro sem mancha e um cordeiro com uma só mancha. Eu ficaria encantado se ouvisse de Jesus que na minha perfeição moral só faltava uma coisa.

Sabemos que não é assim. Se especularmos e tratarmos de entrar nos recônditos secretos da mente de Jesus, podemos imaginar um processo de pensamento como este: “Oh! tens guardado todos os mandamentos desde a tua mocidade! Bem, vejamos. Qual é o primeiro mandamento? Oh! sim, ‘Não terás outros deuses diante de mim’. Vejamos como andas com este”.

Jesus o pôs à prova. Se havia algo na vida do jovem rico que estava acima de Deus, isso era seu dinheiro. Jesus pôs o desafio exatamente neste ponto, no ponto da obediência do homem ao mandamento número um: “Vende tudo que tens”.

Que fez o homem? Como manejou a sua única falha? Saiu triste, porque possuía muitas propriedades. O homem foi posto à prova nos dez mandamentos e fracassou depois da primeira pergunta. O objetivo desta narrativa não é estabelecer uma lei pela qual o cristão deve desfazer-se de todas suas posses. O objetivo é que nós entendamos o que é a obediência, e o que a bondade requer realmente. Jesus lhe tomou a palavra e o homem se dobrou. Quando Jesus se encontrou com outro jovem, séculos mais tarde, não teve que apresentar uma elaborada lição objetiva para ajudar o homem a entender seu pecado. Nunca disse a Lutero: “Ainda te falta uma coisa”.

Lutero sabia que lhe faltava uma multidão de coisas. Era um advogado; havia estudado a Lei do Antigo Testamento. Conhecia as exigências de um Deus puro e santo, e isto o estava enlouquecendo. O gênio de Lutero se encontrou com um dilema legal que ele não podia resolver. Parecia não haver solução possível. A pergunta que o martirizava dia e noite era “Como um Deus justo podia aceitar um homem injusto?”. Sabia que seu destino eterno dependia da resposta. Porém não podia encontrar a resposta. Mentes mais limitadas correram alegremente, desfrutando a glória da ignorância.

Estavam satisfeitos ao pensar que Deus comprometeria sua própria excelência e os deixaria entrar no céu. Além do mais, o céu não seria o lugar maravilhoso que se dizia que era se eles estavam excluídos. Duas coisas separavam Lutero do resto dos homens: primeiro, ele sabia quem era Deus; segundo, ele entendia as exigências da Lei de Deus. A menos que entendesse o evangelho, morreria em tormento.

Então ocorreu a experiência religiosa essencial de Lutero. Não houve nenhum raio, nenhum trovão. Teve lugar na quietude, na solidão de seu estudo. A chamada “experiência da torre” de Lutero mudou o curso da história do mundo. Foi uma experiência que envolveu novo entendimento de Deus, um novo entendimento de sua justiça divina. Foi um entendimento de como Deus pode ser misericordioso sem comprometer sua justiça. Foi um entendimento de como um Deus santo expressa seu santo amor:
Eu anelava grandemente entender a epístola de Paulo aos Romanos e nada se interpunha no caminho exceto uma expressão, “a justiça de Deus”, porque eu a tomei em seu significado de que Deus é justo e trata com justiça o injusto. Minha situação era que, apesar de ser um monge impecável, estava diante de Deus como um pecador com a consciência perturbada, e não tinha confiança em que meu mérito podia apaziguá-lo.

Portanto, eu não amava a um Deus justo, irado, mas o odiava e murmurava contra ele. Não obstante, me agarrava ao amado Paulo e tinha um grande anelo em saber o que ele queria dizer. Refleti noite e dia até que vi a conexão entre a justiça de Deus e a afirmação de que “o justo viverá por fé”. Então compreendi que a justiça de Deus é aquela retidão pela qual, através da graça e só a graça de Deus, ele nos justifica pela fé. No momento me senti renascer e senti que havia entrado por portas abertas ao paraíso. Toda a Escritura tomou um novo significado, e, enquanto antes a “justiça de Deus” me havia enchido de ódio, agora chegou a ser para mim inexplicavelmente doce em um amor maior. Esta passagem de Paulo chegou a ser para mim a porta do céu.

Se tu tens fé verdadeira de que Cristo é teu Salvador, então no momento tens um Deus de graça, porque a fé te guia até dentro e abre o coração à vontade de Deus, para que possas ver uma graça pura e um amor transbordante. Isto é contemplar a Deus na fé, pela qual podes contemplar a Deus, olhar seu coração paternal e amigável sem ira ou falta de graça. Aquele que vê a Deus como só irado não o vê corretamente, mas só vê uma cortina como se uma nuvem obscura se houvesse caído sobre sua face.

Como Isaías, Lutero sentiu a brasa acesa sobre seus lábios. Supôs que estava se desintegrando. Foi feito em pedaços pela visão de um Deus santo. Mais tarde disse que, antes que pudesse provar o céu, Deus primeiro teve que suspendê-lo do poço do inferno. Deus não desejou deixá-lo caído no poço, mas salvou sua vida. Quando Lutero chegou a entender o evangelho, as portas do paraíso se abriram de par em par, e ele entrou.

“O justo viverá pela fé!”. Este foi o grito da batalha da Reforma Protestante. A idéia de que a justificação é só pela fé, só pelos méritos de Cristo, era tão central no evangelho, que Lutero o chamava “o artigo sobre o qual a Igreja se mantém de pé ou cai”. Lutero sabia que era o artigo sobre o qual se manteria de pé e não cairia.

Assim que Lutero entendeu o ensino de Paulo aos Romanos, nasceu de novo, O peso de sua culpa foi quitado. O tormento enlouquecedor terminou. Isto foi tão significativo para este homem, que ele foi capaz de comparecer ante o Papa, o concílio, os príncipes e o imperador, e, se houvesse necessidade, ante o mundo inteiro. Havia passado pelas portas do paraíso, e nada o arrastaria de volta.

Lutero foi um protestante que sabia sobre o que estava protestando! Lutero foi um louco? Talvez. Porém, se era, nossa oração é que Deus envie à terra uma epidemia de tal insanidade para que nós também possamos provar da justiça que é pela fé somente.

1 de jan. de 2011

O que estamos combatendo? .


Por Francisco Jr

"Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé." 2Tm.4.7

Ao dizer esta frase Paulo não apenas está descrevendo sua condição no momento, mas está deixando um lema cristão para a posteridade. Esse é sem dúvida o grande ideal cristão, ou seja, que os discipulos de Cristo tenham forte consciencia do chamado que receberam e vivam uma vida de verdadeiro combate por preservar consigo aquilo em que crêem e por proclamar essa fé.


O que significa "combater o bom combate" ?


Na verdade essa não foi a primeira vez que Paulo usou a metáfora do combate para expressar o que é viver a vida cristã. Em sua primeira carta à Timóteo (1Tm.6.11,12), Paulo diz algo muito parecido - "Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas. - Os mesmos termos são usados para enfatizar a idéia de luta, de embate árduo mesmo, chegando as raias da agonia. Nesse primeiro texto (1Tm.6.12), o Apóstolo Paulo convoca Timóteo a combater o bom combate da fé, o que significa nesse contexto específico, resistir ao materialismo, à avareza e as deturpações que levam a conclusão erronea de que "piedade é fonte de lucro". Combater o bom combate, significa também, seguir com firmeza as virtudes distintamente cristãs - Justiça, piedade, fé, amor, constancia e mansidão (v.11). É ainda, viver intensamente o ministério recebido do Senhor (v.14).


Na segunda carta (2Tm.4.7), Paulo já antevendo o fim de sua jornada, diz que ele mesmo combateu o bom combate, o que nesse contexto se traduz no compromisso de pregar o Evangelho mesmo que custe a própria vida (v.1,2,5 conf.Atos 20.24), o que certamente pode ser verificado em todo curso da vida do Apóstolo (2Co.6.1-10).


Em sintese, O combate cristão tem um aspecto negativo: deixar de fazer, resistir, fugir da cobiça, da avareza, do mundanismo; E um aspecto positivo: seguir e praticar as virtudes cristãs e proclamar o Evangelho. A vida cristã se caracteriza pelo que deixamos de fazer (pecado), adicionado pelo que fazemos em contrapartida (boas obras).


O que estamos combatendo?


E nós, na qualidade de líderes ou mesmo de simples discípulos de Cristo, o que estamos combatendo?


Devemos sempre lembrar que o combate a que Paulo se refere é de Cristo. Se o combate em que estamos envolvidos for por nossas buscas e caprichos pessoais, visando o lucro e a fama ou mesmo estabelecendo nossas instituições como verdadeiros impérios, não estamos combatendo "o bom combate". Nesse sentido, é triste constatar que boa parte da liderança evangélica brasileira, especialmente a que está na mídia, não esta combatendo nada! Muitos estão marcando passo, e gastando a suas vidas em combates inóquos pelos motivos mais fúteis. Como questionava A.W.Tozer: O que esse mundo representa para nós? é parque de diversões ou é campo de batalha ?


Combatendo pela verdade


O combate cristão implica em compromisso com a verdade da Palavra de Deus. Por isso não lançamos mão de qualquer artifício. Paulo diz que as armas do nosso combate não são as meramente humanas, mas são "poderosas em Deus" para destruição das fortalezas e anulação do engano (2Co.10.4). Não somos abastecidos pela malandragem, nem pelos conchavos políticos, a verdade nos é suficiente. Colocar um representante no senado ou na câmara não é um trunfo no combate cristão. Causa espanto tanto empenho em eleger representantes, ou fazer acordos ocultos no melhor estilo "toma lá dá cá", porque isso mostra onde está a confiança dessa liderança. Tanto esforço em declarar voto e conduzir a massa na mesma direção não tem necessariamente razões éticas e de princípios morais ou busca pela verdade. Mas mostra uma face horrivelmente secularizada, que perdeu o referencial de combate cristão, e está lutando em frentes ilegítimas, e pior, com as armas disponíveis no mercado.


combatendo pelas armas da justiça


Combater pelas armas da justiça é declarar oposição à impiedade a qualquer custo, sejas nos combates interiores, em que lutamos com nossa própria natureza, seja na proclamação ao mundo de que somos de Cristo. Assim, não fomos, em hipótese alguma chamados à neutralidade.


Combater pelas armas da justiça é estar disposto até mesmo a sofrer "como bom soldado de Cristo Jesus", é ter como objetivo "satisfazer àquele que nos arregimentou." (2Tm.2.3,4)


Combater pelas armas da justiça é colocar-se numa relação de completa dependência de Deus e entregar-se intensamente ao paradoxo da vida cristã:


Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos;entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo. 2Co.6.7-10


Àquele que é o nosso General e que nos chamou para suas santas fileiras, seja a Glória hoje e sempre!


Via: [Ministério Batista Beréia]

O desafio da perfeição – Lloyd-Jones .



Tudo quanto fazemos neste mundo é de tremenda significação, e não podemos dar-nos o luxo de supor que não há risco. . . nosso Senhor. . . parte da questão relativa ao julgamento feito acerca de outras pessoas. Devemos ser cuidadosos quanto a isso, porque nós mesmos estamos sujeitos a juízo. Mas por que, então, nosso Senhor faz esta promessa, nos versículos 7-11 (de Mateus 7), nesse ponto? Por certo é esta a resposta: Nos versículos 1 a 6, Ele nos mostra o perigo de condenar a outrem, como se fôssemos nós os juízes, e de abrigar amargura e ódio no coração. Ele também nos manda tirar a trave do nosso olho, «antes de querer extrair o argueiro do olho do nosso irmão. 

O efeito disso tudo, em nós, é revelar-nos a nós mesmos e mostrar-nos quão terrivelmente necessitamos da graça. . . ficamos humilhados e nos pomos a indagar: «Quem é suficiente para estas coisas? Como terei possibilidade de viver à altura de tal padrão?» . . .damo-nos conta de quão indignos e pecadores somos. E o resultado disso é que nos sentimos totalmente sem esperança nem socorro. Dizemos: «Como podemos viver segundo o Sermão da Montanha? Como pode alguém elevar-se ao nível de tal padrão? Precisamos de socorro e de graça. Onde obtê-los?» Eis a resposta: «Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á».

Essa é a conexão entre os dois trechos, e devemos dar graças a Deus por ela, porque, estando face a face com este glorioso Evangelho, temos de sentir-nos arruinados e indignos. Os insensatos que pensam no cristianismo somente em termos daquela pouca moralidade que eles mesmos podem produzir, nunca chegam a ver o que é o cristianismo. O padrão pelo qual somos confrontados é aquele que encontramos no Sermão da Montanha. Esse padrão esmaga a todos nós até ao chão, e somos levados a compreender nossa incapacidade e nossa desesperada necessidade de graça. Aí está a resposta; a solução nos está sendo oferecida. No versículo oitavo o Senhor repete a Sua oferta.

Autor: Martyn Lloyd-Jones
Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 198,9-

Fonte: [ Martyn Lloyd Jones ]

Jesus, os Fariseus e o Livre-Arbítrio - por John Piper





















Para muitos, hoje em dia, é intrigante que Jesus coloque tal valor nos direitos soberanos da liberdade eletiva de Deus, a ponto de falar da maneira como o faz àqueles que O rejeitam. Ele fala de maneira a impedi-los de vangloriarem-se, como se pudessem anular os propósitos últimos de Deus. Em João 10.25-26, por exemplo, Jesus respondeu aos céticos que exigiam mais e mais provas: “Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas”. Pense nisto por um momento. Pense acerca do que significa e no fato que Jesus proferiu tais palavras a pessoas incrédulas. 
Imagine-se como um fariseu ouvindo a mensagem de Jesus e dizendo a si mesmo: se Ele pensa que eu vou ser sugado para dentro desse movimento junto com coletores de impostos e pecadores, está louco. Eu tenho vontade própria e poder para determinar o meu próprio destino. Em seguida, imagine Jesus, sabendo o que se passa no seu coração e dizendo: “Você se vangloria em seu íntimo porque acha que tem o controle de sua própria vida. Você pensa que pode frustrar os planos máximos de meu ministério. Você imagina que os grandes propósitos de Deus na salvação são dependentes de sua vontade vacilante. Em verdade, em verdade eu lhe digo que a razão final pela qual você não crê é porque o Pai não o escolheu para estar entre as minhas ovelhas”. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “O orgulho final da incredulidade é destruído pela doutrina da eleição”. Aqueles a quem Deus escolheu, Ele também os deu ao Filho; e aqueles a quem Ele deu ao Filho, o Filho também os chamou; e para aqueles que foram chamados, Ele deu sua vida; e para esses Ele deu alegria eterna na presença de sua glória. Este é o prazer do Pai.

A Falsa Religião do "Livre-Arbítrio" - Scott Price



1) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem NÃO é totalmente depravado e que ele possui plena capacidade para ir a Cristo ao usar seu livre-arbítrio, e que Deus aceitará essa pessoa por causa do exercício dessas habilidades. Note: Dizer que o homem NÃO é totalmente depravado significa afirmar que ele possui certa justiça própria digna de merecer algo da parte de Deus.

2) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Deus o escolhe baseado na observação futura do uso do livre-arbítrio — caso o homem escolha crer —, portanto , Deus elege um homem para a salvação sob a condição de que o livre-arbítrio previsto dessa pessoa escolha a Deus. Note: Dizer que a eleição é condicionada de alguma forma pelo homem é promover a salvação pelas obras, que é uma coisa má e autojustificadora.

3) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Cristo morreu universalmente por toda humanidade, sem exceção, e que depende do livre-arbítrio do homem tornar a morte de Cristo eficaz. Note: Dizer que a morte de Cristo NÃO é o diferencial entre céu e inferno é competir com o estabelecimento e a obra da justiça que Cristo obteve mediante sua vida e morte .



4) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem pode resistir à vontade de Deus a qualquer hora mediante vontade própria. Note: Dizer que o pecador pode resistir ao chamado eficaz, interno e atrativo do Espírito Santo de Deus — o mesmo poder que levantou Cristo dos mortos — é dizer que o homem possui mais poder que o próprio Deus .

5) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê ser capaz, mediante seu livre-arbítrio, voltar as costas para Deus e, como resultado disso, perder a salvação. Note: O problema com o adepto da teoria do “livre-arbítrio” é que, antes de tudo, ele não entende como a pessoa é salva, muito menos o tópico da preservação ou perseverança. Ele imagina ser alvo da salvação condicional, orientada por obras do princípio ao fim.


Esses cinco pontos — aos quais o adepto da teoria do “livre-arbítrio” da falsa religião se apega — são mentiras de Satanás, opostas à verdade divina. Deus diz que somos justificados pelo sangue e pela justiça imputada de Jesus Cristo, o Senhor. O falso evangelho parece existir em excesso no mundo hoje. Paulo disse em Gálatas 1:9: “Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Se Deus é absolutamente soberano e o autor da salvação eterna, então o livre-arbítrio é um mito. A Palavra de Deus declara dessa forma.

Se o adepto da teoria do “livre-arbítrio” está tão impressionado com seu livre-arbítrio, por que ele não o usa para parar de pecar? Ele não pode fazê-lo, pois não o possui! “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Romanos 9:16). Toda a glória irá para Deus na salvação de uma pessoa ou não haverá salvação. Deus é zeloso de sua glória e não a partilhará com nenhum adepto da teoria do “livre-arbítrio”. JAMAIS!

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