12 de jan. de 2012

Moldando a cultura do seu lar

por Trevin Wax
Trevin Wax
por Trevin Wax
Produzir cultura, influenciar a cultura, transformar as cidades – os evangélicos têm falado muito sobre esses assuntos já há alguns anos. Grande parte do foco tem sido direcionada para o envolvimento político, a renovação dos centros urbanos ou a produção de arte que reflita a beleza e a glória de Deus.
Infelizmente, quando se trata de produção cultural, somos tão aptos para pensar grande que empregamos nossa energia em áreas nas quais normalmente temos pouca influência. Como resultado disso, perdemos oportunidades de sermos agentes de transformação no lugar em que temos mais influência direta: nossos lares.

Avaliando a cultura de um lar

Alguns anos atrás, eu trabalhei como tutor subsidiado pelo governo para crianças do ensino fundamental que estavam com dificuldades de acompanhar o ritmo dos estudos. Durante vários meses, gastei muitas horas por semana com oito crianças diferentes. Não sou um psicólogo e admito que as minhas primeiras impressões talvez estejam equivocadas, mas ao observar essas famílias durante esse período de vários meses foi o suficiente para me ajudar a formular algumas impressões sobre a dinâmica familiar.
  • Em uma das casas, a tensão entre os membros da família era tão palpável que eu não via a hora de ir embora. E imagino que a criança que eu estava ajudando também adoraria fugir de lá.
  • Em outro lar, a casa era tão bagunçada e suja que não era de se surpreender que o senso de desorganização fora transferido para a pequena garotinha, que tentava ao máximo melhorar suas notas, apesar do caos que a cercava.
  • Em outro, uma família fruto de segundos casamentos, os pais e os filhos estavam juntos fisicamente, mas não emocionalmente, principalmente porque o homem e a mulher ainda não haviam, de fato, casado.
Em cada casa havia sinais do que era priorizado. Desde os móveis aos bichos de estimação e a tecnologia – era fácil perceber a dinâmica da família e a cultura do lar.
Desde essa época, eu tenho me perguntando como os visitantes poderiam avaliar a dinâmica do nosso lar. Se houvesse câmeras filmadoras escondidas em todos os cantos, que imagem isso passaria? Que tipo de cultura estamos criando? Como é a atmosfera do nosso lar? O que as “coisas” do nosso lar comunicam aos nossos filhos (e aos outros) sobre o que pensamos ser importante?

Artefatos culturais

Uma das formas mais sutis em moldamos a cultura de nossos lares é através do uso proposital de artefatos culturais. Um objeto cultural (como a mesa da cozinha, por exemplo) retrata algo sobre o mundo: a comida é essencial para a vida humana. E também carrega algumas impressões sobre como o mundo deveria ser: a comida deve ser consumida em família, em comunhão.
Eu me lembro da minha surpresa ao ler algumas pesquisas recentes sobre como ter muitos livros em casa pode melhorar a educação das crianças. Estudos sugerem que o impacto se deve à “cultura escolar” dos lares. A mera presença da literatura no lar pode ter um profundo impacto na família.
Brinquedos, eletrônicos e decorações ajudam a moldar (direta ou indiretamente) a cultura de nossos lares. Digamos que você tem um filho, pequeno, e você visita uma casa onde há itens delicados de decoração e porcelana chinesa por todos os lados. A chance de você passar a visita inteira em alerta é grande. Os anfitriões podem ser calorosos e receptivos, mas os objetos do ambiente criam uma atmosfera que diz “crianças não são bem vindas”.
Considere o lugar da televisão. Há 10 anos, quando meus pais se mudaram para uma casa nova, eles decidiram cobrir a TV da “sala grande” com um enorme retrato da família. Agora, sempre que a família se reúne e passa algum tempo na sala de estar, não nos distraímos com o “ruído” constante da TV ao fundo. Nós focamos uns nos outros. A decisão de cobrir a TV com o retrato da família criou uma atmosfera que priorizava a família e os relacionamentos, ao invés do entretenimento.

Possibilidades e impossibilidades

Diferentes famílias chegam a diferentes conclusões sobre como podem moldar a cultura de seus lares. Não há regras simples e diretas. Mas é, pelo menos, de algum uso, pensar nas possibilidades e impossibilidades criadas pelos objetos culturais que trazemos aos nossos lares.
  • Para alguns, um smartphone torna possível a comunicação constante. Ao mesmo tempo, um smartphone torna quase impossível dar atenção exclusiva a qualquer coisa ao seu redor.
  • Para outros, o Nintendo Wii é uma boa aquisição para o lar, pois possibilita que as famílias joguem juntas, como muitas faziam com os jogos de carta e de tabuleiros há algumas gerações. Muitas dessas mesmas famílias vão rejeitar o Nintendo DS pelo potencial de isolar os membros da família uns dos outros e levar as crianças menores a algum nível de vício. Outras famílias simplesmente proibirão os jogos eletrônicos.
  • Para algumas famílias, é importante que a sala de estar seja grande e aconchegante, mesmo que isso signifique ter quartos menores que o normal, para cultivar mais “tempo em família”. Para outros, quartos grandes com banheiro são importantes, para poder receber visitas que passam a noite.

Uma atmosfera de graça

Como pais cristãos, não só somos responsáveis por pensar com cuidado nos artefatos culturais que trazemos aos nossos lares. Também somos responsáveis por cultivar uma atmosfera de graça. É por isso que devemos estar sempre prontos a confessar abertamente nossos pecados para os outros e também para perdoar.
É fácil para muitos pais pensar que admitir erros e pecados é um sinal de fraqueza que a criança vai explorar. Mas ao falharmos em confessar nossos pecados, nós, de forma não intencional, criamos uma cultura de rancor. Nossas crianças aprendem rapidamente a imitar a forma em que transferimos a culpa de nós para os outros e tentamos justificar nossas ações. Quando reclamamos e somos impacientes, eles reclamam e são impacientes. É muito fácil que a cultura de um lar se degenere rapidamente em períodos de isolamento e silêncio, ao invés de momentos de comunhão, lazer e liberdade, reflexos do evangelho sendo aplicado aos nossos corações.

Molde a sua cultura

Moldar a cultura de um lar é um trabalho pesado. É um processo contínuo que demanda planejamento cuidadoso e atenção constante. Muitas vezes não pensamos no impacto que as nossas decisões terão na cultura do lar até que já as tenhamos tomado. Minha esposa e eu ainda estamos descobrindo como fazer isso. Mas, pela graça de Deus, temos tentado criar uma atmosfera de desenvolvimento humano, onde o contentamento é constante e o amor de Deus é palpável.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui
Fonte: [iPródigo]

Cristã somali é açoitada em público

Uma cristã somali, ex-muçulmana, foi levada para uma via pública, onde foi açoitada como punição por ela acreditar em uma “religião estrangeira”, o cristianismo, e deixar o Islã, segundo informações das fontes.
Sofia Osman, uma cristã de 28 anos de idade, que mora na região de Shabelle, tinha sido levada sob custódia por extremistas islâmicos do grupo Al Shabbab, e quando foi libertada foi açoitada em público.
Ela recebeu a punição de 40 chibatadas no dia 22 de dezembro, enquanto a multidão de espectadores apoiava o castigo que Sofia estava recebendo.
“Sofia foi chicoteada durante 3 horas, mas ela não disse para nós depois quais foram  outras humilhações ela passou enquanto esteve presa”, disseram amigos da vítima. Uma testemunha ocular disse ao Compass que a punição fez com que Sofia sangrasse muito e perdesse a consciência.
A punição foi realizada na frente de centenas de espectadores logo após Sofia ter sido libertada, após ela permanecer presa por um mês nos campos-prisões do Al Shabbab.
“Após ser solta e receber a punição, ela estava sendo tratada em sua própria casa pelos seus familiares. Ela não estava conseguindo conversar com ninguém e parecia muito confusa”, disse uma fonte próxima da família. “Por favor, orem para que a sua recuperação seja rápida”, disse a fonte.
Sofia é cristã há mais de 4 anos e era membro de uma igreja subterrânea que fica em uma cidade que foi devastada por uma das guerras que ocorreram na Somália. A região também é muito dominada pelo maior  grupo extremista islâmico do país, o Al Shabbab.
FonteCompass Direct
TraduçãoLucas Gregório 

11 de jan. de 2012

Cristãos são atacados e mortos na Nigéria

Intensificação de assasinatos anti-cristãos na Nigéria sugerem uma " limpeza étnica e religiosa sistemática", de acordo com os líderes do país igreja. A violência já matou mais de 30 pessoas no país.

"Eu estava liderando a congregação em orações. Nossos olhos estavam fechados quando alguns homens armados invadiram a igreja e abriram fogo contra a congregação”, disse o pastor nigeriano  Johnson Jauro.
Ayo Oritsejafor, diretor da Associação Cristã da Nigéria, disse neste sábado (07 janeiro) que os líderes da igreja haviam realizado uma reunião de emergência sobre os ataques crescentes que estão ocorrendo contra os cristãos nigerianos.
Pelo menos oito cristãos foram mortos quando homens armados invadiram uma igreja em Gombe, capital do Estado de Gombe, durante uma reunião de oração na quinta-feira à noite (05 de janeiro).
No dia seguinte, cerca de 20 cristãos foram mortos a tiros em Mubi, estado de Adamawa. Eles se reuniram para lamentar a morte de outro cristão que havia sido morrido na noite anterior. Os agressores gritavam "Deus é grande", enquanto eles dispararam contra os fiéis. Eles também carregavam facas e bastões.
Então na noite de sábado (07 de janeiro), três pessoas suspeitas de serem cristãos foram mortos a tiros na cidade norte-oriental do Biu.
Um porta-voz do Boko Haram reivindicou ataques após o ultimato de três dias, que expirou na quarta-feira (04 de janeiro).
O Boko Haram está lutando para criar um estado islâmico e impor a lei sharia. O grupo foi responsável por mais de 500 mortes em relação ao ano passado.
O grupo estava por trás de uma série de ataques contra igrejas e outros alvos em cinco estados durante o Natal, que deixou mais de 40 mortos e levou o presidente Goodluck Jonathan a declarar estado de emergência nas áreas mais problemáticas.
FonteBarnabas Fund
TraduçãoLuciana Azevedo  Via: [Portas Abertas]

O Dever Moral de Estudarmos Teologia .

Por Rev. Ewerton B. Tokashiki
Existe um senso de responsabilidade para estudarmos a teologia? Quem precisa de teologia? São perguntas que precisam ser respondidas.
Cada ser humano é um ser moral. Todos têm o dever de estudar e crer nos ensinos da Escritura Sagrada. John L. Dagg comenta que as faculdades morais com as quais o homem foi dotado adaptam-no para um estado de sujeição ao governo moral. Nossas mentes foram constituídas de tal maneira que somos capazes de perceber uma certa qualidade moral nas ações, podendo nós aprová-las ou desaprová-las. A consciência de termos feito o que é direito oferece-nos um de nossos mais elevados prazeres; a angústia do remorso, por causa de alguma maldade praticada é tão intolerável como qualquer outro sofrimento ao qual o coração humano é susceptível.
A nossa consciência exerce um certo governo moral, recompensando-nos ou castigando-nos pelas nossas ações, de acordo com o seu caráter moral. Grande parcela de nossa felicidade depende da aprovação daqueles com quem estamos associados. E assim, encontramos o governo moral tanto fora como dentro de nós mesmos; a cada ponto, em nossas relações com outros seres inteligentes, sentimos as restrições desse império moral. Onde se acham os limites do governo moral? Eles precisam ser tão extensos quanto as nossas relações com outros seres morais e tão duradouros como a nossa própria existência. (...) Na qualidade de seres religiosos, procuremos compreender as verdades da religião. Na qualidade de seres dotados de imortalidade, esforcemo-nos por nos familiarizar com a doutrina da qual depende a nossa felicidade eterna. Tenhamos o cuidado para não aceitar essa verdade com um frio entendimento, mas de tal maneira que o seu pode renovador jamais cesse de atuar em nossos corações. [1]
Não podemos ignorar que existe um disseminado sentimento negativo contra o estudo sistemático das Escrituras. Em alguns redutos evangélicos esta mentalidade é difundida e confundida com a verdadeira espiritualidade. Uma espiritualidade irracional, em que o Espírito Santo somente age onde a mente não atrapalha! Isto é um dos resultados pós-modernos do existencialismo, que é uma reação tardia ao racionalismo. Este “sentir” e “experimentar” tem se tornado o critério da verdade, que passa a ser subjetiva e não verificável. Assim, a sociedade pós-moderna tem seu cenário preparado por esta sutil mentalidade. Este sentimentalismo rejeita qualquer elaboração doutrinária que dependa da lógica, como se esta fosse algo puramente carnal, e não uma dádiva de Deus, para o correto raciocínio das matérias sagradas. John R.W. Stott escreveu que “crer é também pensar”.
O presbiteriano escocês James Orr, seguindo este mesmo raciocínio, há tempos observa que todos devem estar cientes de que há nos dias de hoje um grande preconceito contra doutrina – ou, como é muitas vezes chamada – “dogma” – na religião; uma grande desconfiança e aversão ao pensamento claro e sistemático a respeito de coisas divinas. Os homens preferem, não se pode deixar de notar, viver em uma região de nebulosidade e indefinição com relação a esses assuntos. Querem que seu pensamento seja fluido e indefinido – algo que possa ser mudado com os tempos, e com as novas luzes que eles acham estarem constantemente aparecendo para iluminá-los, continuamente adquirindo novas formas e deixando o que é velho para trás. [2]
O preconceito contra a dogmática não acabou apesar de James Orr ter feito esta afirmação há um século atrás. A verdadeira espiritualidade é ensinada em alguns círculos evangélicos como se fosse algo despido de teologia. Teólogos recentes como Stanley J. Grenz e Roger E. Olson também fazem o mesmo desabafo realizamos numerosos retiros, seminários e oficinas para cristãos leigos e pastores e notamos que estão abertos para o estudo sério e para a reflexão sobre a Palavra de Deus à luz de temas atuais. Verificamos, porém, um fenômeno estranho: entre as mesmas pessoas famintas de entendimento e que contribuem com descobertas maravilhosas alastra-se a frieza tão logo se pronuncie a palavra “teologia”. [3] 

Mas, qual é a resposta para a fatídica questão: quem precisa de teologia? Embora a resposta possa parecer um tanto que estranha, ela é simples: todos! Não somente cristãos, mas os incrédulos, ateus, agnósticos, e demais adeptos de qualquer religião não cristã! Todos precisam ouvir de forma inteligente e coordenada a clara e vigorosa pregação do Evangelho. A teologia trabalha com a sistematização da revelação registrada: a Escritura Sagrada. Todos têm o dever e a necessidade de aprender do único e verdadeiro Deus. O Senhor se revela de modo geral a todos (Sl 19:1-6).
Mas, Ele também se revela de modo especial, através das Escrituras (Sl 19:7-14). Entretanto, este segundo modo de Deus se dar a conhecer não deve ser restrito aos que crêem nEle. A principal diferença destes dois modos de Deus se revelar, é que a revelação especial é proposicional, enquanto que a geral não o é, mas o conteúdo da revelação, independentemente do seu modo, tem o propósito de que todos conheçam o seu Ser, e tremam diante da Sua majestade. Todos precisam de uma cosmovisão que seja fiel àquilo que a Bíblia, que é a Palavra de Deus diz.
Curiosamente esta rejeição da teologia não torna o indivíduo isento de ser um teólogo! A diferença não é entre teólogos e não-teólogos, mas entre teólogos acadêmicos e pragmáticos, teólogos coerentes e outros inconsistentes. O fato de um animal não reconhecer o seu próprio reflexo diante de um espelho, não significa que aquilo que vê seja outro animal! Do mesmo modo, alguém que despreza a “teologia” não anula o fato que ele seja um teólogo! Por isso, todos são teólogos. Grenz e Olson nos adverte que “ninguém que reflita sobre as perguntas cruciais da vida escapa de fazer teologia. E qualquer um que reflita sobre as questões fundamentais da vida – incluindo perguntas sobre Deus e nossa relação com ele – é teólogo”. [4] Neste sentido até mesmo os ateus são teólogos, por desejarem negar esta relação através dum raciocínio falacioso sustentando que Deus não existe.
Alguns cristãos crêem que a sua sinceridade os livrará do erro doutrinário. Freqüentemente tenho a impressão de que os crentes em geral consideram a sinceridade de atitude como sendo mais importante do que o conteúdo da crença. Não se deprecia a necessidade de ser sincero; nenhuma pessoa sensata crê que a sinceridade deva substituir o conhecimento da verdade, pois elas não estão em contradição. O resultado desastroso de se crer numa falsidade, não importando quão sincera seja a pessoa, é que quanto maior for o grau da sinceridade, mais horrendas serão as conseqüências. Toda crença tem conseqüência, e uma convicção errada sustentada com sinceridade trás dolorosas seqüelas.
Esta rejeição em alguns cristãos existe porque os seus pastores implantam-na.
Felizmente, temos pastores defendendo a necessidade de se estudar sistematicamente teologia com a igreja, mas que por falta de sabedoria, ou preparo adequado, usam uma linguagem técnica pesada e indigerível para a maioria das pessoas. Acabam exercendo o seu pedantismo teológico criando um enorme abismo entre os crentes e o estudo proveitoso da teologia. O pedantismo deve ser rejeitado como uma manifestação do orgulho (1 Co 8:1), mas o saber responsável da teologia é uma necessidade vital para a saúde da igreja.
Mas, por outro lado há pastores que após o término do seu curso teológico, abandonam o estudo sério. Outros tomam uma atitude pior, desprezam todo estudo na pseudopiedade de uma versão distorcida do “somente a Escritura”. Acerca disto Lewis S. Shafer comenta que como bem poderia um médico descartar os seus livros de anatomia e terapêutica assim também o pregador pode rejeitar os seus livros sobre Teologia Sistemática; e visto que a doutrina é a estrutura óssea da verdade revelada, a sua negligência deve resultar numa mensagem caracterizada por incerteza, imprecisão e imaturidade.[1] 

Aos presbíteros docentes, Deus os chamou para serem pastores-mestres (Ef 4:11). Pastorear não é somente visitação! É zelar da igreja e alimentá-la com a substanciosa Palavra de Deus. É nutrir o rebanho com alimento que procede da “boca de Deus” (Dt 8:3). Todo trabalho pastoral depende direta e indiretamente do correto manuseio da Palavra de Deus. Entretanto, há pastores que embora não desprezam a teologia, falam dela como se fosse um acessório do ministério pastoral e da igreja, que pode ser facilmente ignorado, ou usado só quando for realmente necessário! Essa dicotomia não somente é estranha, mas confusa. O fato de não usarmos a linguagem técnica teológica, não significa que estamos com isso abandonando a teologia.
O apóstolo Pedro nos ordena “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós "(1 Pe 3:15). Segundo este texto, a formulação teológica em seu dever moral deve indispensavelmente conter:
  1. santificação (santificai a Cristo)
  2. submissão (Cristo como Senhor)
  3. coerência no todo (em vosso coração)
  4. diligência (sempre preparados)
  5. raciocínio [coordenado] (para responder)
  6. experiência (há em vós)
A teologia é uma exigência inevitável para se exercer a inteligência cristã. A teologia tem o objetivo de fornecer a relação sistematizada de informações extraídas da Bíblia. A verdade deve sempre ser tratada com um raciocínio coordenado para produzirmos respostas claras e inteligíveis, porque crer é também pensar. O filósofo cristão Gordon H. Clark observa que o inquiridor pergunta por uma razão, ou, como podemos dizer, ele pergunta pela lógica de nossa esperança; e precisamos estar preparados para dar a lógica e razão da nossa fé. Não somente conceder tal réplica, mas manter com santa dignidade e importância a mensagem cristã, e as perguntas que nos são feitas, tornando-as uma oportunidade que não podem ser desperdiçadas. [6]
A teologia é o resultado confessional de nossa cosmovisão. Cada cristão deve ser capaz de expor com síntese, mas com conteúdo, o que crê. Como entendemos e interpretamos a realidade ao nosso derredor? Posso ter certeza do que conheço? De que modo aceitamos os acontecimentos que produzem o sofrimento? Que significado tem a minha existência?
Vigiemos contra o nosso sutil orgulho. O saber é para servir a Deus e edificar a Igreja. O princípio “maior é o que serve” continua irrevogável. A falta de humildade demonstrará uma teologia enferma (1 Co 8:1-3). Não podemos esquecer que o Deus imutável ainda resiste ao soberbo, mesmo em sua forma pedante. Se a nossa teologia não produz humildade e santificação, certamente ela não procede de Deus e não edificará a sua Igreja.
Uma teologia que não pode ser orada, é uma teologia impossível de ser praticada, e que não deve ser ensinada. Estudar a sistematização das doutrinas da Escritura Sagrada deve resultar em santificação. John L. Dagg observa que o estudo da verdade religiosa deveria ser empreendido e continuado com base no senso de dever, tendo como escopo o aprimoramento do coração. Uma vez aprendida, essa verdade não deveria ser guardada em uma estante, como se fosse um objeto de pesquisa; mas deveria ser implantada profundamente no coração, onde o seu poder santificador pode ser sentido. Estudar teologia com o propósito de satisfazer à curiosidade ou de preparar-se para uma profissão, seria um abuso, uma profanação daquilo que precisa ser considerado como extremamente santo. [7]
Todo o cuidado com o odium theologicum ainda é pouco! Ao adotar uma posição o estudante de teologia não deve alimentar um sentimento de inimizade ao tratar as demais opiniões contrárias. O sumário de toda sistematização da Escritura foi concedida pelo Senhor Jesus quando disse: “amarás ao Senhor, teu Deus... e o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12:29-31). Qualquer teologia que se desvie deste princípio, errou o alvo!
_________________________
Fonte: 
1ª Igreja Presbiteriana de Porto Velho
Sobre o autor: Rev. Ewerton B. Tokashiki é pastor da Igreja Presbiteriana de Porto Velho e professor de Teologia Sistemática no Seminário Presbiteriano Brasil Central – extensão Ji-paraná-RO, e de Teologia da Reforma e Seminários Temáticos (Cosmovisão e Pós-modernismo) na Faculdade Metodista de Teologia de Porto Velho.
Notas:
[1] John L. Dagg, Manual de Teologia (São José dos Campos, Ed. Fiel, 1989), p. 4-5.
[2] James Orr, Sidelights on Christian Doctrine (New York, AC. Armstrong and Sons, 1909), p. 3
[3] Stanley J. Grenz & Roger E. Olson, Quem Precisa de Teologia? (São Paulo, Ed. Vida, 2002), p. 9
[4] Stanley J. Grenz & Roger E. Olson, Quem Precisa de Teologia?, p. 14 
[5] Lewis S. Shafer, Teologia Sistemática (São Paulo, Ed. Hagnos, 2003), vol. 1-2, p. 5 
[6] Gordon H. Clark, Peter Speaks Today – A Devotional Commentary on First Peter(Philadelphia, Presbyterian and Reformed Publishing CO., 1967), p. 118 
[8] John L. Dagg, Manual de Teologia , p. 1.

Extraído do site: [ Eleitos de Deus ]  Via: [Bereianos]

7 de jan. de 2012

Cristãos são pressionados dentro de sua comunidade

A forte e majoritária população budista do Nepal se levantou recentemente contra um grupo de cristãos de uma aldeia do país e os expulsaram da comunidade, juntamente com o pastor que lidera a igreja na região.
De acordo com informações da Voz dos Mártires no Canadá, o pastor nepalês foi acusado de trazer uma religião estrangeira para a aldeia e ensinar ideais que eram ofensivos e desrespeitos em relação à cultura da região.
Os agressores também acusaram os cristãos de subornarem e coagirem outros moradores da região para que eles se pudessem se converter ao cristianismo, um ato totalmente desaprovado pela sociedade do Nepal.
Enquanto as leis anti-conversão não entram oficialmente em vigor no Nepal, o governo do Nepal tem usado de diversas maneiras impedirem o avanço do cristianismo enquanto a nova Constituição não é elaborada.
Com o objetivo de forçar os cristãos que moram na região a saírem de lá, um membro de um grupo extremista abusou sexualmente de uma criança de seis anos que pertence a uma família cristã.
Os cristãos no Nepal constituem apenas 2,8% da população do país. Mais de 75% da população é hindu que, até o ano de 2006, era considerada a religião oficial do país.
Enquanto a perseguição ainda não se torna tão comum como ela costumava ser na década de 90, ataques contra cristãos são especialmente frequentes quando se convertem do hinduísmo ou da fé budista para o cristianismo.
Por favor, ore para que os cristãos possam começar a ter mais liberdade religiosa no Nepal. Ore pela cura da menina que foi abusada sexualmente e para que os cristãos tenham força para enfrentar esse momento.
FonteMNN News 
TraduçãoLucas Gregório

6 de jan. de 2012

Cristãos são atacados no norte do Iraque

A região norte do Iraque até pouco tempo era considerada uma região segura para a comunidade cristã, mas recentes ataques a empresas de proprietários cristãos ameaçam a segurança nessa região.

No dia 02 de dezembro de 2011, durante uma pregação, o Mullah Mala Osman reclamou sobre a corrupção moral no norte da cidade de Zakho. Incitado pelo sermão, um homem muçulmano se levantou e começou a gritar os nomes dos comerciantes cristãos da região.
Motivados por essa iniciativa, logo um grupo se formou e, carregando cartazes que diziam “Não há deus, senão Alá” atacou e queimou cerca de 30 empresas pertencentes a cristãos.
Na manhã do dia seguinte a violência recomeçou em dois outros bairros nos arredores de Dohuk, onde os muçulmanos atacaram lojas de bebidas e queimaram um clube cultural cristão.
Dois dias depois, em 05 de dezembro, incidentes ocorreram contra as comunidades cristãs perto da capital curda de Erbil e no centro de Sulaymaniyah, 124 quilômetros ao sul.
Fontes locais disseram que os ataques foram organizados por um partido pró-islâmico influenciado pela Irmandade Muçulmana. Os ataques refletem uma atitude crescente de intolerância entre os muitos muçulmanos no Iraque.
Kaldo Oghanna, secretário-geral do Chaldo-assírio e União da Juventude, disse que os ataques ameaçam a estabilidade e a segurança da região curda.
Por ser considerada uma região segura, milhares de cristãos mudaram-se para o Curdistão. O pastor de uma igreja disse: “Infelizmente, com a violência nos últimos dias, esta esperança já se foi. As pessoas estão petrificadas e estão dizendo: ‘O que nos acontece agora?”.
FonteVoz dos Mártires    Via: [Portas Abertas]

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