9 de ago. de 2012

Pais, não irritem seus filhos

por Dave BruskasPostado por Filipe Schulz em 04 de novembro de 2010 em Textos, Traduções
Dave Bruskas
Dave Bruskas
Existem dois textos no Novo Testamento que falam diretamente aos pais: Efésios 6.4 e Colossenses 3.21. Curiosamente, eles começam da mesma forma: “Pais, não irritem seus filhos”
Esse par de versos destaca a ameaça mais sérias que um pai cristão pode oferecer às suas crianças: provocá-los ou irritá-los ao ponto de desencorajá-las. Como pai, tenho descoberto dois caminhos que sou inclinado a andar quando irrito minhas quatro meninas: perfeccionismo e passividade.

Perfeccionismo

Eu desejo desesperadamente que as minhas garotas se tornem mulheres cristãs maduras. Quero que elas sejam mulheres que pensem, sintam, ajam e falem como Jesus.
Assim, eu irrito minhas filhas ao ponto de desencorajá-las quando espero que elas sejam perfeitas agora, com suas próprias forças, tentando sempre ir além do que podem.
Certa vez, em um jantar em família com um convidado, uma das minhas filhas reclamou do sabor da comida de uma forma extremamente desagradável. Eu nunca tinha ouvido ela usar aquela palavra que ela falou. Fiquei perplexo, minha esposa ficou constrangida, e o convidado apenas deu um sorriso amarelo. Ela então se desculpou de forma sincera e pediu perdão. Mas eu resisti. Queria que ela fosse castigada. Mas ela me lembrou, respeitosamente, que Jesus era mais que seu perdoador; ele era o próprio perdão. Eu estava tentado com muita força desencorajá-la, mas ela se recusou a se irritar.
A perfeição, no sentido de ser completamente como Jesus, é o objetivo final. Mas a perfeição nunca vem pelas nossas forças, nem é alcançada completamente nessa vida (1 João 1.8).

Passividade

O extremo oposto do perfeccionismo é a passividade. A passividade é a atitude fatalista: “Como é Jesus quem vai mudar o coração da minha filha, não há nada que eu possa fazer além de orar, assistir e esperar que o melhor aconteça”. Esse erro ignora completamente o mandamento aos pais em relação aos seus filhos em Efésios 6.4: “criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor”. Esse é o outro lado da moeda da passividade: há muito o que fazer!
Tradicionalmente, eu levo cada uma das minhas filhas a um retiro espiritual de pai e filha no verão, quando elas estão mais ou menos entre a 5ª e a 6ª série. A mais nova já está começando a 7ª série, mas ainda não viajamos. Toquei nesse assunto outro dia, comentando que mais um verão havia passado, que estava triste, e que esperava que isso acontecesse em breve. Ela me respondeu: “Eu também estou triste, papai. Mas eu não posso dirigir, e eles não me deixam comprar passagens de avião sozinha. Só estou dizendo.” Ela estava certa. A viagem dependia completamente de mim, e a minha passividade em planejá-la estava desencorajando-a.

Pregando para mim mesmo

Se eu quero ser o pai que Jesus me chamou para ser, de acordo com Colossenses 3.16, isso deve vir da Palavra de Cristo viva em mim. A tarefa mais importante que eu encaro diariamente ao criar minhas filhas é pregar o evangelho para mim mesmo, deixando para trás meus pecados de perfeccionismo e de passividade, e ao invés disso, confiando na obra perfeita de Jesus para alcançar perdão e obediência. Apenas assim eu deixarei de irritar minhas filhas ao ponto de desencorajá-las e começarei a ensiná-las nos caminhos do Senhor.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com
Fonte: [iPródigo]

7 de ago. de 2012

Reabrindo a Caixa Preta de Darwin


A Chancelaria da Universidade Presbiteriana Mackenzie promoverá o IV Simpósio Internacional Darwinismo Hoje nos dias 22 a 24 de outubro em seu auditório nobre, o Ruy Barbosa. Este ano o palestrante internacional será o conhecido Dr. Michael Behe.

Michael Behe é bioquímico norte-americano, professor-adjunto de bioquímica da universidade de Lehigh, Pensilvânia. Inicialmente, ele aceitava os conceitos da teoria geral da evolução. Todavia, após leitura do livro de Michael Denton, Evolução, Uma Teoria em Crise, passou a questionar a teoria Darwinista. Mais tarde, Behe veio a acreditar que havia evidências, no nível molecular, de que os sistemas biológicos são "irredutivelmente complexos". Estes sistemas não poderiam, mesmo no princípio ter evoluído pela seleção natural e sim inteligentemente projetados. Estas evidências o levaram a entender que a única explicação possível e alternativa à teoria geral da evolução para a existência de tais estruturas era a intencionalidade inteligente com propósitos racionais e finalísticos, ao contrário da escalada aleatória da teoria da evolução.

Behe publicou o livro A Caixa Preta de Darwin, onde apresenta as suas idéias, e que se tornou um clássico do Design Inteligente. Este livro está esgotado, mas será republicado e lançado durante o evento no Mackenzie.

Estão convidados palestrantes evolucionistas para apresentar o lado do Darwinismo e interagir com Dr. Behe, como manda o ambiente universitário aberto ao contraditório e ao debate.

As inscrições ainda não estão abertas, mas já reserve em sua agenda, pois são limitadas as vagas.

Fonte: [O Tempora, O Mores]

4 de ago. de 2012

Conselhos preciosos contra as armadilhas de Satanás

por Kevin DeYoungPostado por Filipe Schulz em 27 de setembro de 2010 em Textos, Traduções
Kevin DeYoung
Kevin DeYoung
Então ouvi uma forte voz dos céus que dizia: “Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite. Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram; diante da morte, não amaram a própria vida.” (Apocalipse 12.10-11)
Satanás é um acusador e um enganador. Em ambos os casos, suas armas são as palavras, e é por isso que devemos combatê-lo com a palavra de nosso testemunho.
Em outras palavras, é através de nossa crença no Evangelho e nossa confiança no poder de Jesus Cristo que nós podemos enfrentar seguros as mentiras e acusações de Satanás. E é pela verdade da palavra de Deus – na qual nos baseamos e acreditamos mesmo diante da morte – que podemos expor e destruir os enganos do Enganador. É assim que batalhamos, com a espada do espírito, a palavra de Deus.
Assim, quando Satanás sussurrar “Será que Deus pode realmente te perdoar? Seus pecados podem mesmo ser esquecidos?”, você responde com confiança: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8.1-2)
Quando o Diabo diz que a sua situação não tem solução, quando ele te chama de escravo e diz que você não é capaz de mudar, você pode responder: “Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.” (Romanos 8.8-9)
E quando Satanás sugere que não importa como vivemos, que a graça e a liberdade são desculpas para fazermos o que quisermos, devemos responder: “Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão” (Romanos 8.13)
E quando nosso Inimigo aponta para nosso sofrimento e diz “Olha, Deus não é confiável. Certamente, não te adianta de nada servir a esse Mestre”, nós iremos informá-lo que “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.” (Romanos 8.18)
E se Satanás tentar nos fazer acreditar que Deus está nos causando dor de propósito, vamos lembrá-lo que “Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto.” (Romanos 8:22)
Se ele espalhar a mentira de que nossos problemas irão acabar conosco, que Deus não pode nos ajudar, declararemos “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam” (Romanos 8.28)
E quando ele nos mostrar nossa fraqueza, quando ele apontar os fracassos da igreja, quando ele nos acusar de termos decepcionado Deus e nos fazer duvidar do poder do Evangelho e do triunfo final dos santos, quando ele vir a nós com palavras e com todas as armas do mundo, nós nos levantaremos com um brado desafiador: “Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8.37-39)
Satanás está louco para destruir a igreja. Ele expele acusações perversas como um dragão, e sussurra enganos como uma serpente. Ele está perseguindo a mulher e o seu filho. Mas a salvação, e o poder, e o reino pertencem a Deus e a Cristo, nosso Rei. E nós iremos vencer o diabo, pelo sangue do Cordeiro e pela palavra de nosso testemunho.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com
Fonte:[iPródigo]

1 de ago. de 2012

Como assistir aos Jogos Olímpicos


Por  David Mathis
A Bíblia tem algo a dizer sobre os Jogos Olímpicos.
“Todos os que competem nos jogos”, escreve o apóstolo Paulo, “se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre” (1 Co 9:25 NVI). John Piper comenta:
“Quando Paulo escreveu estas palavras aos cristãos de Corinto, ele assumiu que todos eles conheciam os jogos. Os Jogos Olímpicos se deram ntaa Grécia a cada quatro anos sem interrupções desde 776 a.C. até que foram suspendidos em 393 d.C. pelo imperador Teodósio I. Isso representa 1.169 anos. Todos conheciam sobre os jogos. E todos, hoje, conhecem os jogos.”
Porque as Escrituras Cristãs mencionam os jogos? Para nos ajudar a melhorarmos a forma que assistimos as Olimpíadas nestas duas semanas ao abrir os nossos olhos para o que elas têm a dizer sobre Deus, o Evangelho e a Vida Cristã.

Transpondo as Olimpíadas

O bom britânico C.S. Lewis (que ficaria feliz em ver Londres sediar os jogos) chamaria isso de “transposição” – tomar os Jogos Olímpicos, com todo seu engajamento e entretenimento, e enxergar através deles e além deles as realidades últimas que eles apontam neste mundo criado por Deus, como uma mola propulsora nos impulsionando ensinos sobre a redenção em cada turno.
Piper continua: o apóstolo Paulo tomou os conhecidos Jogos Olímpicos e
“ensinou aos cristãos como transpô-los para um nível diferente e como ver nos jogos uma realidade muito diferente do que todos estão vendo. Ele disse, de fato, ‘Os jogos são disputados neste nível de realidade. Eles correm neste nível. Eles se encaixam neste nível. Eles treinam, praticam e negam a si mesmos neste nível. Eles estão de olho no ouro neste nível’.
Agora, eu quero que vocês vejam tudo só que em outro nível. Eu quero que vocês transponham as lutas e os triunfos temporários dos Jogos Olímpicos para um nível diferente de realidade — o nível de vida espiritual, de eternidade e de Deus. Quando vocês virem os atletas correrem, enxerguem outro tipo de corrida. Quando vocês os virem lutando, enxerguem outro tipo de luta. Quando vocês os virem treinando e negando a si mesmos, enxerguem outro tipo de treino e autonegação. Quando vocês os virem sorrindo com uma medalha de ouro em volta do pescoço, enxerguem outro tipo de prêmio.
Isso é o que Paulo fez neste texto [1 Coríntios 9:23-27] para os cristãos de Corinto; e é isso que eu estou tentando fazer… para vocês. Eu quero que vocês transponham o que veem e ouvem para uma classe diferente. Cada vez que vocês ligarem a televisão, eu quero que ouçam Deus falando com vocês através dos jogos. Se eu entendi o que Paulo fez neste texto, os jogos… devem ser vistos e ouvidos pelos cristãos como um tremendo impulso para lutarem a batalha da fé e correrem a corrida da vida com nada menos do que paixão e perseverança olímpicas…
Você verá nos [Jogos Olímpicos] nesta semana o caminho da disciplina e da dor que os atletas estão dispostos a perseguirem por uma medalha de ouro e uma hora da glória do louvor humano. Eu os exorto a, quando assistirem os jogos, transporem o que vocês veem para a realidade última. Acima de tudo, lembrem-se: o que Deus oferece a vocês e as promessas feitas para vocês no evangelho, no prêmio e na coroa são dez mil vezes mais valiosas que todo o ouro…”
Por David Mathis © 2012 Desiring God Foundation. Usado com permissão. Website em português: www.satisfacaoemdeus.org. Original: How to Watch the Olympic Games
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados
Fonte: [Blog Fiel]

Algumas armas comprovadas na luta pela santidade

por John PiperPostado por Natália Moreira em 17 de julho de 2012 em Textos, Traduções

John Piper
Quando Paulo diz para mortificar os feitos do corpo “pelo Espírito” (Romanos 8.13), entendo que ele quis dizer que devemos usar a única arma da armadura do Espírito usada para matar. A saber, a espada, que é a Palavra de Deus (Efésios 6.17).
Portanto, quando o corpo está prestes a ser conduzido a uma ação pecaminosa por algum medo ou desejo, nós devemos pegar a espada do Espírito e matar esse medo e esse desejo. Na minha experiência, isso significa principalmente cortar a raiz da promessa do pecado pelo poder de uma promessa superior.
Assim, por exemplo, quando começo a desejar algum prazer sexual ilícito, o golpe de espada que tem frequentemente cortado a raiz desse prazer prometido é: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8). Eu recordo os prazeres que senti de ver a Deus mais claramente com uma consciência pura; e recordo a brevidade, superficialidade e o gosto opressor que fica depois dos prazeres do pecado, e, com isso, Deus mata o poder conquistador do pecado.
É lindo ser o instrumento do poder da Palavra de Deus para matar o pecado.
Ter promessas à mão que se adéquam à tentação do momento é uma chave para uma guerra bem sucedida contra o pecado. Mas há momentos nos quais não temos uma palavra vinda de Deus perfeitamente adequada em nossas mentes. E não há tempo para procurar na Bíblia por uma promessa feita sob medida.
Por esse motivo, todos nós precisamos ter um pequeno arsenal de promessas pronto para ser usado sempre que o medo ou o desejo ameaçar nos desviar.
Aqui estão algumas das minhas mais comprovadas armas:
1. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” (Isaías 41.10).
Creio que tenho matado mais dragões em minha alma com essa espada do que com qualquer outra. É uma arma preciosa para mim.
2. “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8.32).
Quantas vezes não tenho sido persuadido na hora da provação por esse verso de que a recompensa pela desobediência nunca poderia ser melhor do que “todas as coisas”!
3. “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra… E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 18.18,20)
Quantas vezes eu tenho fortalecido meu enfraquecido espírito com a garantia de que o Senhor do céu e da terra está comigo hoje tanto quanto estava com seus discípulos na Terra!
4. “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.” (Salmo 50.15).
O que faz dessa arma tão convincente é que, quando o Senhor me ajuda, cria-se uma ocasião para que eu O glorifique. Combinação incrível. Eu recebo a ajuda, Ele recebe a glória!
5. “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.”(Filipenses 4.19).
O contexto é financeiro e material. Mas o princípio é absoluto. Aquilo que realmente necessitamos (não o que queremos) será garantido. E do que realmente necessitamos? Necessitamos daquilo que devemos ter para fazer a vontade de Deus. Aquilo que precisamos ter para magnificar nosso Salvador. É isso que nos será dado conforme confiarmos nEle.
Esteja constantemente aumentando seu arsenal de promessas. Mas nunca perca de vista aquelas que Deus já usou para abençoar sua vida. Faça as duas coisas. Esteja sempre pronto com as antigas. E toda manhã procure por uma nova para levar consigo durante o dia.
Traduzido por Natália Moreira | iPródigo.com | Original aqui

Fonte: [iPródigo]

31 de jul. de 2012

Lembrando-se do Jesus Impopular

por Michael J. Kruger
Postado por iPródigo em 02 de julho de 2012 em Textos, Traduções

Michael J. Kruger
Há pouco tempo, um amigo me mandou um filme intitulado O Evangelho de João, que conta a história de Jesus através das lentes do evangelho de João. Não costumo assistir filmes de Jesus, mas ele me assegurou que valeria a pena. Numa tarde, coloquei no DVD e sentei pra assistir.  De forma geral foi um filme bem feito, muito fiel ao Evangelho de João. Mas, enquanto eu assistia, algo me atingiu com uma profundidade que nunca havia experimentado antes: Jesus era impopular.
Claro, isso é uma verdade que conhecemos bem – tão bem, de fato, que muitas vezes esquecemos. Mas, foi bem nítido na versão cinematográfica do evangelho de João. Raramente lemos um evangelho numa sentada só. Simplesmente não tiramos tempo para fazê-lo. Mas no filme eu recebi uma grande dose do evangelho. E me impressionei com a quantidade de argumentos, debates, e relações polêmicas que Jesus vivenciou. Houve berro, clamor e gritaria. Acusações e incriminação. Discussões acaloradas. E lá estava Jesus, bem no meio disso tudoEle mesmo começou tudo num gesto enérgico de limpeza do Templo (2.13-22). Os judeus murmuravam sobre os seus ensinamentos (6.41), o achavam simples demais (6.42), e consideravam suas palavras ofensivas (6.52). Conspiraram contra ele e tentaram prendê-lo (7.25-30). O chamavam de mentiroso (8.13), samaritano (8.48), possuído por demônios (8.52), e pegaram em pedras para apedrejá-lo em várias ocasiões (8.59, 10.31). E finalmente o mataram, pregando-o numa cruz (19.18).
Pelo critério humano comum, Jesus teve um ministério extremamente impopular e ineficaz. A maioria das pessoas simplesmente não foi persuadida. Eles não estavam convencidos. Viam Jesus (e os seus ensinamentos) como ridículo, absurdo e ofensivo.
Se for assim, nossa forma de medir o sucesso de nossos próprios ministérios precisa de uma recalibragem séria. Algumas considerações:
1. Precisamos ajustar nossas expectativas sobre como as pessoas receberão nossa mensagem.
Geralmente, quando a mensagem de Cristo é rejeitada, nos perguntamos se a temos apresentado com sofisticação e clarezas suficientes –  talvez precisemos ser mais articulados .  Enquanto procuramos melhorar a maneira na qual apresentamos a mensagem, devemos lembrar que não existe melhor e mais claro comunicador da verdade que o próprio Cristo. Se o próprio filho de Deus entregou a mensagem, com a clareza e a profundidade que somente ele poderia alcançar, e ainda assim as pessoas não acharam persuasivo, então só podemos concluir que existe algo mais afastando as pessoas da verdade. De fato, Paulo nos diz o que isto significa: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). As pessoas estão obscurecidas pelos seus próprios corações pecaminosos.
2. Precisamos nos preparar para um ministério marcado por conflito e hostilidade.
Quando estudantes se formam no seminário e consideram uma vocação ministerial normal, eles ão esperam  que ela seja marcada por perseguição e rejeição. Mas nosso mundo está mudando. É claro agora que vivemos em um mundo que não só pratica a imoralidade como exige que todo cidadão ocidental mostre aprovação e aceitação dessa imoralidade.  Não se engane, o movimento gay no país não está interessado apenas na liberdade de ser gay, eles querem um selo de aprovação do governo e de todos os seus cidadãos. Não é muito diferente da maneira como o Império Romano exigia que todos seus cidadãos se curvassem diante da imagem do imperador e prestassem homenagem. Cristãos não faziam isso e eram mortos aos milhares. Precisamos nos preparar para um grave cenário de perseguição no país. A questão não é se está chegando. A questão é se estamos prontos.
Não é apenas o conflito externo que é um desafio.  Pastores precisam estar preparados para receberem oposição dos membros de suas próprias congregações. Pessoas de nossos rebanhos serão ofendidas por nossa posição fiel – e podem chegar a nos odiar por isso. Num mundo de pastores celebridades louvados por milhares, isso será difícil de aceitar. Mas devemos novamente lembrar que a oposição a Jesus veio da nação de Israel, povo de Deus.
3. Precisamos lembrar que existe lugar para debate e discordância em nossos ministérios.
Uma coisa em que o ministério moderno falha é um entendimento apropriado sobre o papel das controvérsias. O objetivo número um da maioria dos ministérios é evitar conflitos o máximo possível.  E de várias maneiras isso é positivo; com toda certeza não devemos procurar por conflito. Contudo, existe lugar certo para debate e discordância –  exemplificado pelo próprio Jesus no evangelho de João.  De fato, se um ministério não tem nenhum conflito, alguém poderia perguntar se ele está realmente apresentando a mesma mensagem que Jesus apresentou. O servo não é maior do que seu mestre.
Traduzido por Debora Batista | iPródigo | original aqui
Fonte: [iPródigo]

26 de jul. de 2012

Coloquem Toda a Esperança


… Coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. (1 Pedro 1:13 NVI)
O caráter e objeto da esperança de um homem determina quase tudo o que é importante para ele. Mas olhe o que o apóstolo Pedro diz sobre esperança:
  • Note o verbo que ele usa. Nossa esperança é algo que devemos “colocar”. Este não é um processo passivo, mas devemos ativamente escolher localizar nossa esperança e depositá-la em alguma coisa.
  • Nossa esperança pode ser colocada em maiores ou menores graus. Ela pode ser “toda” colocada em algo ou colocada sem um entusiasmo especial.
  • A esperança olha para algo que nós não temos no momento, mas que será trazida a nós, a saber, a plenitude da graça (as bênçãos maravilhosas!) que nos será trazida quando Jesus for revelado.
O ministério pastoral e a vida cristã em geral são frequentemente marcados por (às vezes um santo) descontentamento. Estamos constantemente cientes de deficiências, problemas e coisas que precisam ser consertadas em nossas vidas e nas vidas de nossa congregação. E é fácil depositar nossa esperança em uma solução imediata para esses problemas, seja em algum programa eclesiástico ou uma estratégia para crescimento pessoal. Mas Pedro nos lembra de que apenas uma coisa que é digna de nossa completa esperança: a certa promessa de que teremos tudo que os nossos corações esperam ansiosamente e mais do que podemos imaginar quando Jesus for revelado.
Então, onde está colocada a sua esperança? Que diferença faria se você a colocasse (toda!) na graça que será sua perfeitamente um dia? Que problemas não pareceriam tão devastadores? Que pecados não pareceriam tão atraentes?

Mike Mckinley é pastor da Guilford Baptist Church, em Sterling (Virginia). Foi membro da equipe pastoral da Capitol Hill Baptist Chuch, em Washington DC. Obteve seu M.Div. no Westminster Theological Seminary. Ele é preletor e autor de artigos e livros teológicos, como o “Eu sou mesmo um cristão?” (Ed. Fiel).

Fonte: [Blog Fiel]

17 de jul. de 2012

Cinquenta cristãos são queimados vivos em casa de pastor na Nigéria




Os ataques a cristãos continuam com força total da Nigéria. Relatórios apontam que mais de 100 pessoas foram mortas por terroristas armados na semana passada e o grupo extremista islâmico Boko Haram, mais uma vez assumiu a responsabilidade por eles.

Enquanto fontes diferentes contabilizam a quantidade de pessoas que perderam suas vidas na semana passada, uma história divulgada pela Baptist Press chamou atenção.

Cerca de 50 membros da Igreja de Cristo na Nigéria, moradores da aldeia de Maseh, foram queimados vivos depois de se refugiarem na casa de seu pastor quando fugiam de mais um ataque terrorista.

“Cinquenta membros de nossa igreja foram mortos no prédio da igreja, onde tinha ido se refugiar [na casa pastoral]. Eles foram mortos junto com o pastor, sua esposa e seus filhos”, explicou Dachollom Datiri, vice-presidente da denominação Igreja de Cristo na Nigéria.

Lideranças da Igreja confirmaram que mais de 100 membros foram mortos em diversas aldeias na Nigéria, incluindo Maseh, Ninchah, Kakkuruk, Kuzen, Negon, Pwabiduk, Kai, Ngyo, Kura Falls, Dogo, Kufang e Ruk.

“A Nigéria está realmente se tornando um novo campo de morte para os cristãos. Centenas de cristãos já foram brutalmente assassinados pelo Boko Haram, incluindo mulheres e crianças”, disse Jerry Dykst, porta-voz do ministério Portas Abertas nos EUA. ”O Boko Haram divulgou, no início desta semana, uma ameaça que todos os cristãos devem se converter ao Islã ou eles nunca terão paz novamente. Seu objetivo é fazer toda a Nigéria um país governado e dominado pela lei sharia”, concluiu.

Innocent Chukwuma, consultor de justiça criminal da Nigéria, vai mais além. “Eu não acho que o Boko Haram poderia, invadir essas aldeias sozinhos. Eles precisam do apoio e colaboração dos moradores locais”, disse.

O pastor Ayo Oritsejafor, presidente da Associação Cristã da Nigéria, fez um apelo, afirmando que o Boko Haram é uma organização terrorista e pedindo que a comunidade internacional lute contra ela como faz com a Al Qaeda.

“Há certos extremistas muçulmanos que acreditam que a Nigéria deve ser uma nação islâmica e o Boko Haram é o principal órgão desse grupo de pessoas… O país sempre teve uma população muito bem dividida entre as duas grandes religiões [cristianismo e islamismo], então não é possível simplesmente islamizar a Nigéria “, acrescentou o pastor.

Fonte: [ Gospel Prime ]

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Queridos irmãos, neste exato momento diante de nossa insignificante comodidade e liberdade cristã mal aproveitada oremos pelos cristãos perseguidos na Nigéria.


Via: [Bereianos]
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9 de jul. de 2012

Casamento definido

por Mike Leake
Postado por Fernanda Vilela em 29 de junho de 2012 em Textos, Traduções

Mike Leake
Mike Leake
Não é segredo que os casamentos estão sob o ataque do mundo. Não é uma surpresa, já que o casamento é uma ilustração visível de Cristo e Sua Igreja. Que lugar ótimo para as forças do inferno lançarem seus dardos inflamados. Como resposta a isso, nossa igreja tenta realizar, no mínimo, duas conferências sobre casamento por ano (com esperanças de termos mais). E eu fiquei incumbido de usar recursos diversos e montar um currículo para a conferência.
Nossa primeira sessão é “O que é casamento?”. Nesta sessão, nós tentamos chegar conjuntamente a uma teologia do casamento. Começamos definindo “casamento”. Até onde eu sei, essa definição é original. Eu gostaria de compartilhá-la com vocês e depois explicá-la um pouco – espero que para seu benefício.
Casamento é uma aliança pactual, criado por Deus, entre um homem e uma mulher, para a nossa santidade e nossa alegria, como uma ilustração do Evangelho para expressão da glória de Deus.
Se eu pegar essa definição separadamente, posso chegar a sete afirmações individuais (e elas são usadas como pontos principais para o ensino da primeira sessão).
  1. Uma aliança pactual – Alianças são um assunto muito importante para Deus. A quebra de um pacto é também uma questão muito importante para Deus. Para ter uma noção de como pacto é uma questão importante, considere Gênesis 15. O Senhor passa por uma série de animais que estão rasgados pela metade e praticamente diz: “Se eu quebrar meu pacto, o que aconteceu com esses animais, acontecerá comigo”. Os pactos são muito importantes.
  2. Criado por Deus – Se os homens tivessem criado o casamento, então, poderíamos estabelecer suas regras. Mas o casamento é uma aliança pactual criada por Deus e, sendo assim, Ele é quem estabelece as regras. Deus criou o seu casamento, então pare com essa conversa tola de “casei com a pessoa errada”.
  3. Entre um homem e uma mulher – Os dois devem se tornar um. Isso significa separar-se dos pais, de relacionamentos passados, de relacionamentos futuros e de qualquer outro amante. Isso também vai contra qualquer argumento sobre homossexualidade ser chamada de casamento.
  4. Para nossa santidade – O casamento é um dos meios que Deus estabeleceu para nos santificar. Deus não fica satisfeito meramente com termos um “bom” casamento. Deus deseja usar nosso casamento para nos conformar mais e mais à imagem de Cristo. Deus tem um plano de resgate para o seu casamento. O objetivo dEle não é apenas resgatar o seu casamento. O objetivo dEle é usar o seu casamento para te resgatar.
  5. Para nossa alegria – Nossa alegria aumenta quando nós, em santidade, lutamos pela alegria do outro. O casamento pode ser extremamente feliz. Apenas leia os Cânticos dos Cânticos de Salomão para você ver. Além disso, se o casamento promove a santidade, ele também irá promover nossa alegria em Deus.
  6. Como uma ilustração do evangelho – Seu casamento reflete Cristo e Sua igreja. Ele foi criado por Deus para ser uma ilustração visível para todos verem o amor entre Cristo e Sua Noiva.
  7. Para expressão da glória de Deus – O propósito de Deus para a humanidade é que ela goze de Sua glória e a proclame. Com o casamento não é diferente. Ele usa o casamento para arrancar o pecado e a incredulidade do nosso coração. Ele usa o casamento para prolongar nossa alegria. Mas Ele também usa o casamento para fazer crianças, para elas crescerem e serem nutridas em lares cristãos.
Seu casamento tem propósito. Ele tem um significado. Não desista do seu casamento. Não pare de lutar pelo seu casamento. Saiba que Deus também está lutando por ele. Tenha fé nEle e vá em frente.
Aprecie o seu casamento. Deus está usando-o para mostrar Sua grandeza. Regozije-se no fato de que Deus está usando a união de dois pecadores para mostrar Sua incomparável grandeza e Seu amor trinitariano. O casamento é doce. Saboreie-o. Prove e veja que o Senhor é bom.
Traduzido por Fernanda Vilela | iPródigo.com | Original aqui
Fonte: [iPródigo]

2 de jul. de 2012

Amando a Deus com Todo o Nosso Entendimento


O Rev. Heber Campos Junior palestrou na 10ª Conferência Fiel para Jovens sobre “Amando a Deus com Todo o Nosso Entendimento”, dando vários exemplos práticos de como, infelizmente, pensamos como o mundo. Veja a mensagem completa abaixo.

Sua vez

Será que você tem pensado como o mundo? De quais formas? Veja os exemplos que o Rev. Heber aponta:
  • O que é preciso para casar? Estabilidade financeira (terminar a faculdade, mestrado, doutorado, casa própria)? Temos, como o mundo, confiado no dinheiro ou temos confiado em Deus?
  • Um cristão pode trabalhar em qualquer lugar? Seu trabalho fere princípios da Escritura?
  • Seguimos a cultura secular ou somos criados de cultura? Copiamos as coisas deste mundo e adicionamos o termo “gospel” depois e isso faz tudo ficar aceitável?
Fonte: [Blog Fiel]
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