31 de jan. de 2013

A Pessoa de Cristo: Sua Humanidade (Doutrina Bíblica) [2/3]


A Pessoa de Cristo

A Humanidade de Cristo

Desde o momento da concepção virginal de Jesus no ventre de Maria, a sua natureza divina foi permanentemente unida à sua natureza humana em uma e a mesma pessoa, o agora encarnado Filho de Deus. A evidência bíblica para a humanidade de Jesus é forte, mostrando-nos que ele possuía um corpo humano, uma mente humana, e experimentou a tentação humana.
Jesus teve um nascimento humano e uma genealogia humana: ”vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gálatas 4.4-5).
Jesus possuía um corpo humano que experimentou crescimento (Lucas 2.40, 52), assim como suscetibilidades físicas, a exemplo de fome (Mateus 4.2), sede (João 19.28), cansaço (João 4.6) e morte (Lucas 23.46).
Como um homem velho, o apóstolo João ainda estava maravilhado ante o fato de que a ele fora dado experimentar Deus o Filho em carne. Como uma criança exultante, ele continua repetindo para si mesmo à medida que descreve a encarnação:
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. (João 1.1-3)
João sabia acerca da encarnação há mais de 50 anos quando escreve essa carta, mas, ainda assim, ele escreve com maravilhado assombro à medida que reflete sobre o caminhar nas praias da Galileia, pescar, comer, rir e ter os seus pés lavados por um carpinteiro que era Deus em carne!
Jesus continua a ter um corpo físico em seu estado ressurreto, e ele esforçou-se sobremaneira para assegurar que os seus discípulos entenderiam isso: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24.39; cf. Lucas 24.42; João 20.17, 25-27). Após a sua ressurreição, Jesus voltou para o Pai, ascendendo em seu corpo divinamente reanimado perante os olhos maravilhados dos seus discípulos, assim testificando a sua plena e contínua humanidade física (Lucas 24.50-51; Atos 1.9-11). A ascensão tem sido incluída em cada credo relevante da igreja porque ela ensina a completa e permanente humanidade de Jesus como o único mediador entre Deus e o homem.
Jesus tinha uma mente humana, a qual, segundo a vontade do Pai, possuía limitações em conhecimento: “Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13.32). A sua mente humana crescia e amadurecia em sabedoria (Lucas 2.52), e ele até mesmo “aprendeu a obediência” (Hebreus 5.8-9). Dizer que Jesus “aprendeu a obediência” não significa que ele se moveu da desobediência para a obediência, mas que ele cresceu em sua capacidade de obedecer à medida que suportou os sofrimentos.
Jesus experimentou tentação humana: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4.15; cf. Lucas 4.1-2). Embora Jesus tenha experimentado toda sorte de tentação humana, ele nunca sucumbiu ao pecado (João 8.29, 46; 15.10; 2Coríntios 5.21; Hebreus 7.26; 1Pedro 2.22; 1João 3.5).
Jesus praticava disciplinas espirituais. Ele regularmente orava com paixão (Marcos 14.36; Lucas 10.21; Hebreus 5.7), adorava nos cultos na sinagoga (Lucas 4.16), lia e memorizava a Escritura (Mateus 4.4-10), praticava a disciplina da solidão (Marcos 1.35; 6.46), observava o Shabbath (Lucas 4.16), obedecia às leis cerimoniais do AT (João 8.29, 46; 15.10; 2Coríntios 5.21; Hebreus 4.15), e recebia a plenitude do Espírito (Lucas 3.22; 4.1). Essas atividades religiosas eram desempenhadas com diligência (Hebreus 5.7) e habitualidade (Lucas 4.16) como os meios de um processo de crescimento espiritual verdadeiramente humano.
Dada a natureza divina de Jesus, a normalidade da maior parte de sua vida terrena é surpreendente. Aparentemente, Jesus passou os primeiros 30 anos de sua vida em relativa obscuridade, fazendo trabalhos manuais, cuidando de sua família e sendo fiel em qualquer coisa que o seu Pai o chamasse a fazer. Em seu ministério público, Jesus operou sinais miraculosos e dispensou ensino autoritativo que poderia vir apenas de Deus, e isso foi chocantemente ofensivo para as pessoas de sua cidade natal, as quais viam a simplicidade e humildade de Jesus como incompatíveis com a sabedoria e o poder messiânicos:
“E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa” (Mt 13.54-57).
Jesus não deixou de ser plenamente humano após a ressurreição. Ele será homem eternamente, à medida que ele representa a humanidade redimida por toda a eternidade (Atos 1.11; 9.5; 1Coríntios 9.1; 15.8; 1Timóteo 2.5; Hebreus 7.25; Apocalipse 1.13).

Implicações da Humanidade de Cristo

É evidente que os homens têm sido continuamente pecaminosos desde a queda. Portanto, é fácil assumir que ser pecaminoso é uma parte essencial e necessária de ser um “ser humano”. Mas isso não é verdade. Jesus era humano e, ainda assim, ele não pecou. O fato de que ele se tornou homem revela a natureza da verdadeira humanidade. A sua humanidade nos dá um vislumbre de como seria a nossa humanidade, caso ela não houvesse sido manchada pelo pecado. Ele nos mostra que o problema com a humanidade não está em sermos humanos, mas em sermos caídos. A natureza humana de Jesus mostra o potencial da humanidade tal como Deus intencionou. Essa demonstração da humanidade sem pecado reafirma a declaração de Deus de que a criação em todas as suas dimensões originais (material e espiritual), incluindo a humanidade, é, por definição divina, muito boa (Gênesis 1.31).
A humanidade de Jesus habilita a sua obediência representativa em nosso favor. “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos” (Romanos 5.18-19). Porque Jesus é verdadeiramente humano, a sua vida perfeita de obediência e triunfo sobre todas as tentações – culminando em sua perfeita morte substitutiva – pode tomar o lugar da rebelião e do fracasso humanos.
Por causa da humanidade de Jesus, ele pode verdadeiramente ser um sacrifício substitutivo pela raça humana. “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hebreus 2.17). Um homem morreu na cruz quando Jesus morreu, e a sua morte verdadeiramente é a expiação pelo pecado de seres humanos, de cuja natureza ele participou.
A humanidade de Jesus faz dele o único mediador eficaz entre Deus e o homem: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Timóteo 2.5). As naturezas divina e humana de Jesus o habilitam a se colocar na brecha entre homens caídos e um Deus santo.
A humanidade de Jesus o habilitou a tornar-se um Sumo Sacerdote empático, que experiencialmente entende a difícil condição da humanidade em um mundo caído: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.15-16; cf. Hebreus 2.18).
A humanidade de Jesus significa que ele é um verdadeiro exemplo e modelo para o caráter e a conduta dos homens. “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1Pedro 2.21; cf. 1João 2.6).

Erros Históricos Acerca da Humanidade de Cristo

Uma heresia do segundo século chamada docetismo negava a verdadeira humanidade de Cristo. O docetismo (do verbo grego dokeō, “aparentar, parecer-se com”) baseava-se nas pressuposições do gnosticismo, o qual sustentava uma dicotomia radical entre os reinos físico e espiritual, bem como uma visão muito negativa da ordem física como sem valor e desprezível. Essas crenças conduziram a uma negação de que houvesse qualquer substância física real na humanidade de Jesus. A cristologia docética ensinava que a humanidade física de Jesus era apenas uma ilusão; uma de suas afirmações era que “quando Jesus caminhava na praia, ele não deixava pegadas”. O docetismo tem efeitos devastadores sobre uma correta visão de Cristo, da salvação, da revelação e da criação. Nessa perspectiva, Cristo não representa a humanidade em sua obra expiatória, tampouco nos revela Deus em forma humana. Tal ensino também destrói uma visão biblicamente positiva da criação, conduzindo a uma perspectiva negativa ou indiferente acerca da vida no corpo. O NT refuta as sementes do que viria a se tornar o gnosticismo, com a sua visão docética de Cristo. João condena severamente qualquer visão que negue a humanidade plena, física de Cristo: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1João 4.2).
O apolinarianismo foi outra heresia primitiva que negava a humanidade plena de Cristo. Apolinário (século IV d.C.) acreditava que os seres humanos possuíam corpos, almas animais e espíritos racionais. Ele ensinava que o logos divino em Cristo tomou o lugar do espírito racional presente nos homens. Essa visão foi refutada de modo bem-sucedido no quarto século por Gregório de Nisa e Atanásio, bem como rejeitada no Concílio de Constantinopla em 381 d.C.. O concílio demonstrou que se Jesus fosse apenas, digamos, dois terços humanos, a plena redenção de pessoas plenamente humanas não seria possível. Na citação célebre de Gregório, “aquilo que Ele não assumiu Ele não curou; mas aquilo que está unido à Sua Divindade também está a salvo”. Jesus deveria assumir cada elemento da natureza humana a fim de redimir completamente a humanidade.
Essas duas heresias ensinam os crentes a apreciarem a importância da humanidade de Cristo, bem como proporcionam uma lição acerca do método teológico. Ambas essas visões se aproximam da Bíblia com pressuposições acerca da humanidade e conformam o ensino bíblico a elas, ao invés de permitirem que a Escritura governe todas as coisas, incluindo as pressuposições. O método teológico evangélico deve sempre permitir que o ensino da Escritura molde as conclusões teológicas, ao invés de distorcer o seu ensino com base em assunções estranhas a ela. Inúmeros erros teológicos tem ocorrido pela imposição de ideias humanas à Bíblia.
Website: thegospelcoalition.org. Original: Biblical Doctrine: The Person of Christ. © 2001–2012 Crossway. All rights reserved
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Via: [Voltemos ao Evangelho]

25 de jan. de 2013

Doutrina Bíblica: A Pessoa de Cristo [1/2]


A Pessoa de Cristo
Quatro declarações devem ser compreendidas e afirmadas a fim de se obter uma imagem completamente bíblica da pessoa de Jesus Cristo:
1. Jesus Cristo é plena e completamente divino.
2. Jesus Cristo é plena e completamente humano.
3. As naturezas divina e humana de Cristo são distintas.
4. As naturezas divina e humana de Cristo estão completamente unidas em uma pessoa.

A Divindade de Cristo

Muitas passagens da Escritura demonstram que Jesus é plena e completamente Deus:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [...] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (João 1.1,14)
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou. (João 1.18)
Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! (João 20.28)
[...] deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém! (Romanos 9.5)
Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens [...] (Filipenses 2.5-7)
[...] aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus [...] (Tito 2.13)
Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder [...] (Hebreus 1.3)
[...] mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; [...] Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos [...] (Hebreus 1.8,10)
Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo [...] (2Pedro 1.1)

O Entendimento de Jesus Acerca da Sua Própria Divindade

Embora as passagens citadas acima claramente ensinem a divindade de Cristo, essa verdade é frequentemente desafiada. Alguns dizem que Jesus jamais reivindicou ser Deus e que tais versículos foram escritos por seus discípulos, que o divinizaram por causa do impacto que ele causara em suas vidas. Jesus, é dito, via a si mesmo tão somente como um grande mestre moral semelhante a outros líderes religiosos. Todavia, o entendimento de Jesus acerca da sua própria divindade nos Evangelhos não dá suporte a essa perspectiva. Ele claramente via a si mesmo como Deus. Isso pode ser visto primariamente de seis maneiras.
1. Jesus ensinava com autoridade divina. Ao final do sermão do monte, “estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mateus 7.28-29). Os mestres da lei no tempo de Jesus não tinham qualquer autoridade própria. A sua autoridade vinha do seu uso de autoridades anteriores. Mesmo Moisés e os demais profetas do AT não falavam por sua própria autoridade; antes, diziam: “Assim diz o Senhor”. Jesus, por outro lado, interpreta a lei dizendo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos. [...] Eu, porém, vos digo” (ver Mateus 5.22, 28, 32, 34, 39, 44). Essa autoridade divina é demonstrada com surpreendente clareza quando ele fala de si mesmo como o Senhor que julgará toda a terra e dirá aos ímpios: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mateus 7.23). Não é de admirar que as multidões estavam maravilhadas ante a autoridade com a qual Jesus falava. Jesus reconhecia que as suas palavras carregavam o peso divino. Ele admitia a autoridade permanente da lei e punha suas palavras no mesmo nível dela: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5.18); “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mateus 24.35).
2. Jesus tinha um relacionamento único com Deus o Pai. Quando era um jovem menino, Jesus se assentou com os líderes religiosos no templo, maravilhando as pessoas com as respostas que dava. Quando seus pais distraídos finalmente encontraram o seu adolescente “perdido”, ele respondeu dizendo: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lucas 2.49). A referência de Jesus a Deus como “seu Pai” é uma declaração radical do relacionamento único, íntimo com Deus, acerca do qual ele já tinha plena consciência. Uma afirmação semelhante feita por um indivíduo não tinha precedentes na literatura judaica. Jesus ainda levou esse tratamento pessoal singular a um outro nível ao dirigir-se a Deus o Pai usando a afetuosa expressão aramaica “Abba”.
3. A maneira preferida de Jesus referir-se a si mesmo era o título Filho do Homem. A expressão “um filho de homem” podia significar simplesmente “um ser humano”. Mas Jesus referia-se a si mesmo como o Filho do Homem (sugerindo o singular, bem-conhecido Filho do Homem), o que indicava que ele via a si mesmo como o Filho do Homem messiânico de Daniel 7, o qual haveria de governar o mundo inteiro por toda a eternidade:
Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído. (Daniel 7.13-14)
Jesus estabelece a sua autoridade divina como o glorioso Filho do Homem messiânico ao declarar que ele tem o poder de perdoar pecados e que é o senhor do Shabbath: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Marcos 2.10-11); “E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Marcos 2.27-28).
4. O ensino de Jesus enfatizava a sua própria identidade. Jesus veio ensinando o reino de Deus, no qual ele é o Rei. O seu ensino lidava com muitos tópicos, mas era, sobretudo, acerca de si mesmo que ele ensinava. A sua pergunta aos discípulos, “Quem dizeis vós que eu sou?” (Mateus 16.15), é a questão primordial do seu ministério.
5. Jesus aceitou adoração. Talvez a mais radical demonstração da certeza de Jesus quanto à sua divindade estava no fato de que, ao ser adorado, como às vezes ele foi, ele aceitava tal adoração (Mateus 14.33; 28.9,17; João 9.38; 20.28). Se Jesus não acreditasse que ele era Deus, ele deveria ter veementemente rejeitado ser adorado, como Paulo e Barnabé fizeram em Listra (Atos 14.14-15). O fato de um judeu monoteísta como Jesus aceitar adoração de outros judeus monoteístas mostra que Jesus estava consciente de possuir uma identidade divina.
6. Jesus se igualou ao Pai, e como resultado disso os líderes judeus acusaram-no de blasfêmia:
Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. (João 5.17-18)
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU [uma clara alusão ao nome sacro e divino de Yahweh; cf. Êx 3.14]. Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo. (João 8.58-59)
Eu e o Pai somos um. Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. [...] Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (João 10.30-33)
Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu [uma referência a Daniel 7; ver ponto 3]. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte. (Marcos 14.61-64)

Implicações da Divindade de Cristo

Porque Jesus é Deus, as seguintes coisas são verdadeiras:
1. Deus pode ser conhecido definitiva e pessoalmente em Cristo: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1.18); “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9).
2. A redenção é possível e foi realizada em Cristo: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Timóteo 2.5).
3. No Cristo ressuscitado, assunto e entronizado nós temos um Sumo Sacerdote que simpatiza conosco que tem um poder infinito para suprir nossas necessidades: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4.15).
4. Adoração e obediência a Cristo são apropriadas e necessárias.

Erros Históricos Acerca da Divindade de Cristo

A mais antiga e radical negação da divindade de Cristo é chamada ebionismo ou adocionismo, a qual foi ensinada por uma pequena seita judaico-cristã no primeiro século. Eles acreditavam que o poder de Deus veio sobre um homem chamado Jesus para habilitá-lo a cumprir o papel messiânico, mas que Cristo não era Deus. Uma heresia cristológica posterior e mais influente foi o arianismo (início do século IV), o qual negava a natureza eterna e plenamente divina de Cristo. Ário (256-336 d.C.) acreditava que Jesus era o “primeiro e maior dos seres criados”. A negação ariana da divindade plena de Jesus foi rejeitada pelo Concílio de Nicéia em 325. Naquele concílio, Atanásio demonstrou que, segundo a Escritura, Jesus é plenamente Deus, sendo da mesma essência do Pai.
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Fonte: [Voltemos ao Evangelho]

Os mandamentos de Deus são “mais doces que o mel” para você?

por Jared C. Wilson
Jared Wilson
Jared Wilson
Muitos de nós não estamos acostumados a achar os mandamentos de Deus – e as Escrituras em geral – “mais doces do que o mel”, algo delicioso. Mesmo que possamos considerar a ideia de amar a lei de Deus, podemos ter dificuldade em descobrir como não pensá-la no contexto de um dever religioso ou um “quadro de tarefas” (algo seguido, mas não particularmente prazeroso na minha casa!). No entanto, o Salmo fala dos filhos de Deus tendo prazer na Lei de Deus. Como, enfim, chegamos a essa perspectiva?
Nós achamos os mandamentos de Deus prazerosos e Sua instrução tem gosto de mel ao ir além do que Deus requer de nós e ao ver o que Ele mesmo já conquistou. O próprio Deus é o herói da história de Deus e, como faz parte do Seu desejo ser conhecido, Ele preenche o vazio na comunicação que não poderíamos preencher sozinhos. Ele o faz primeiramente ao falar nas sombras da revelação em geral na revelação especial da Escritura. Ele o faz salvificamente ao falar na revelação especial da Escritura a grande proclamação do evangelho de Jesus.
O ponto da revelação especial é, então, revelar o evangelho. A Palavra de Deus escrita aponta para Jesus, a Palavra Viva. Depois que Jesus ressuscitou dos mortos, Ele acompanhou alguns discípulos fazendo uma viagem até Emaús. Ele aproximou-se ao lado deles e pregou o maior sermão cristocêntrico e expositivo desde o Velho Testamento já pregado na história do mundo. “O ponto de tudo isso”, Jesus essencialmente disse, apontando para as várias maravilhas do que chamamos Velho Testamento, “sou eu”.
Assim como Jesus alegou implícita e explicitamente através do seu ministério na Terra que Ele é o verdadeiro Messias esperado há muito tempo pelo povo de Deus, Ele estava afirmando a si mesmo como a culminação da história da humanidade.

Primeiro e Último Evangelho

Nós podemos ver a luz de Cristo na sombra do “primeiro evangelho” em uma das primeiras histórias da Bíblia quando Deus amaldiçoa a serpente em Gênesis 3.15. Aqui se encontra um prenúncio da salvadora cruz de Cristo, na qual simultaneamente o calcanhar de Jesus foi atingido pela crucificação e Ele foi vitorioso sobre o pecado e a morte, esmagando a cabeça do mal com Seu pé perfurado.
Nós vemos a luz de Cristo na sombra do “último evangelho” do Velho Testamento, quando Malaquias 4 prediz o Dia do Senhor. Quem traz ira e redenção? Quem é, em outro lugar, chamado de sol (Ap 21.23)? Quem dizem que irá voltar nesse Dia do Senhor (At 2.17-24; 1 Ts 5.1-10)? Quem é o único que pode fazer a obra sobrenatural de reconciliação?
A resposta é sempre e sempre Jesus. Suas pegadas estão em toda a areia do Velho Testamento. E a luz mais distante do Novo Testamento nos ajuda a vê-lo mais claramente, da sua encarnação à sua glorificação. Todas as histórias da Bíblia nos dizem a história unificada de como Deus glorifica a si mesmo por meio da redenção dos pecadores transformados justos com Ele por meio da obra salvadora de Seu Filho, Jesus Cristo.

Grande História

No entanto, a Bíblia não é uma história como um romance. Ela é uma história no sentido de que, através de todos os seus gêneros e revelação, o tema ou mensagem principal sendo comunicado é que Deus salva pecadores através da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Voltando ao Salmo 19 e o mel delicioso que encontramos nos mandamentos de Deus, sabendo da “grande história” passando por todas as palavras da Bíblia e conectando-as, conseguimos ver como podemos mudar do dever para o prazer. Quando recebemos a iluminação de Jesus Cristo, nossos olhos se enchem da graça de Deus encontrada nEle, que é o esplendor da glória do Pai (Hb 1.3). Quando recebemos Jesus como o Pão da Vida, nós provaremos e veremos que Deus é bom. E quando somos libertos dos nossos pecados e da maldição das exigências da lei, nós somos finalmente livres para obedecer a Deus com alegria e gratidão, tendo prazer em Sua lei, em vez de nos curvamos sob o seu peso.
Salmo 19.11 nos afirma que há uma “grande recompensa” por guardar os mandamentos de Deus. Nós não podemos fazer isso, mas Jesus pode e Ele fez. E há uma grande recompensa na retidão de Cristo para todo aquele que se arrepender de seu pecado, confiar em Sua obra e, assim, ter Sua bondade creditada à sua conta.
Traduzido por Natália Moreira | iPródigo.com | Original aqui
Via: [iPródigo]

24 de jan. de 2013

Joe Thorn – 25 Marcas de um Cristão Desviado


25 Marcas de um Cristão Desviado

Cuidado com o Desvio

Eu não ouço falar muito sobre o perigo do “desvio” hoje em dia. Parece que isso é algo com que meus amigos e eu nos preocupávamos 20 anos atrás. Nós falávamos sobre isso, orávamos contra isso, e procurávamos manter Jesus sempre diante de nós como nossa grande esperança e satisfação. A preocupação não era com cair totalmente fora do mapa espiritual, negando Jesus e mergulhando em pecados escandalosos, mas nós sabíamos que de fato temos corações que são, como o hino diz, “inclinados a se desviar”. E eu não sou melhor hoje do que era naquele tempo.
Se há uma consideração particularmente humilhante para um crente com uma mente espiritual, é que, depois de tudo o que Deus fez por ele – depois de todas as ricas demonstrações de sua graça, a paciência e ternura de suas instruções, a repetida disciplina de sua aliança, os emblemas de amor recebidos, e as lições da experiência aprendidas –, ainda existe no coração um princípio, uma tendência para um secreto, perpétuo e alarmante afastamento de Deus.”
– Octavius Winslow, 
Personal Declension
Mas mesmo que reconheçamos que permanecemos pecadores e que podemos nos encontrar em um perigoso estado espiritual, acaso sabemos como se parece esse estado? Não estou bem certo disso. Alguns o assemelham a um fracasso público, e isso os deixa pensando que estão seguros quando, na verdade, podem estar em um caminho muito ruim. No clássico Vital Godliness (Piedade Vital), William Plumer diz: “Muitos são impedidos de vencer seus desvios porque são misericordiosamente guardados de pecados abertos. Se eles tivessem publicamente caído em manifesta iniquidade, eles ficariam vermelhos de vergonha; eles lamentariam sua perversidade diante de Deus e dos homens. Mas, por enquanto, é tudo segredo. Eles são meramente desviados no coração”.

Como se Parece o Desvio?

No seu livro, Revival (Avivamento), Richard Owen Roberts apresenta 25 evidências de uma condição desviada. Ele elabora cada uma delas, mas eu vou apenas dar-lhe os pontos aqui. Considere-os seriamente.
1. Quando a oração deixa de ser uma parte vital de uma vida cristã professa, o desvio está presente.
2. Quando a busca pela verdade bíblica cessa e a pessoa se torna contente com o conhecimento de coisas eternas já adquirido, não pode haver dúvida quanto à presença do desvio.
3. Quando o conhecimento bíblico possuído ou adquirido é tratado como um fato externo e não aplicado internamente, o desvio está presente.
4. Quando pensamentos ardentes sobre as coisas eternas deixam de ser regulares e consumidores, isso deveria ser como um sinal de alerta para o desviado.
5. Quando os cultos da igreja perdem seu deleite, uma condição de desvio provavelmente existe.
6. Quando discussões espirituais profundas são um constrangimento, há certamente uma evidência de desvio.
7. Quando os esportes, a recreação e o entretenimento são uma parte grande e necessária de seu estilo de vida, você pode concluir que está ocorrendo um desvio.
8. Quando os pecados do corpo e da mente podem ser praticados sem uma revolta na sua consciência, a sua condição de desviado é certa.
9. Quando as aspirações por uma santidade semelhante à de Cristo param de dominar sua vida e seu pensamento, o desvio está ali.
10. Quando a aquisição de dinheiro e bens materiais se torna uma parte dominante de seu pensamento, você tem uma clara confirmação de desvio.
11. Quando você pode pronunciar canções e palavras religiosas sem o coração, tenha certeza de que o desvio está presente.
12. Quando você pode ouvir o nome do Senhor ser tomado em vão, questões espirituais ridicularizadas e questões eternas tratadas de forma frívola, sem ser levado à indignação e ação, você está desviado.
13. Quando você pode assistir a filmes e programações de televisão degradantes e ler literaturas moralmente debilitantes, você pode estar seguro de seu desvio.
14. Quando quebras de paz na irmandade não são motivo de preocupação para você, isso é uma prova de desvio.
15. Quando a menor desculpa parece suficiente para afastar você do dever e da oportunidade espiritual, você está desviado.
16. Quando você fica satisfeito com sua falta de poder espiritual e não mais busca repetidos revestimentos de poder do alto, você está desviado.
17. Quando você desculpa seu próprio pecado e preguiça dizendo que o Senhor entende e lembra que somos pó, você revela sua condição de desviado.
18. Quando não há mais música em sua alma e em seu coração, o silêncio testifica de seu desvio.
19. Quando você se ajusta alegremente ao estilo de vida do mundo, seu próprio espelho vai lhe dizer a verdade sobre seu desvio.
20. Quando a injustiça e a miséria humana existem ao seu redor e você não faz nada para aliviar o sofrimento, fique certo de seu desvio.
21. Quando a sua igreja caiu em declínio espiritual e a Palavra de Deus não é mais pregada ali com poder e você permanece satisfeito, você está em uma condição de desviado.
22. Quando a condição espiritual do mundo declina ao seu redor e você não consegue percebê-lo, isso é testemunho da sua situação de desvio.
23. Quando você está disposto a enganar seu empregador, o desvio é patente.
24. Quando você se acha rico em graça e misericórdia e se maravilha com sua própria piedade, então você caiu profundamente em desvio.
25. Quando suas lágrimas estão secas e a realidade espiritual dura e fria de sua existência não é suficiente para fazê-las rolar, veja isso como um terrível testemunho da dureza de seu coração e da profundidade de seu desvio.
(extraído de Revival [Avivamento], Richard Owen Roberts)
Você pode querer discutir algumas das “evidências” listadas acima, mas antes disso considere-as cuidadosamente para não deixar de identificar um real problema em sua vida. E se você descobrir que algumas dessas coisas são verdadeiras sobre você? Amanhã vou postar alguns pensamentos sobre voltar para o Senhor.
Por: Joe Thorn. Website: joethorn.net © 2012. All Rights Reserved. Original: 25 Marks of a Backslidden Christian.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Via: [Voltemos ao Evangelho]

15 de jan. de 2013

Uma Admoestação a Jovens Evangélicos que Abraçam a Cultura


Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica (2Tm 4:10).
Como as coisas deste mundo nos tentam a abandonar a Cristo, a amar a nossa própria vida mais que a Cristo e ao evangelho (Mc 8:35). É um grande perigo. E que ninguém se orgulhe em sua carne, achando que está imune: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10:12).
Neste vídeo, John Piper nos alerta sobre um amor pelo mundo que torna o ministério impossível -  um amor pelo mundo que ou leva ao abandono do ministério, ou torna o ministério tão secular que ele se torna inútil.

Transcrição

Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica (2Tm 4:10).
Eu admito que não sei se ele se arrependeu. Nada na Bíblia diz que ele se arrependeu ou não. Não há evidência disso, mas certamente todos nós, pelo menos os mais velhos, conhecemos ministros que abandonaram seus parceiros e desistiram do ministério, abandonaram a fé, e até onde sabemos, nunca mais voltaram. Nós conhecemos pessoas assim.
Penso que Paulo queira que Timóteo sentisse não apenas uma preparação para tal pesar no ministério – “Isso acontece, Timóteo. Estou dizendo que aconteceu comigo para que você esteja pronto quando isso acontecer com você.” –, penso que ele também queria que Timóteo ouvisse a causa, para que ele pudesse evitá-la e, então, nunca fizesse o mesmo. Em outras palavras, nunca ser abandonado e nunca abandonar por ter visto a causa aqui.
“Demas, tendo amado o presente século, me abandonou.”
Há um amor pelo mundo que torna o ministério impossível. Existe um amor pelo mundo que ou leva ao abandono do ministério, ou torna o ministério tão secular que ele se torna inútil. Isso acontece tão frequentemente.
Então, se um ministro começa a se tornar mundano, ele tem duas escolhas: Deixar o ministério ou tornar o ministério mundano. Então ele consegue sobreviver. Demas não conseguiu. Por quê? Paulo! Isso não aconteceria na equipe de Paulo.
Então eis aqui uma admoestação a jovens e também velhos, mas especialmente jovens cristãos evangélicos que abraçam a cultura: Vocês precisam meditar sobre Demas por muito tempo. Tendo amado o presente século, ele considerou o ministério com Paulo impossível. E ele o abandonou.
Existe um amor pelo mundo, um amor pelo presente século, esses produtos da cultura que ignoram a Deus, que negam a Deus, que depreciam a Deus, que distorcem a Cristo, que se exclui mutualmente com um profundo amor por Jesus. Existe um amor por este mundo que é irreconciliável com o ministério para o mundo. O ministério de expor o mundo, de testemunhar ao mundo, de resgatar pessoas do mundo. Nada disso vai acontecer bem se você o amar demasiadamente. Eles vão pensar que você é apenas um deles.
Então, jovem Timóteo e jovem Bethlehem, lembre-se: mais pessoas abandonam a Cristo, e mais pessoas abandonam a igreja, e mais pessoas abandonam o ministério por causa do amor pelo mundo do que por qualquer outra coisa.
Por John Piper © 2012 Desiring God Foundation. Usado com permissão. Website em português:www.satisfacaoemdeus.org. Original: A Caution to Young, Culture-Embracing Evangelicals. Trecho da pregação: He Stood by Me and Strengthened Me for the Sake of the Gospel
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados










11 de jan. de 2013

Lágrimas dos santos pelos perdidos e perseguidos


Lágrimas pelos perdidos

E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são
poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua
seara. (Lc 10:2)
Acho que algumas vezes nos esquecemos; e precisamos ser lembrados que o Reino de Deus não fica restrito ao seu quarto! Ou ao seu computador, irmão que é super crente no Facebook, mas não sai para evangelizar. Em diferentes graus, todos nós precisamos acordar para a realidade do mundo: neste exato momento há pessoas que nunca foram evangelizadas e que não adoram ao Rei Jesus e há cristãos sendo perseguidos e mortos. Agora! Há pessoas passando fome… mas talvez seja melhor você atualizar o seu notebook, que já tem 1 ano de uso, não? (se você acha que só estou apontando dedos, tem três voltados para mim).
O vídeo abaixo possui um trecho de uma pregação de John Piper e uma bela música do Leeland sobre missões (Tears of the Saints  – Lágrima dos Santos).

Lágrimas pelos perseguidos

Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com
 fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando
 te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te
vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá:
Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus
pequeninos irmãos, a mim o fizestes. (Mt 25:37-40)
Abaixo, está a classificação dos países com maior perseguição contra cristãos. Quero fazer um convite, igual ao que fiz no Facebook: quero convidar você a orar por um país perseguido. Escolha um número de 1 a 50 e ore pelo país. Sim! Agora mesmo. Não deixe pra depois… você sabe que provavelmente não irá orar. Você não pode doar 3 minutos do seu tempo para orar por cristãos que podem estar sendo torturados neste momento? (Sim, eu estou tentando fazer você se sentir culpado e não, não tenho vergonha disso.)
perseguidos


Via: [Voltemos ao Evangelho]
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