14 de mai. de 2013

Apesar da perseguição, cristão etíope persevera em sua fé


David é considerado um homem idoso. Ele veio para a fé em Cristo já avançado em idade. Na foto, sua camiseta manchada de sangue revela o grau de violência que sofreu. Apesar das circunstâncias difíceis que enfrenta como ex-muçulmano, ele continua a aproveitar todas as oportunidades possíveis para ser uma testemunha do amor e da fidelidade de Deus
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Certa manhã de uma sexta de fevereiro passado, muçulmanos extremistas atacaram David U e outros cristãos que ele discípula, na Etiópia. Pelo menos duas casas foram queimadas e David sofreu um ferimento na cabeça, causado por um facão.
Um colaborador da Portas Abertas falou ao telefone com a família de David enquanto eles o levavam para ser tratado em uma cidade vizinha, maior. Também conversou com David que, por conta do ocorrido, mal conseguia se expressar. Sob tais circunstâncias, a Portas Abertas logo fez planos de visitar o cristão no hospital.
Ao chegar, o representante da Portas Abertas percebeu que David estava melhorando e, por isso, agradeceu ao Senhor. Uma pequena cirurgia foi realizada em sua cabeça, e os exames não revelaram fraturas. Agora, ele precisa se recuperar das dores dos ferimentos e do trauma emocional que tanto o aflige.
"Eles apontaram armas para mim. Fui cercado e apanhei com paus, fui ferido com um facão. Pensei que morreria," compartilhou ele.
Situações como essa não são raras no país. Há anos, o grupo de cristãos que mora no mesmo vilarejo que David vem enfrentando forte hostilidade de seus vizinhos. Porém, mesmo assim, eles têm mostrado persistência em compartilhar o amor de Cristo com quem estiver disposto a ouvi-los. Além disso, fazem o bem para a comunidade, oferecendo uma escola aos moradores – muito necessária já que a aldeia é isolada.
Através do suporte de parceiros ao redor do mundo, a Portas Abertas tem sido capaz de se envolver com esta comunidade cristã já há muitos anos. O apoio de irmãos de diversos países tem sido refletido não só no suporte a David e às necessidades físicas e espirituais de sua família, como também no estabelecimento de um projeto de desenvolvimento comunitário a longo prazo.
A participação ativa de cristãos que oram, contribuem e divulgam a causa por meio da Portas Abertas mostra à Igreja Perseguida que, de maneira alguma, ela não está só. Há um Corpo de Cristo que permanece como base de apoio, mobilizando esforços para trazer esperança aos irmãos perseguidos.
"O Senhor me deu outra chance de servi-lo. Na noite escura, ouvi os disparos perto de mim, mas eles não me atingiram. Eram mais de 30 agressores. Somente pelas orações e a ajuda de outros cristãos, chegamos até aqui. Só posso entender que Deus quer que eu continue o trabalho. Ainda há muito que fazer", concluiu David.

A Etiópia está no 15º lugar da Classificação de países por perseguição.
FontePortas Abertas USA
TraduçãoCarla Priscilla

29 de abr. de 2013

Vinde a Mim (Paul Waher) – Série Um Verdadeiro Discipulo



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Paul Washer prega sobre a oferta universal da salvação de Deus através do Evangelho de Jesus Cristo, a corrupção e miséria do homem caído e a importância da regeneração operada no homem pelo Espírito Santo.
Por: Paul Washer © HeartCry Missionary Society. Website: hcmissions.com.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Fonte: [Voltemos ao Evangelho]

Diário de bordo: Coreia do Norte – Parte 2


A Portas Abertas teve acesso ao relato de uma brasileira que viajou recentemente para a Coreia do Norte. Número 1 na Classificação de países por perseguição, esse é o lugar onde é mais difícil ser cristão. Em meio às tensões políticas da atualidade, leia o testemunho de quem esteve lá e viu como as coisas funcionam realmente. Confira a segunda parte dessa experiência
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3º dia –
 Hoje foi um dia muito pesado. Visitamos o museu da guerra. O passado ainda é muito vivo na memória do povo, um passado traumático que reflete em todas as ações nos dias atuais. Os guias sempre perguntam aos norte-americanos se eles estão bem, diante dos relatos das atrocidades cometidas no passado pelos Estados Unidos, eles dizem que não tem nada contra os cidadãos norte-americanos, apenas contra o governo.
Seguimos viagem para Kaesong, uma cidadezinha muito bonita, com muitas crianças em todo o caminho. Encontramos algumas crianças em seu primeiro dia de aula e nos foi permitido tirar foto com elas, cada pequeno contato é muito especial.
4º dia – Hoje visitamos o museu onde foi assinado o armistício. Um norte americano tirou uma foto apertando a mão de um soldado. Fomos acompanhados por soldados em nosso ônibus durante todo um trajeto onde há militares.
Passamos rapidamente por alguns pontos turísticos, a líder de nossa equipe nos indicou os lugares onde havia ocorrido o grande avivamento do passado, desse modo, oramos e cantamos nestes lugares. Nossos guias turísticos sempre esperavam e respeitavam estes momentos. Uma vez, um guia até disse que seria bom orar por paz em determinado lugar.
Após isso, fomos ao paralelo 38, na linha que divide as duas Coréias. Havia mais soldados do lado Sul do que o normal e uma movimentação de jornalistas. Afastamos-nos um pouco do local e oramos por paz, depois cantamos "He is Lord". Podia-se sentir a tensão e opressão no local.
No final da tarde retornamos a Pyongyang, fomos a um circo. O espetáculo foi muito bom, os coreanos são realmente disciplinados e engraçados como palhaços.
5 º dia - Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.  Isaías 55:10-11
Deus trouxe esse texto ao meu coração pela manhã. Cremos que o propósito para o qual viemos foi atingido, é preciso paciência para aguardar a colheita.
Visitamos uma grande biblioteca, um hospital maternidade e lá oramos pelas famílias e bebes. No período da tarde, fomos a uma escola. Assistimos as apresentações de música e dança das crianças, em certo momento elas nos convidaram a dançar com elas. Foi muito especial. No final cantamos "Yes, Jesus loves me", me senti muito encorajada em estar com as crianças e cantar sobre Jesus para elas, mesmo cantando em inglês. Sei que embora elas não tenham compreendido a letra, Deus agiu naquele lugar.
6º dia – Dia da partida. Tivemos nosso grupo de oração e me senti mal, com uma dor enorme no coração pelos norte-coreanos, choramos e oramos juntos, até que o mal estar foi passando. Senti uma um peso de batalha espiritual enorme nessa manhã. Mas Deus nos trouxe esperança para o futuro e compartilhou uma visão com o nosso grupo.
Retornamos a China de trem, enquanto que os norte-americanos tiveram que retornar de avião, pois assim era mais fácil para serem controlados.
Saio do país com o coração grato a Deus por ter nos trazido neste momento.
Tivemos acesso aos lugares que contribuíam para a boa imagem da nação, mas ao mesmo tempo não foi possível esconder a pobreza e sofrimento da população no trajeto para o interior. Deixo a Coréia do Norte, com a certeza de que um dia vou retornar para contribuir com a propagação do Reino de Deus neste lugar. Amo os norte coreanos e agora mais do que nunca me sinto parte deste povo, sinto as suas dores e as suas alegrias.
Leia aqui a primeira parte do relato.

Através de um projeto da Portas Abertas, ajude refugiados norte-coreanos!
Fonte: [Portas Abertas]

22 de abr. de 2013

Interrupções são oportunidades divinas

por Trevin Wax
Trevin Wax
Trevin Wax
Eu confesso. Sou maníaco por controle.
Para dar um nome melhor para minha mania, eu poderia dizer que é porque eu sou “disciplinado” e gosto de planejar o meu tempo. Mas essa não é a realidade. A verdade é que eu gosto de estar no controle, porque isso me faz sentir poderoso e seguro. A questão central é que eu estou à procura de segurança em algo que não seja Deus. Então, é idolatria, não disciplina.
Se você gosta de estar no controle das situações, então você sabe o que significa interrupções.  Elas são frustrantes.  Atrapalham seus planos. Precisam ser evitadas, descartadas ou tratadas o quanto antes para você poder voltar ao controle, certo?
Errado.
Aqueles entre nós que seguem Jesus não deveriam agir assim quando interrompidos. Nós não deveríamos encarar interrupções como obstáculos para nossos planos, mas oportunidades de abraçar os planos de Deus.

Jesus interrompido

Não consigo evitar de ficar maravilhado com o jeito que Jesus lidava com as interrupções. Pegue a historia em Mateus 14, quando Jesus descobre a decapitação de João Batista. Ele se entristece com a notícia e quer ficar só. Então, o que ele faz? Ele entra no barco e começa uma viagem para conseguir algum consolo e alívio.
Mas o consolo de Jesus é interrompido. Uma grande multidão fica sabendo do seu plano e vai para a outra margem esperar por ele.
Imagine Jesus enquanto se aproxima da margem e enxerga as milhares de pessoas esperando para encontrar com ele. A maioria de nós ficaria frustrada com essa visão. Provavelmente pensaríamos no melhor jeito de mandar todo mundo embora. Ou talvez ficássemos no barco e iríamos para outro lugar.
Mas não é essa a reação de Jesus. Ele não está  frustrado. Mateus diz que ele sentiu compaixão pelas pessoas.
Compaixão?
É, enquanto estou ocupado imaginando uma forma de me manter no controle, Jesus está pensando em como ele pode mostrar compaixão. Ele não fica se lamentando. Ao invés disso, ele coloca os outros em primeiro lugar. O que provoca frustração em nós, provoca compaixão nele!

Interrupções e coisas da “vida real”

A maioria de nós acha que as interrupções atrapalha a “vida real”. É por isso que não gostamos delas. Elas nos lembra que não estamos no controle.
  • O tráfego mais pesado que o de costume, e você perde o compromisso;
  • Circunstâncias imprevistas que fizeram você perder o prazo;
  • Seu filho que pegou uma gripe exatamente quando você deveria sair de férias.
C. S. Lewis recomendou que cristãos parassem de olhar tudo que é desagradável ​​como interrupções de sua “própria” vida, ou vida “real”. Ele escreve:
É claro que a verdade em torno do que se chama de interrupções é exatamente a própria vida real – a vida que Deus está dando dia-a-dia: o que se chama de ‘vida real’ de uma pessoa é um fantasma de sua própria imaginação.
Interrupções não são obstáculos aos nossos planos; elas são oportunidades para nós abraçarmos os planos de Deus.
Assim, a próxima vez que a vida real colidir com sua ideia que você está “no controle”, procure pela oportunidade de mostrar a compaixão de Cristo. Ao invés de ficar frustrado com a presença de outras pessoas, procure pela oportunidade de refletir a compaixão do Salvador.
Traduzido por Diogo Bastos | iPródigo.com | Original aqui
Via: [iPródigo]

Cristãos brasileiros deixam prisão no Senegal, mas não podem sair do país Parte 2


Uziel Santana, presidente da ANAJURE, confirmou que a libertação dos missionários foi obtida após o juiz aceitar que o caso do projeto Obadias havia sido a primeira ocorrência na impecável ficha criminal deles
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“Quando apresentamos provas de que eles não possuíam ocorrências em suas respectivas fichas criminais, ambos foram temporariamente libertados”, contou Uziel Santana, em relação ao processo dos missionários brasileiros José Dison da Silva e Zeneide Moreira.
Leia mais sobre o caso aqui.
“Eles deverão se apresentar na prisão de 15 em 15 dias e não podem sair do país. Dentro de 30 dias após a sua liberação, eles serão julgados.” Nesse meio tempo, segundo Santana,  a ANAJURE está cuidando da legalização do Projeto Obadias.

A despeito do ocorrido, diversas fontes afirmaram que Silva esteve de bom humor durante o encarceramento, testemunhando de sua fé aos outros detentos. Em uma carta dirigida a sua esposa, Marli, ele escreveu: "Escreva a todos, até aos que estão no Senegal, que o inimigo irá colocar alguns na prisão, mas tudo será para a glória de Deus”.

A libertação dos dois missionários foi recebida com alegria e alívio por membros das comunidades cristãs da cidade de Thies. Um estrangeiro que frequenta os cultos dominicais da igreja batista disse à agência de notícias World Watch Monitorque houve lágrimas de alegria e um tempo de oração emocionante.
A prisão de obreiros cristãos estrangeiros sem um processo judicial levantou muitas questões em um país visto como modelo de democracia na África, também conhecido por sua cultura de tolerância.

Projeto Obadias
Silva, que trabalha no Senegal desde 2005, levantou o orfanato e Projeto Obadias em 2011, com o objetivo de tirar crianças das ruas, lhes oferecendo casa e comida, além de educação e atividades esportivas. Zeneide atua no abrigo como a “mãe” que muitos pequenos não têm.

Milhares de crianças no oeste africano, provenientes de famílias da zona rural pobres demais para criá-las, são enviadas para grandes cidades, ainda e tenra idade – aos 3 e 4 anos – para receberem ensino. Esse ensino consiste primariamente de aulas sobre o Alcorão. Esses “talibes” ou “estudantes do Alcorão” precisam mendigar nas ruas, sob a supervisão de talibes mais velhos, e estão sujeitos a diversos maus-tratos.

Na maioria das vezes, vivem em meio à pobreza. Em março, nove crianças morreram em um incêndio numa escola corânica em Senegal. Quando as crianças se tornam adolescentes, saem dos cuidados do imame e devem tomar conta de si mesmas e encontrar um emprego.
História de tolerânciaO Senegal faz fronteira com o Mali e a Mauritânia, e 94% de seus 13 milhões de habitantes são muçulmanos. A convivência entre eles e a minoria cristã tem sido pacífica. O primeiro presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor (de 1960 a 1980) era católico, e recebeu a visita do papa João Paulo II em 1992.
Essa cultura de tolerância tem sido percebida de várias maneiras no Senegal: cristãos e muçulmanos são enterrados nos  mesmos cemitérios de diversas cidades.
Entretanto, como em muitos países do oeste africano, o Senegal tem alto índice de pobreza e desemprego generalizado. O tráfico de seres humanos e a  exploração infantil são sérios problemas sociais, a despeito da economia relativamente estável.
Nos últimos anos vêm sendo relatado alguns ataques contra cristãos. Sete igrejas evangélicas foram saqueadas ou incendiadas entre 2010 e 2011, incitando uma forte reação da Aliança de Evangélicos do Senegal. Seu presidente à época, pastor Eloi Sabel Dogue, condenou tais ataques e pediu que a lei fosse respeitada uma conferência de imprensa realizada em 1º de julho de 2011.
“Nem a Constituição do Senegal nem a Carta Africana de Direitos Humanos nem a Declaração de Direitos Humanos da ONU e, menos ainda, nossos valores culturais podem ser mencionados como justificativa para tais atos”, disse ele.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoDaila Fanny

12 de abr. de 2013

A verdade é uma Pessoa e não um conceito?


Hoje ouvi um renomado pastor falar que "para nós, cristãos, a verdade é uma Pessoa e não um conceito". Ele certamente está se baseando na declaração de Jesus "eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6) e usando-a para questionar a validade de declarações teológicas acerca de Deus, de Cristo, da salvação, etc. É o velho argumento de que o Cristianismo é uma relação com Deus e não um conjunto de declarações teológicas ou proposições doutrinárias. 

Então, tá.

Eu concordo que o Cristianismo não pode ser reduzido a um conjunto de conceitos teológicos em detrimento da busca de um relacionamento pessoal e significativo com Deus mediante Jesus Cristo. Mas será que temos que excluir uma coisa em favor da outra?

O que é a declaração deste pastor, "a verdade é uma Pessoa e não um conceito," senão um conceito em si mesma? Se ele está dizendo a verdade, como acha que está, então a verdade é conceitual também. Ou não?


O próprio Jesus usou um conceito ou uma proposição ao dizer "eu sou o caminho, a verdade e a vida." Se isto aqui não for a verdade sob a forma de um conceito, o que mais será? Além do mais, se eu perguntasse ao ilustre pastor, "Tá. Mas, quem é Jesus, então?" - ele só poderia me responder a verdade usando conceitos, declarações, proposições, sentenças de sentido teológico.

Ah, outra coisa: se eu quiser conhecer esta Pessoa, que é a verdade, onde vou encontrá-la, como posso conhecê-la? Resposta: num livro, recheado de conceitos, na forma de declarações, afirmações, depoimentos, testemunhos e revelações, que é a Bíblia.

Esta raiva que determinados liberais têm contra a ideia de que existe verdade absoluta e que a mesma pode ser entendia e transmitida mediante conceitos, argumentos, declarações e proposições chega ao ponto de quererem separar Jesus do registro que foi feito dele pelos seus próprios apóstolos, a mando e orientação do próprio Jesus.

Fonte: [O Tempora, O Mores]
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