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21 de jun. de 2011

A Bíblia é suficiente para você?


Salmo 119.96 – “toda perfeição tem o seu limite; mas o mandamento do Senhor é ilimitado.”


Salmo 19.7 – “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”


Dizer que algo é suficiente é dizer que não precisa de substitutos, nem complementos. De fato a Bíblia não necessita de substitutos nem de complementos. Tudo o que precisamos saber sobre Deus está na Bíblia. Os textos bíblicos acima declaram esta suficiência usando o adjetivo perfeição. Assim, a Bíblia é suficiente em si mesma, ou seja, por sua própria definição.
Mas a Bíblia é suficiente para você?

Uma boa forma de aferirmos essa suficiência em nossa experiência é refletir sobre como podemos nos aproximar do Livro Sagrado. Citaremos brevemente, a seguir, algumas formas negativas de aproximação e concluiremos com o testemunho da própria Bíblia de sua suficiência, com o intuito de incitar-nos a uma aproximação saudável:

(os títulos que utilizaremos nas descrições são meramente ilustrativos, ou seja, não os usamos aqui em seu sentido etimológico mais profundo)

Intelectuais–são aqueles que lêem de uma forma seca e técnica. Utilizam-se de uma mente arguta e altamente curiosa para “dissecar” o livro, pela sua riqueza histórica e literária. A seguir escrevem livros e mais livros apontando a complexidade das descobertas, e de fato, são importantes em alguma medida. Mas, para estes a Bíblia não é suficiente, pois tanto faz ser a Bíblia ou outra obra literária histórica qualquer. Para estes logicamente a Bíblia não passa de um mero objeto de pesquisa.

Pragmáticos–são aqueles que querem lições para viver bem, ajudar os filhos, vizinhos e colegas. São caçadores da funcionalidade do texto na solução de suas dificuldades diárias. Para estes, a Bíblia também não se mostrará suficiente, pois logo ganhará a preferência o que responder de forma mais prática e imediata às questões inquietantes do dia a dia. Não importa princípios, ética ou verdade, mas se funciona. Aí, tanto faz o Apóstolo Paulo, Içami Tiba, Augusto Cury ou qualquer outro autor. O que “funcionar” primeiro ganha.

Sentimentais–são os que buscam histórias emocionantes e inspiradoras. Poesia, parábolas e provérbios são apreciados. Logo desenvolvem uma teologia marcada pelo humanismo, pelas frases de efeito, pela filosofia barata e pela exaltação da auto-estima. Para estes, os gurus da auto-ajuda convivem no mesmo plano dos autores bíblicos. Para estes também, aqueles que buscam conhecimento de toda verdade de Deus revelada nas Escrituras são chamados de “teólogos, ortodoxos e fundamentalistas” da forma mais pejorativa possível.

Pregadores–procuram na Bíblia apenas mais um sermão, somente uma mensagem, ou um pretexto. Se não acharem... Pregam assim mesmo! Outro dia ouvi falar de um pregador que fez a seguinte confissão na maior cara-de-pau: “preparei uma mensagem tremenda, só me falta achar o texto bíblico que servirá de base”. E outro que introduziu seu sermão com esta pérola: “irmãos folheei a Bíblia pra lá e pra cá e não achei um texto em que pregar, então...” Durma-se com um barulho desses! A Bíblia para estes é mero detalhe.

Os “sem Bíblia”-são os que não lêem de forma alguma. Seguem a falsa premissa de que ler, estudar e meditar é função de pastor e pregador. Há dois tipos desses infelizes auto-enganados, os “sem Bíblia” que têm uma para carregar e fazer tipo, e os “ortodoxos”, aqueles que nem sequer têm uma, ou pelo menos não querem que alguém saiba que têm. Vão aos cultos de “mãos abanando” e mente vazia.

Todos os tipos descritos acima são crentes obviamente, pelo menos é o que dizem. Ou, como dizia certa música vivem da “arte de viver da fé, só não se sabe fé em que”.

A aproximação que faz da Bíblia suficiente é aquela que busca, sobretudo, aproximar-se de Deus, que procura trazer Deus para a realidade da vida, colocando-se sob sua autoridade. O trecho do Salmo 19 (7-10) mostra a suficiência da Bíblia sob muitos aspectos, e o que ela promove aos que a lêem de forma adequada. Segundo este salmo a Bíblia é: Perfeita – completa, única, sem necessidade de remendos; Fiel – digna de confiança; Reta – sempre precisa em seus ensinos; Pura – sem misturas; Limpa – não contamina, nem envenena; Verdadeira – capaz de clarear a visão. Escrevendo a Timóteo, Paulo nos fala da maior qualidade das Escrituras, dando-nos o tom da sua suficiência. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos dê corações sedentos e famintos das Sagradas Letras, transformando-nos a cada dia em homens e mulheres de Deus que glorificam o Altíssimo em toda maneira de viver.

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. 2Tm.3.16,17


Fonte: [Adoração e Pregação]

21 de abr. de 2010

John Piper - 10 razões por que sou grato pela Bíblia inspirada por Deus





1. A Bíblia desperta a fé, a origem de toda a obediência.
Portanto, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. (Romanos 10:17)
2. A Bíblia liberta-nos do pecado.
Saberás a verdade, e a verdade fará com que sejas livre. (João 8:32)
3. A Bíblia liberta-nos de Satanás.
E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto a ensinar, paciente quando enganado, instruindo com mansidão os que resistem, se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, e tornarem a despertar e desprendendo-se dos laços do diabo, em que a vontade dele, estão presos. (2 Timóteo 2:24-26)
4. A Bíblia santifica.
Santifica-os naverdade; a Tua palavra é a verdade. (João 17:17)
5. A Bíblia liberta-nos da corrupção e dá poder à divindade.
O Seu poder divino concedeu-nos tudo relacionado com a vida e a divindade, através da verdadeira sabedoria Dele que nos chamou pela sua própria glória e excelência. Pelas quais Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que há no mundo pelo desejo. (2 Pedro 1:3-4)
6. A Bíblia oferece amor.
E peço isto, que o vosso amor abunde mais e mais em ciência e todo o conhecimento. (Filipenses 1:9)
Ora o fim do mandamento é o amor de um coração puro e de uma boa consciência e de uma fé não fingida. (1 Timóteo 1:5)
7. A Bíblia salva.
Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas, porque fazendo isto te salvarás tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. (1 Timóteo 4:16)
Portanto, no dia de hoje vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus. (Actos 20:26-27)
[Eles] perecerão, porque eles não recerberam o amor da verdadede maneira a serem salvos. (2 Tessalonicenses 2:10)
8. A Bíblia dá alegria.
Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. (João 15:11)
9. A Bíblia revela o Senhor.
E continuou o Senhor a aparecer em Silo, porquanto o Senhor se manifestava a Samuel em Silo pela palavra do Senhor. (1 Samuel 3:21)
10. Portanto, a Bíblia é a fundação para a minha casa e vida alegre e o ministério e esperança da eternidade com Deus.

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original: 10 Reasons Why I Am Thankful for the God-Breathed Bible
Tradução: Olivia Monteiro. Websie: pt.gospeltranslations.org

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