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10 de jun. de 2011

Amor e Aflição – C. H. Spurgeon


Eis o homem! João 19.5

Nosso Senhor Jesus Cristo se tornou a completa alegria e consolação de seu povo, quando submergiu nas profundezas do sofrimento. Vejam o homem no jardim do Getsêmani. Contemplem o coração dEle, tão repleto de amor, que Ele mesmo não podia retê-lo, e tão repleto de aflição, que Ele tinha de encontrar uma forma de desabafo. Vejam o suor sangrento, enquanto ele cai no chão. Contemplem o homem, enquanto os soldados pregam os cravos nas mãos e nos pés dEle.

Olhem, pecadores arrependidos, e vejam a triste imagem do Salvador em sofrimento. As gotas de sangue permanecem na coroa de espinhos e adornam o diadema do Rei com jóias de valor incalculável. Vejam o homem, quando todos os seus ossos estão desarticulados e Ele está se derramando, como água, e sendo trazido à morte. Deus O abandonou, e o inferno O cercou.

Contemplem e verifiquem: jamais houve alguma aflição semelhante à dEle? Aproximem-se e admirem o espetáculo — singular, sem igual, uma maravilha para os homens e para os anjos. Fixem os olhos nEle, pois, se não existe consolação no Cristo crucificado, não existe nenhum regozijo na terra ou no céu. Se o preço de resgate do sangue de Cristo não oferece qualquer esperança, não pode haver qualquer gozo em seu coração. Quando nos assentamos aos pés da cruz, ficamos menos perturbados com nossas dúvidas e temores.

Quando vemos os sofrimentos do Senhor Jesus, nos sentimos envergonhados de mencionar os nossos próprios sofrimentos. Precisamos tão-somente fixar nossos olhos em suas feridas, para que as nossas sejam curadas. Se vivermos em retidão, isso acontecerá por meio da contemplação da morte de Cristo. Se formos elevados à dignidade, isso ocorrerá por considerarmos a humilhação e as aflições de Cristo. 


Fonte: [C. H. Spurgeon]

22 de abr. de 2011

[Morte por Amor] Por que Deus criou o Universo? Para a Sexta-Feira Santa.



A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens.
 (A. W. Tozer)

John Piper – Dois Paradoxos na Morte de Cristo

No painel do Gospel Coalition perguntaram-me como minha pregação se tornou mais cristocêntrica ao longo dos anos. Aqui está o resumo da minha resposta.
Minha devoção à verdade que Deus glorifica-se em tudo o que Ele faz tem sido cada vez mais refinado em uma direção centrada em Cristo. Fui conduzido nesta direção por um conjunto de idéias.

1. O ápice de Deus exibindo a Sua glória é a exibição de Sua graça.
“E nos predestinou … segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça” (Efésios 1:5-6). Graça é o ponto final na revelação da glória de Deus.
Isto é visto na maneira como a ira serve para fazer a Deus mais glorioso para os vasos de misericórdia. “E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, … para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia” (Romanos 9:22-23).
2. Deus planejou glorificar Sua graça antes da criação.
“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo … para louvor e glória da sua graça” (Efésios 1:4-6).
3. Deus planejou glorificar Sua graça através do Filho de Deus, Jesus Cristo.
“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo … para louvor e glória da sua graça” (Efésios 1:4-6).
“Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” (2 Timóteo 1:9).
4. Desde a eternidade, Deus planejou que glorificar Sua graça teria seu ápice na crucificação de Cristo pelos pecadores.
Antes que houvesse qualquer pecado humano para morrer, Deus planejou que Seu Filho seria morto pelos pecadores. Sabemos disso por causa do nome dado antes da criação ao livro da vida. “[Todos vão adorar a besta], cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo ” (Apocalipse 13:8).
5. Deus glorificando Sua graça na crucificação de seu Filho pelos pecadores era a finalidade para a criação do universo.
“Tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1:16). Por toda a eternidade, vamos cantar “o cântico do Cordeiro” (Ap 15:3). Diremos: “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto” (Apocalipse 5:9).
6. Portanto, Deus planejou desde a eternidade que a revelação de sua glória seria a razão fundamental para a criação do universo.
Esta glória seria exibida supremamente na graça de Deus. Esta graça seria supremamente glorificada em Jesus. E o ápice desta glorificação em Jesus seria atingida quando Ele fosse morto para salvar um povo que iria passar a eternidade exaltando a grandeza dessa graça.

Em outras palavras, o universo foi criado para a glorificação da graça de Deus no Calvário, ecoando por toda a eternidade na alegre exaltação de Cristo pelos redimidos.

Por John Piper © Desiring God. Website: desiringGod.org
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

19 de abr. de 2011

O Amor de Deus – John Piper


Meditação sobre Romanos 5.8

Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

Observe neste versículo que o verbo "provar" está no tempo presente e "morrer", no tempo passado. "Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." O tempo presente implica que esse provar é um ato contínuo: acontece no presente de hoje e acontecerá no presente de amanhã, que chamamos de futuro.

O tempo passado, "ter... morrido", implica que a morte de Cristo aconteceu de uma vez por todas e não será repetida. "Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus" (1 Pe 3.18).

Por que o apóstolo Paulo usou o tempo presente ("Deus prova")? Eu esperava que Paulo dissesse: "Deus provou o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". A morte de Cristo não foi uma demonstração do amor de Deus? Essa demonstração não aconteceu no passado? Então, por que Paulo disse: "Deus prova", em vez de: "Deus provou"?

Penso que a chave deste mistério é dada em alguns versículos anteriores. Paulo acabara de falar que "a tribulação produz perseve¬rança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde" (vv. 3-5). Em outras palavras, o alvo de tudo aquilo pelo que Deus nos faz passar é a esperança. Deus quer que sintamos esperança inabalável em todas as tribulações.

Como podemos fazer isso? Por definição, as tribulações são contrárias à esperança. Se as tribulações proporcionassem esperança, em si mesmas, não seriam tribulações. Qual o segredo por trás de crescermos realmente em esperança ao passarmos por tribulações?

A resposta de Paulo se encontra na linha seguinte: "Porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado" (v. 5). O amor de Deus foi derramado em nosso coração. O tempo deste verbo significa que o amor de Deus foi derramado em nosso coração no passado (em nossa conversão) e ainda está presente e ativo.

Portanto, o argumento de Paulo é que a certeza outorgada pelo Espírito e o gozo do amor de Deus constituem o segredo para crescermos em esperança por meio da tribulação. Atribulação produz perseverança, experiência e esperança que não se envergonha porque, em cada etapa de nossa peregrinação, o Espírito Santo está nos assegurando do amor de Deus em e através de toda a tribulação.

Agora podemos observar por que Paulo usou o tempo presente no versículo 8 — "Deus prova o seu próprio amor para conosco". Esta é a própria obra do Espírito Santo mencionada no versículo 5: Deus Espírito Santo está derramando e espalhando em nosso coração o amor de Deus.

Deus demonstrou seu amor por nós dando seu próprio Filho para morrer, de uma vez por todas, no passado, em favor dos nossos pecados (v. 8). Mas Ele também sabe que este amor passado tem de ser experimentado como uma realidade do presente (hoje e amanhã), se queremos ter paciência, caráter e esperança. Por isso, Deus não somente demonstrou o seu amor no Calvário, mas também continua a demonstrá-lo agora por intermédio do Espírito Santo. Deus faz isso abrindo os olhos de nosso coração para que vejamos a glória da cruz e a garantia que ela dá de que nada nos pode separar do amor de Deus em Cristo Jesus (Rm 8.39).




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