31 de jul de 2012

Lembrando-se do Jesus Impopular

por Michael J. Kruger
Postado por iPródigo em 02 de julho de 2012 em Textos, Traduções

Michael J. Kruger
Há pouco tempo, um amigo me mandou um filme intitulado O Evangelho de João, que conta a história de Jesus através das lentes do evangelho de João. Não costumo assistir filmes de Jesus, mas ele me assegurou que valeria a pena. Numa tarde, coloquei no DVD e sentei pra assistir.  De forma geral foi um filme bem feito, muito fiel ao Evangelho de João. Mas, enquanto eu assistia, algo me atingiu com uma profundidade que nunca havia experimentado antes: Jesus era impopular.
Claro, isso é uma verdade que conhecemos bem – tão bem, de fato, que muitas vezes esquecemos. Mas, foi bem nítido na versão cinematográfica do evangelho de João. Raramente lemos um evangelho numa sentada só. Simplesmente não tiramos tempo para fazê-lo. Mas no filme eu recebi uma grande dose do evangelho. E me impressionei com a quantidade de argumentos, debates, e relações polêmicas que Jesus vivenciou. Houve berro, clamor e gritaria. Acusações e incriminação. Discussões acaloradas. E lá estava Jesus, bem no meio disso tudoEle mesmo começou tudo num gesto enérgico de limpeza do Templo (2.13-22). Os judeus murmuravam sobre os seus ensinamentos (6.41), o achavam simples demais (6.42), e consideravam suas palavras ofensivas (6.52). Conspiraram contra ele e tentaram prendê-lo (7.25-30). O chamavam de mentiroso (8.13), samaritano (8.48), possuído por demônios (8.52), e pegaram em pedras para apedrejá-lo em várias ocasiões (8.59, 10.31). E finalmente o mataram, pregando-o numa cruz (19.18).
Pelo critério humano comum, Jesus teve um ministério extremamente impopular e ineficaz. A maioria das pessoas simplesmente não foi persuadida. Eles não estavam convencidos. Viam Jesus (e os seus ensinamentos) como ridículo, absurdo e ofensivo.
Se for assim, nossa forma de medir o sucesso de nossos próprios ministérios precisa de uma recalibragem séria. Algumas considerações:
1. Precisamos ajustar nossas expectativas sobre como as pessoas receberão nossa mensagem.
Geralmente, quando a mensagem de Cristo é rejeitada, nos perguntamos se a temos apresentado com sofisticação e clarezas suficientes –  talvez precisemos ser mais articulados .  Enquanto procuramos melhorar a maneira na qual apresentamos a mensagem, devemos lembrar que não existe melhor e mais claro comunicador da verdade que o próprio Cristo. Se o próprio filho de Deus entregou a mensagem, com a clareza e a profundidade que somente ele poderia alcançar, e ainda assim as pessoas não acharam persuasivo, então só podemos concluir que existe algo mais afastando as pessoas da verdade. De fato, Paulo nos diz o que isto significa: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). As pessoas estão obscurecidas pelos seus próprios corações pecaminosos.
2. Precisamos nos preparar para um ministério marcado por conflito e hostilidade.
Quando estudantes se formam no seminário e consideram uma vocação ministerial normal, eles ão esperam  que ela seja marcada por perseguição e rejeição. Mas nosso mundo está mudando. É claro agora que vivemos em um mundo que não só pratica a imoralidade como exige que todo cidadão ocidental mostre aprovação e aceitação dessa imoralidade.  Não se engane, o movimento gay no país não está interessado apenas na liberdade de ser gay, eles querem um selo de aprovação do governo e de todos os seus cidadãos. Não é muito diferente da maneira como o Império Romano exigia que todos seus cidadãos se curvassem diante da imagem do imperador e prestassem homenagem. Cristãos não faziam isso e eram mortos aos milhares. Precisamos nos preparar para um grave cenário de perseguição no país. A questão não é se está chegando. A questão é se estamos prontos.
Não é apenas o conflito externo que é um desafio.  Pastores precisam estar preparados para receberem oposição dos membros de suas próprias congregações. Pessoas de nossos rebanhos serão ofendidas por nossa posição fiel – e podem chegar a nos odiar por isso. Num mundo de pastores celebridades louvados por milhares, isso será difícil de aceitar. Mas devemos novamente lembrar que a oposição a Jesus veio da nação de Israel, povo de Deus.
3. Precisamos lembrar que existe lugar para debate e discordância em nossos ministérios.
Uma coisa em que o ministério moderno falha é um entendimento apropriado sobre o papel das controvérsias. O objetivo número um da maioria dos ministérios é evitar conflitos o máximo possível.  E de várias maneiras isso é positivo; com toda certeza não devemos procurar por conflito. Contudo, existe lugar certo para debate e discordância –  exemplificado pelo próprio Jesus no evangelho de João.  De fato, se um ministério não tem nenhum conflito, alguém poderia perguntar se ele está realmente apresentando a mesma mensagem que Jesus apresentou. O servo não é maior do que seu mestre.
Traduzido por Debora Batista | iPródigo | original aqui
Fonte: [iPródigo]

26 de jul de 2012

Coloquem Toda a Esperança


… Coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. (1 Pedro 1:13 NVI)
O caráter e objeto da esperança de um homem determina quase tudo o que é importante para ele. Mas olhe o que o apóstolo Pedro diz sobre esperança:
  • Note o verbo que ele usa. Nossa esperança é algo que devemos “colocar”. Este não é um processo passivo, mas devemos ativamente escolher localizar nossa esperança e depositá-la em alguma coisa.
  • Nossa esperança pode ser colocada em maiores ou menores graus. Ela pode ser “toda” colocada em algo ou colocada sem um entusiasmo especial.
  • A esperança olha para algo que nós não temos no momento, mas que será trazida a nós, a saber, a plenitude da graça (as bênçãos maravilhosas!) que nos será trazida quando Jesus for revelado.
O ministério pastoral e a vida cristã em geral são frequentemente marcados por (às vezes um santo) descontentamento. Estamos constantemente cientes de deficiências, problemas e coisas que precisam ser consertadas em nossas vidas e nas vidas de nossa congregação. E é fácil depositar nossa esperança em uma solução imediata para esses problemas, seja em algum programa eclesiástico ou uma estratégia para crescimento pessoal. Mas Pedro nos lembra de que apenas uma coisa que é digna de nossa completa esperança: a certa promessa de que teremos tudo que os nossos corações esperam ansiosamente e mais do que podemos imaginar quando Jesus for revelado.
Então, onde está colocada a sua esperança? Que diferença faria se você a colocasse (toda!) na graça que será sua perfeitamente um dia? Que problemas não pareceriam tão devastadores? Que pecados não pareceriam tão atraentes?

Mike Mckinley é pastor da Guilford Baptist Church, em Sterling (Virginia). Foi membro da equipe pastoral da Capitol Hill Baptist Chuch, em Washington DC. Obteve seu M.Div. no Westminster Theological Seminary. Ele é preletor e autor de artigos e livros teológicos, como o “Eu sou mesmo um cristão?” (Ed. Fiel).

Fonte: [Blog Fiel]

17 de jul de 2012

Cinquenta cristãos são queimados vivos em casa de pastor na Nigéria




Os ataques a cristãos continuam com força total da Nigéria. Relatórios apontam que mais de 100 pessoas foram mortas por terroristas armados na semana passada e o grupo extremista islâmico Boko Haram, mais uma vez assumiu a responsabilidade por eles.

Enquanto fontes diferentes contabilizam a quantidade de pessoas que perderam suas vidas na semana passada, uma história divulgada pela Baptist Press chamou atenção.

Cerca de 50 membros da Igreja de Cristo na Nigéria, moradores da aldeia de Maseh, foram queimados vivos depois de se refugiarem na casa de seu pastor quando fugiam de mais um ataque terrorista.

“Cinquenta membros de nossa igreja foram mortos no prédio da igreja, onde tinha ido se refugiar [na casa pastoral]. Eles foram mortos junto com o pastor, sua esposa e seus filhos”, explicou Dachollom Datiri, vice-presidente da denominação Igreja de Cristo na Nigéria.

Lideranças da Igreja confirmaram que mais de 100 membros foram mortos em diversas aldeias na Nigéria, incluindo Maseh, Ninchah, Kakkuruk, Kuzen, Negon, Pwabiduk, Kai, Ngyo, Kura Falls, Dogo, Kufang e Ruk.

“A Nigéria está realmente se tornando um novo campo de morte para os cristãos. Centenas de cristãos já foram brutalmente assassinados pelo Boko Haram, incluindo mulheres e crianças”, disse Jerry Dykst, porta-voz do ministério Portas Abertas nos EUA. ”O Boko Haram divulgou, no início desta semana, uma ameaça que todos os cristãos devem se converter ao Islã ou eles nunca terão paz novamente. Seu objetivo é fazer toda a Nigéria um país governado e dominado pela lei sharia”, concluiu.

Innocent Chukwuma, consultor de justiça criminal da Nigéria, vai mais além. “Eu não acho que o Boko Haram poderia, invadir essas aldeias sozinhos. Eles precisam do apoio e colaboração dos moradores locais”, disse.

O pastor Ayo Oritsejafor, presidente da Associação Cristã da Nigéria, fez um apelo, afirmando que o Boko Haram é uma organização terrorista e pedindo que a comunidade internacional lute contra ela como faz com a Al Qaeda.

“Há certos extremistas muçulmanos que acreditam que a Nigéria deve ser uma nação islâmica e o Boko Haram é o principal órgão desse grupo de pessoas… O país sempre teve uma população muito bem dividida entre as duas grandes religiões [cristianismo e islamismo], então não é possível simplesmente islamizar a Nigéria “, acrescentou o pastor.

Fonte: [ Gospel Prime ]

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Queridos irmãos, neste exato momento diante de nossa insignificante comodidade e liberdade cristã mal aproveitada oremos pelos cristãos perseguidos na Nigéria.


Via: [Bereianos]
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9 de jul de 2012

Casamento definido

por Mike Leake
Postado por Fernanda Vilela em 29 de junho de 2012 em Textos, Traduções

Mike Leake
Mike Leake
Não é segredo que os casamentos estão sob o ataque do mundo. Não é uma surpresa, já que o casamento é uma ilustração visível de Cristo e Sua Igreja. Que lugar ótimo para as forças do inferno lançarem seus dardos inflamados. Como resposta a isso, nossa igreja tenta realizar, no mínimo, duas conferências sobre casamento por ano (com esperanças de termos mais). E eu fiquei incumbido de usar recursos diversos e montar um currículo para a conferência.
Nossa primeira sessão é “O que é casamento?”. Nesta sessão, nós tentamos chegar conjuntamente a uma teologia do casamento. Começamos definindo “casamento”. Até onde eu sei, essa definição é original. Eu gostaria de compartilhá-la com vocês e depois explicá-la um pouco – espero que para seu benefício.
Casamento é uma aliança pactual, criado por Deus, entre um homem e uma mulher, para a nossa santidade e nossa alegria, como uma ilustração do Evangelho para expressão da glória de Deus.
Se eu pegar essa definição separadamente, posso chegar a sete afirmações individuais (e elas são usadas como pontos principais para o ensino da primeira sessão).
  1. Uma aliança pactual – Alianças são um assunto muito importante para Deus. A quebra de um pacto é também uma questão muito importante para Deus. Para ter uma noção de como pacto é uma questão importante, considere Gênesis 15. O Senhor passa por uma série de animais que estão rasgados pela metade e praticamente diz: “Se eu quebrar meu pacto, o que aconteceu com esses animais, acontecerá comigo”. Os pactos são muito importantes.
  2. Criado por Deus – Se os homens tivessem criado o casamento, então, poderíamos estabelecer suas regras. Mas o casamento é uma aliança pactual criada por Deus e, sendo assim, Ele é quem estabelece as regras. Deus criou o seu casamento, então pare com essa conversa tola de “casei com a pessoa errada”.
  3. Entre um homem e uma mulher – Os dois devem se tornar um. Isso significa separar-se dos pais, de relacionamentos passados, de relacionamentos futuros e de qualquer outro amante. Isso também vai contra qualquer argumento sobre homossexualidade ser chamada de casamento.
  4. Para nossa santidade – O casamento é um dos meios que Deus estabeleceu para nos santificar. Deus não fica satisfeito meramente com termos um “bom” casamento. Deus deseja usar nosso casamento para nos conformar mais e mais à imagem de Cristo. Deus tem um plano de resgate para o seu casamento. O objetivo dEle não é apenas resgatar o seu casamento. O objetivo dEle é usar o seu casamento para te resgatar.
  5. Para nossa alegria – Nossa alegria aumenta quando nós, em santidade, lutamos pela alegria do outro. O casamento pode ser extremamente feliz. Apenas leia os Cânticos dos Cânticos de Salomão para você ver. Além disso, se o casamento promove a santidade, ele também irá promover nossa alegria em Deus.
  6. Como uma ilustração do evangelho – Seu casamento reflete Cristo e Sua igreja. Ele foi criado por Deus para ser uma ilustração visível para todos verem o amor entre Cristo e Sua Noiva.
  7. Para expressão da glória de Deus – O propósito de Deus para a humanidade é que ela goze de Sua glória e a proclame. Com o casamento não é diferente. Ele usa o casamento para arrancar o pecado e a incredulidade do nosso coração. Ele usa o casamento para prolongar nossa alegria. Mas Ele também usa o casamento para fazer crianças, para elas crescerem e serem nutridas em lares cristãos.
Seu casamento tem propósito. Ele tem um significado. Não desista do seu casamento. Não pare de lutar pelo seu casamento. Saiba que Deus também está lutando por ele. Tenha fé nEle e vá em frente.
Aprecie o seu casamento. Deus está usando-o para mostrar Sua grandeza. Regozije-se no fato de que Deus está usando a união de dois pecadores para mostrar Sua incomparável grandeza e Seu amor trinitariano. O casamento é doce. Saboreie-o. Prove e veja que o Senhor é bom.
Traduzido por Fernanda Vilela | iPródigo.com | Original aqui
Fonte: [iPródigo]

2 de jul de 2012

Amando a Deus com Todo o Nosso Entendimento


O Rev. Heber Campos Junior palestrou na 10ª Conferência Fiel para Jovens sobre “Amando a Deus com Todo o Nosso Entendimento”, dando vários exemplos práticos de como, infelizmente, pensamos como o mundo. Veja a mensagem completa abaixo.

Sua vez

Será que você tem pensado como o mundo? De quais formas? Veja os exemplos que o Rev. Heber aponta:
  • O que é preciso para casar? Estabilidade financeira (terminar a faculdade, mestrado, doutorado, casa própria)? Temos, como o mundo, confiado no dinheiro ou temos confiado em Deus?
  • Um cristão pode trabalhar em qualquer lugar? Seu trabalho fere princípios da Escritura?
  • Seguimos a cultura secular ou somos criados de cultura? Copiamos as coisas deste mundo e adicionamos o termo “gospel” depois e isso faz tudo ficar aceitável?
Fonte: [Blog Fiel]
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