24 de dez de 2012

John Piper lê seu poema O Estalajadeiro


piper-estalajadeiro
No vídeo abaixo, John Piper lê seu poema “The Innkeeper” [O Estalajadeiro], onde ele imagina como seria se Jesus voltasse para a estalagem que nascera em Belém, cidade que sofreu um infaticídio por comportar o Messias. O poema é lindo e eu me emocionei (não que precise de muito para isso). Compartilhem e usem como ferramenta para iniciar uma conversa evangelística.

E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre
 as principais de Judá; porque de  ti  sairá  o Guia que há de
apascentar a meu povo, Israel. (Mt 2:6)  Vendo-se  iludido  pelos
magos, enfureceu-se  Herodes  grandemente  e  mandou  matar
 todos  os  meninos de Belém e de  todos  os  seus arredores,
de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão
 se informara dos magos. Então, se cumpriu o que fora dito por
 intermédio do profeta Jeremias:  Ouviu-se um clamor em Ramá,
 pranto, choro e grande lamento; era Raquel chorando por seus
filhos e inconsolável porque não mais existem.  (Mt 2:16-18)

Por John Piper © Desiring God Foundation, © Crossway. Todos os direitos reservados. Usado com permissão. Poema em inglês: The Innkeeper. Video Original: Hope for the Hurting This Christmas (Video).
Tradução: Lindsei Lansky. Legenda: Tiago Basile. Cedido gentilmente por Desiring God.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


Via: [Voltemos ao Evangelho]

4 de dez de 2012

A tão aguardada visitação (Boas Novas de Grande Alegria)


Terça, 4 de Dezembro
“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera, desde a antiguidade, por boca dos seus santos profetas, para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam;”  - Lucas 1:68-71
Repare duas coisas notáveis a partir das palavras de Zacarias em Lucas 1.
Em primeiro lugar, Zacarias, nove meses antes, não conseguia crer que sua esposa teria um filho. Agora, cheio do Espírito Santo, ele está tão confiante da obra redentora de Deus na vinda do Messias que fala dela usando o pretérito perfeito. Pois, para a mente da fé, uma promessa de Deus é “dito e feito”. Zacarias aprendeu a confiar na Palavra de Deus e assim teve uma garantia notável: “Deus visitou e redimiu”
Em segundo lugar, a vinda de Jesus, o Messias, é uma visitação de Deus para o nosso mundo: “O Deus de Israel visitou e redimiu”. Durante séculos, o povo judeu definhava sob a certeza de que Deus havia se retirado: o espírito de profecia cessara, Israel caíra nas mãos de Roma. E todas as pessoas piedosas em Israel aguardavam a visitação de Deus. Lucas nos diz em 2:25 que o devoto Simeão “esperava a consolação de Israel”, e, em Lucas 2:38, que Ana, uma mulher de oração, “esperava a redenção de Jerusalém”.
Foram dias de grande expectativa. Agora, a tão aguardada visitação de Deus estava prestes a acontecer — de fato, Ele estava prestes a vir de uma forma que ninguém esperava.

Fonte: [Blog Fiel]

O Deus Magnífico de Maria (Boas Novas de Grande Alegria)


Segunda, 3 de Dezembro

A minha alma engrandece ao Senhor,
e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,
porque contemplou na humildade da sua serva.
Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada,
porque o Poderoso me fez grandes coisas.
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia vai de geração em geração
sobre os que o temem.
Agiu com o seu braço valorosamente;
dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos.
Derribou do seu trono os poderosos
e exaltou os humildes.
Encheu de bens os famintos
e despediu vazios os ricos.
Amparou a Israel, seu servo,
a fim de lembrar-se da sua misericórdia
a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre,
como prometera aos nossos pais.
– Lucas 1:46-55
Maria vê claramente uma das coisas mais notável a respeito de Deus: Ele está prestes a mudar o curso de toda a história da humanidade. As três décadas mais importantes de todos os tempos estão prestes a começar.
E onde está Deus? Ocupando-se com duas mulheres humildes e desconhecidas – uma velha e estéril (Isabel), uma jovem e virgem (Maria). E Maria está tão comovida com esta visão de Deus, o amante dos humildes, que irrompe em canção – uma canção que chegou a ser conhecida como “Magnificat” (Lucas 1:46-55).
Maria e Isabel são heroínas maravilhosas no relato de Lucas. Ele ama a fé dessas mulheres. A coisa que mais parece lhe impressionar, e aquilo com que ele deseja impressionar Teófilo, seu nobre leitor, é a singeleza e alegre humildade de Isabel e Maria.
Isabel diz: “E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?” (Lucas 1:43). E Maria diz: “porque contemplou na humildade da sua serva” (Lucas 1:48).
As únicas pessoas cujas almas podem realmente magnificar o Senhor são de pessoas como Isabel e Maria – pessoas que reconhecem sua condição humilde e estão maravilhadas pela condescendência de Deus magnífico.

Fonte: [Blog Fiel]

Preparem o Caminho (Boas Novas de Grande Alegria)


“E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.” – Lucas 1:16-17
O que João Batista fez por Israel, o Advento pode fazer por nós. Não deixe que o Natal o pegue despreparado. Refiro-me ao despreparo espiritual. O gozo e o impacto dele serão muito maiores se você estiver pronto!
Que você esteja preparado…
Primeiro, medite sobre o fato de que precisamos de um Salvador. O Natal é uma acusação antes de se tornar um deleite. Ele não terá o efeito pretendido até que sintamos desesperadamente a necessidade de um Salvador. Deixe que estas curtas mediações de Advento ajudem a despertar em você uma sensação agridoce da necessidade do Salvador.
Segundo, realize um sóbrio autoexame. O Advento é para o Natal o que a Quaresma é para a Páscoa. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. (Salmo 139:23-24) Que cada coração prepare para Ele morada… limpando a casa.
Terceiro, edifique uma antecipação, esperança e empolgação centradas em Deus em sua casa – especialmente para as crianças. Se você estiver animado sobre Cristo, eles também estarão. Se você só torna o Natal emocionante com coisas materiais, como é que as crianças terão uma sede por Deus? Dobre os esforços de sua imaginação para tornar visível para as crianças a maravilha da chegada do Rei.
Quarto, seja intenso nas Escrituras, e memorize as principais passagens! “Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR?” (Jeremias 23:29). Nesta época do Advento, reúna-se ao lado desse fogo. É quente. Está cintilando com cores da graça. É cura para mil feridas. É luz para as noites escuras.

Fonte: [Blog Fiel]

Introdução (Boas Novas de Grande Alegria)



O que Jesus quer neste Natal?
Nós podemos ver a resposta nas suas orações. O que Ele pedia a Deus? A sua oração mais longa está em João 17. O clímax dos Seus pedidos está no verso 24.
Entre todos os pecadores indignos do mundo, existem aqueles que Deus “deu para Jesus.” Esses são aqueles que o Pai trouxe para o Filho (Jo 6:44,65). Esses são cristãos – pessoas que “receberam” Jesus como o crucificado e ressurreto Salvador e Senhor e Tesouro de suas vidas (Jo 1:12; 3:17; 6:35; 10:11, 17-18; 20:28). Jesus disse que deseja que eles estejam consigo.

Às vezes, nós ouvimos as pessoas dizerem que Deus criou o homem porque Ele estava solitário. Eles dizem: “Deus nos criou para nós estivéssemos com Ele.” Jesus concorda com isso? Bem, de fato Ele diz que realmente queria que nós estivéssemos com Ele! Sim, mas por quê? Consideremos o resto do versículo. Por que Jesus queria que nós estivéssemos com Ele?
…para que vejam a minha glória que [Tu, Pai] me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.
Essa seria uma maneira estranha de expressar sua solidão. “Eu os quero comigo para que possam ver a minha glória.” De fato, isso não expressa solidão dele. Isso expressa a sua preocupação quanto à satisfação do nosso anseio, e não de sua solidão. Jesus não é solitário. Ele e o Pai e o Espírito são profundamente satisfeitos na comunhão da Trindade. Nós, não ele, estamos famintos por algo. E o que Jesus deseja para o Natal é que experimentemos aquilo para que fomos realmente criados – contemplar e experimentar a sua glória.

Ó, que Deus penetre isso em nossas almas! Jesus nos fez (Jo 1:3) para vermos a sua glória.
Um pouco antes de ir para a cruz, ele pede seus desejos mais profundos ao Pai: “Pai, Eu desejo [Eu desejo!] que eles… estejam comigo, para que vejam a minha glória.”
Mas isso é apenas metade do que Jesus queria nesses versos finais e culminantes de sua oração. Acabei de dizer que fomos, de fato, feitos para contemplar e experimentar a sua glória. Não era isso que Ele queria – que não apenas pudéssemos ver a sua glória, mas também experimentá-la, nos satisfazer nela, nos deleitar nela, fazer dela o nosso tesouro, e amá-la? Considere o verso 26, o último verso:
Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja.
Esse é o final da oração. Qual é o propósito final de Jesus para nós? Não que simplesmente víssemos a Sua glória, mas que nós o amássemos com o mesmo amor que o Pai tem por Ele: “a fim de que o amor com que [Tu, Pai] me amaste esteja neles, e eu neles esteja.”

O anseio e propósito de Jesus é que vejamos sua glória e então sejamos capazes de amar o que vemos, com o mesmo amor que o Pai tem pelo Filho. E Ele não quer dizer que nós meramente imitamos o amor do Pai pelo Filho. Ele quer dizer que o próprio amor do Pai se torne o nosso amor pelo Filho – que amemos o Filho com o amor do Pai pelo Filho. Isso é o que o Espírito se torna e derrama em nossas vidas: Amor ao Filho pelo Pai através do Espírito.

O que Jesus mais quer para o Natal é que seus eleitos estejam reunidos e, então, consigam o que eles mais desejam – contemplar Sua glória e, então, experimentá-la com o mesmo saborear do Pai pelo Filho.

O que eu mais quero para o Natal nesse ano é juntar-me a você (e a muitos outros) em contemplar Cristo em toda sua plenitude e que juntos sejamos capazes de amar o que vemos, com um amor que vai muito além de nossa vacilante capacidade humana. Esse é o nosso objetivo nesses devocionais para o Advento. 

Queremos, juntos, contemplar e provar esse Jesus cujo primeiro “advento” (vinda) celebramos, e cujo segundo advento antecipamos.

Isso é o que Jesus pede por nós neste Natal: “Pai, mostre-lhes a minha glória e lhes dê o mesmo deleite em mim que Tu tens em mim.” Ó, que possamos ver a Cristo com os olhos de Deus e saborear a Cristo com o coração de Deus. Essa é a essência do céu. Esse é o presente que Cristo veio comprar para pecadores ao custo de Sua morte em nosso lugar.

Fonte: [Blog Fiel]

1 de nov de 2012

Tragédias, mais uma vez: Deus e Sandy


Furacão Sandy em Nova York
Toda vez que uma catástrofe ou tragédia de grande proporção atinge o mundo retorna à blogosfera a questão do mal e do sofrimento dos inocentes em um mundo governado por um Deus bom e Todo-Poderoso. É o caso do furacão Sandy, que nestes dias tem causado uma enorme destruição e a morte de dezenas de pessoas nos Estados Unidos e outros países. 

De longa data o mal que existe no mundo vem sendo usado como uma tentativa de se provar de que Deus não existe, ou se existe, não é bom. E se for bom, não é todo-poderoso - esta última hipótese defendida pelo teísmo aberto.

"Onde estava Deus quando estas tragédias aconteceram?" é a pergunta de pessoas revoltadas com o fato de que centenas de pessoas boas, desprevenidas, cidadãos de bem, foram apanhados numa tragédia e morreram de forma terrível, deixando para trás famílias, filhos, entes queridos.

Eu entendo a preocupação com o dilema moral que tragédias representam quando vistas a partir do conceito cristão histórico e tradicional de Deus. Se Deus é pessoal, soberano, todo-poderoso, onisciente, amoroso e bom, como então podemos explicar a ocorrência das tragédias, calamidades, doenças, sofrimentos, que atingem bons e maus ao mesmo tempo?

Creio que qualquer tentativa que um cristão que crê que a Bíblia é a Palavra de Deus faça para entender as tragédias, desastres, catástrofes e outros males que sobrevêm à humanidade, não pode deixar de levar em consideração dois componentes da revelação bíblica, que são:

  • A realidade da queda moral e espiritual do homem 
  • O caráter santo e justo de Deus.

Lemos em Gênesis 1—3 que Deus criou o homem, macho e fêmea, à sua imagem e semelhança, e que os colocou no jardim do Éden, com o mandamento para que não comessem do fruto proibido. O texto relata como eles desobedeceram a Deus, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, e decaíram assim do estado de inocência, retidão e pureza em que haviam sido criados. As conseqüências, além da queda daquela retidão com que haviam sido criados, foram a separação de Deus, a perda da comunhão com ele, e a corrupção por inteiro de suas faculdades, como vontade, entendimento, emoções, consciência, arbítrio. Pior de tudo, ficaram sujeitos à morte, tanto espiritual, que consiste na separação de Deus, como a física e a eterna, esta última sendo a separação de Deus por toda a eternidade.

Este fato, que chamamos de “queda,” afetou não somente a Adão e Eva, mas trouxe estas conseqüências terríveis a toda a sua descendência, isto é, à humanidade que deles procede, pois eles eram o tronco e a cabeça da raça humana. Em outras palavras, a culpadeles foi imputada por Deus aos seus filhos, e a corrupção de sua natureza foi transmitida por geração ordinária a todos os seus descendentes.

Desde cedo na história da Igreja cristã esta doutrina, que tem sido chamada de “pecado original”, foi questionada por gente como Pelágio, que afirmava que o pecado de Adão e Eva afetou somente a eles mesmos, e que seus filhos nasciam isentos, neutros, sem pecado, e sem culpa e sem corrupção inata. Tal ideia foi habilmente rechaçada por homens como Agostinho, Lutero, Calvino e muitos outros, que demonstraram claramente que o ensino bíblico é o que chamamos de depravação total e transmitida, culpa imputada e corrupção herdada. As conseqüências práticas para nós hoje são terríveis. Por causa desta corrupção inata, com a qual já nascemos, somos totalmente indispostos para com as coisas de Deus; somos, por natureza, inimigos de Deus e, portanto, filhos da ira. É desta natureza corrompida que procedem os nossos pecados, as nossas transgressões, as desobediências, as revoltas contra Deus e sua Palavra.

Agora chegamos no ponto crucial e mais relevante para nosso assunto. Entendo que a Bíblia deixa claro que os nossos pecados, tanto o original quanto os pecados atuais que cometemos, por serem transgressões da lei de Deus, nos tornam culpados e portantosujeitos à ira justa de Deus, à sua justiça retributiva, pela qual ele trata o pecador de acordo com o que ele merece. Ou seja, a humanidade inteira, sem exceção – visto que não há um único justo, um único que seja inocente e sem pecado – está sujeita ao justo castigo de Deus, o que inclui – atenção! – a morte, as misérias espirituais, temporais (onde se enquadram as tragédias, as calamidades, os desastres, as doenças, o sofrimento) e as misérias espirituais (que a Bíblia chama de morte eterna, inferno, lago de fogo, etc.).

A Bíblia revela com muita clareza, e sem a menor preocupação de deixar Deus sujeito à crítica de ser cruel, déspota e injusto, que ele mesmo é quem determinou tragédias e calamidades sobre a raça humana, como parte das misérias temporais causadas pelo pecado original e as transgressões atuais. Isto, é claro, se você acredita realmente que a Bíblia é a Palavra de Deus, e não uma coleção de idéias, lendas, sagas, mitos e estórias politicamente motivadas e destinadas a justificar seus autores.

De acordo com a Bíblia:

  • Foi Deus quem condenou a raça humana à morte no jardim (Gn 2.17; 3.19; Hb 9.27). 
  • Foi ele quem determinou a catástrofe do dilúvio, que aniquilou a raça humana com exceção da família de Noé (Gn 6.17; Mt 24.39; 2Pe 2.5). 
  • Foi ele quem destruiu Sodoma, Gomorra e mais várias cidades da região, com fogo caído do céu (Gn 19.24-25). 
  • Foi ele quem levantou e enviou os caldeus contra a nação de Israel e demais nações ao redor do Mediterrâneo, os quais mataram mulheres, velhos, crianças e fizeram prisioneiros de guerra (Dt 28.49-52; Hab 1.6-11). 
  • Foi ele quem levantou e enviou contra Israel povos vizinhos para saquear, matar e fazer prisioneiros (2Re 24.2; 2Cr 36.17; Jr 1.15-16). 
  • Foi ele quem ameaçou Israel com doenças, pestes, fomes, carestia, seca, pragas caso se desviassem dos seus caminhos (Dt 28). 
  • Foi ele quem enviou as dez pragas contra o Egito, ferindo, matando e trazendo sofrimento a milhares de egípcios, inclusive matando os seus primogênitos (Ex 9.13-14). 
  • Foi o próprio Jesus quem revelou a João o envio de catástrofes futuras sobre a raça humana, como castigos de Deus, próximo da vinda do Senhor, conforme o livro de Apocalipse, tais como guerras, fomes, pestes, pragas, doenças (Apocalipse 6—9), entre outros. 
  • Foi o próprio Jesus quem profetizou a chegada de guerras, fomes, terremotos, epidemias (Lc 21.9-11) e a destruição de Jerusalém, que ele chamou de “dias de vingança” de Deus contra o povo que matou o seu Filho, nos quais até mesmo as grávidas haveriam de sofrer (Lc 21.20-26). 
  • E por fim, Deus já decretou a catástrofe final, a destruição do mundo presente por meio do fogo, no dia do juízo final (2Pe 3.7; 10-12).

Isto não significa, na Bíblia, que o sofrimento das pessoas é sempre causado por uma culpa individual e específica. Há casos, sim, em que as pessoas foram castigadas com sofrimentos temporais em virtude de pecados específicos que cometeram, como por exemplo o rei Uzias que foi ferido de lepra por causa de seu pecado (2Cr 26.19; cf. também o caso de Miriã, Nm 12.10). O rei Davi perdeu um filho por causa de seu adultério (2Sm 12.14). Mas, em muitos outros casos, as tragédias, catástrofes, doenças e sofrimentos não se devem a um pecado específico, mas fazem parte das misérias temporais que sobrevêm à toda a raça humana por conta do estado de pecado e culpa em geral em que todos nós nos encontramos. Deus traz estas misérias e castigos para despertar a raça humana, para provocar o arrependimento, para refrear o pecado do homem, para incutir-lhe temor de Deus, para desapegar o homem das coisas desta vida e levá-lo a refletir sobre as coisas vindouras. Veja, por exemplo, a reflexão atribuída a Moisés no Salmo 90, provavelmente escrito durante os 40 anos de peregrinação no deserto. Veja frases como estas:

Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens... Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturbados. Diante de ti puseste as nossas iniqüidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos. Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento...

Não devemos pensar que aquelas pessoas que ficam doentes, passam por tragédias, morrem em catástrofes eram mais pecadoras do que as demais ou que cometeram determinados pecados que lhes acarretou tal castigo. Foi o próprio Jesus quem ensinou isto quando lhe falaram do massacre dos galileus cometido por Pilatos e a tragédia da queda da torre de Siloé que matou dezoito (Lc 13.1-5). Ele ensinou a mesma coisa no caso do cego relatado em João 9.3-4. Os seus discípulos levantaram o problema do sofrimento do cego a partir de um conceito individualista de culpa, ponto que foi rejeitado por Jesus. A cegueira dele não se deveu a um pecado específico, quer dele, quer de seus pais. As pessoas nascem cegas, deformadas, morrem em tragédias e acidentes, perdem tudo que têm em catástrofes, não necessariamente porque são mais pecadoras do que as demais, mas porque somos todos pecadores, culpados, e sujeitos às misérias, castigos e males aqui neste mundo.

No caso do cego, Jesus disse que ele nascera assim “para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9.3). Sofrimento, calamidades, etc., não são somente um prelúdio do julgamento eterno de Deus; há também um tipo de sofrimento no qual Deus é glorificado por meio de Cristo em sua graça, e assim se torna, portanto, um exemplo e um prelúdio da salvação eterna. As tragédias servem para levar as pessoas a refletir sobre a temporalidade e fragilidade da vida, e para levá-las a refletir nas coisas espirituais e eternas. Muitos têm encontrado a Deus no caminho do sofrimento.

O que eu quero dizer é que, diante das tragédias e  acidentes devemos nos lembrar que eles ocorrem como parte das misérias e castigos temporais resultantes das nossas culpas, de nossos pecados, como raça pecadora que somos. Poderia ser eu que estava entre as vítimas do furacão Sandy. Ou, alguém muito melhor e mais reto diante de Deus. Ainda assim, Deus não teria cometido qualquer injustiça, ainda que todas as vítimas fossem os melhores homens e mulheres que já pisaram a face da terra. Pois mesmo estes são pecadores. Não existem inocentes diante de Deus, Bonfim. Pensemos nisto, antes de ficarmos indignados contra Deus diante do sofrimento humano.

Por último, preciso deixar claro duas coisas.

Primeira, que nada do que eu disse acima me impede de chorar com os que choram, e sofrer com os que sofrem. Somos membros da mesma raça, e quando um sofre, sofremos com ele.

Segunda, é preciso reconhecer que a revelação bíblica é suficiente, mas não exaustiva. Não temos todas as respostas para todas as perguntas que se levantam quando uma tragédia acontece. Não conhecemos a vida das vítimas e nem os propósitos maiores e finais de Deus com aquela tragédia. Só a eternidade o revelará. Temos que conviver com a falta destas respostas neste lado da eternidade.

Mas, é preferível isto a aceitar respostas que venham a negar o ensino claro da Bíblia sobre Deus, como por exemplo, especular que ele não é soberano e nem onisciente e onipotente. Posso não saber os motivos específicos, mas consola-me saber que Deus é justo, bom e verdadeiro, e que todas as suas obras são perfeitas e retas, e que nele não há engano.

[Este post foi baseado num outro post da minha autoria aqui no blog intitulado Carta a Bonfim: Deus e as Tragédias]

Por ocasião dos 495 anos da Reforma Protestante



[Este artigo é de autoria do Solano Portela, que está em Manaus, sem internet - publico aqui a pedido dele]
Martinho Lutero
Muitas referências atuais à Reforma do Século 16 distorcem o que realmente ocorreu naquela ocasião. Os livros de história contemporâneos, por exemplo, introjetam anacronicamente uma linguagem marxista ultrapassada para descrever os acontecimentos da época. Para esses autores, o que houve foi uma luta econômica da burguesia contra os senhores feudais. O trabalho de Calvino é apresentado como sendo uma valorização sócio-econômica de alguns, que seriam definidos como "os predestinados". Para outros, a revolta de Lutero foi uma questão meramente pessoal, contra os líderes da época; ou, no máximo, uma cruzada contra a corrupção.

Não podemos compreender a Reforma assimilando esse revisionismo histórico. A ação de Lutero foi uma revolta contra uma estrutura errada e uma doutrina errada de uma igreja que distorcia a Salvação. Não foi um movimento sociológico, apesar de ter tido consequências sociológicas. Lutero não pretendia ensinar a salvação do homem pela reforma da sociedade, mas compreendia que a sociedade era reformada pelas ações do homem resgatado por Deus. Na realidade, a Reforma do Século XVI foi um grande reavivamento espiritual, operado por Deus, que começou com a experiência pessoal de conversão de Lutero.

Nunca é demais frisar que Lutero não formulou novas doutrinas, ou novas verdades, mas apenas redescobriu a Bíblia em sua pureza e singularidade. As 95 Teses, pregadas na porta da catedral de Wittenberg, em 31.10.1517, representam coragem, desprendimento e uma preocupação legítima com o estado decadente da igreja e com a procura dos verdadeiros ensinamentos da Palavra. É, portanto, um erro acharmos que a Reforma marca a aparição de várias doutrinas nunca dantes formuladas. A Palavra de Deus, cujas doutrinas estavam soterradas sob o entulho da tradição, é que foi resgatada.

Uma das características comuns das seitas é a apresentação de supostas verdades que nunca haviam sido compreendidas, até a aparição ou revelação destas a algum líder. Estas “verdades” passam a ser determinantes da interpretação das demais e ponto central dos ensinamentos empreendidos. A Reforma coloca-se em completa oposição a esta característica. Nenhum dos reformadores declarou ter “descoberto” qualquer verdade oculta, mas tão somente apresentou em toda singeleza os ensinamentos das Escrituras. Seus comentários e controvérsias versaram sempre sobre a clara exposição da Palavra de Deus, abstraindo dela os ensinamentos meramente humanos.


O grande escritor Martin Lloyd-Jones nos indica “que a maior lição que a Reforma Protestante tem a nos ensinar é justamente que o segredo do sucesso, na esfera da Igreja e das coisas do Espírito é olhar para trás” (Rememorando a Reforma, p. 8). Lutero e Calvino, diz ele no mesmo local, “foram descobrindo que estiveram redescobrindo o que Agostinho já tinha descoberto e que eles tinham esquecido”.

Assim, as mensagens proclamadas pela Reforma continuam sendo pertinentes aos nossos dias. Da mesma forma como a Palavra de Deus sempre é atual e representa a Sua vontade ao homem, em todas as ocasiões, a Reforma do Século 16, com a doutrina proclamada extraída e baseada nesta Palavra, transborda em atualidade à cena contemporânea da igreja evangélica, quando nela ocorrem tantas distorções e tantos ensinamentos meramente humanos. Celebremos os feitos de Deus na história e, neste 31 de outubro, vamos dar graças a ele por ter levantado homens valorosos que não tiveram receio de se colocar ao lado da Sua Palavra.

11 de out de 2012

Mensagem Exclusiva de Paul Washer



Paul Washer gravou uma mensagem exclusiva para o pessoal do Voltemos ao Evangelho na 28ª Conferência Fiel, onde ele fala aos cristãos brasileiros sobre disciplinas espirituais como leitura e memorização bíblica e oração. Washer nos incentiva a lutar contra a apatia e preguiça espirituais para crescermos em santidade e conformidade com Jesus Cristo.

Fonte: [Youtube] Via: [Blog Fiel

8 de set de 2012

A Obediência Ativa de Jesus – R. C. Sproul


Por que Jesus não veio na Sexta-Feira Santa, morreu na cruz e ressuscitou ao 3º dia? Por que Ele teve que nascer de uma virgem e viver 33 anos antes de ir para cruz?
Neste vídeo, R. C. Sproul fala sobre a importância da vida perfeita de Cristo (obediência ativa) e sua implicação em nossa justificação.
Não é maravilhoso saber que somos cobertos pela justiça perfeita de Cristo?
Sobre este assunto veja também este outro vídeo do Sproul: O que significa “Simul Justus et Peccator”?

Transcrição:

Eu não acho que exista um texto mais importante no Novo Testamento para definir a obra de Jesus do que este. Que Jesus foi enviado para cumprir toda a justiça; e para o judeu isso significava obedecer cada jota e til da Lei. Porque, agora, Jesus não está agindo em Seu batismo em favor de si mesmo, mas do Seu povo. Se for requerido que o Seu povo guarde os Dez Mandamentos, Ele guarda os Dez Mandamentos. Se for requerido, agora, que o povo dele se submeta a este rito batismal, então Ele se submente a tal em favor deles. Porque a redenção comprada por Cristo não está restrita a Sua morte na cruz.
Nós vimos que, na obra da redenção, Deus não enviou Jesus a Terra na Sexta-Feira Santa e disse “morra pelo pecado do Seu povo e isso resolverá o problema”. Não. Jesus não só teve que morrer pelos nossos pecados, mas teve que viver pela nossa retidão. Se tudo o que Jesus tivesse feito fosse morrer por seus pecados, isso removeria a sua culpa e deixaria você sem pecado diante dos olhos de Deus, mas não justo. Você seria inocente, mas não justo, porque você não fez nada para obedecer a Lei de Deus, que é o que a retidão requere.
Portanto, nós temos na teologia uma doutrina que se refere à obediência ativa de Jesus, distinguindo da obediência passiva de Jesus. E esta doutrina está em grande debate hoje, principalmente entre alguns pensadores dispensacionalistas. O que eu acho extremamente, extremamente perturbador. A obediência passiva de Cristo se refere a Sua vontade de se submeter a dor infligida sobre Ele pelo Pai na cruz na expiação. Ele passivamente recebeu lá a maldição de Deus. A obediência ativa se refere a toda a Sua vida de obediência à lei de Deus, pela qual Ele se qualifica para ser o Salvador. Ele se qualifica para ser o Cordeiro imaculado, Ele se qualifica para a canção “Digno é o Cordeiro, que foi morto” através da Sua completa justiça. Ele cumpre as exigências da Lei – e, se você se lembra da aliança com Moisés, todo aquele que cumpre a Lei recebe a bênção e os que desobedecem, a maldição.
O que Jesus fez? Ele obedece a Lei perfeitamente e recebe a bênção e não a maldição. Mas há uma dupla imputação na cruz, onde meus pecados são creditados a Ele – meus pecados são tomados e colocados sobre Ele na cruz. Mas na nossa redenção, a justiça dele é imputada a nós – justiça a qual Ele não teria se não tivesse vivido essa vida de perfeita obediência. Então, o que eu estou dizendo para vocês é que a vida de completa obediência de Jesus é tão necessária para nossa salvação como Sua expiação perfeita na cruz, porque há uma dupla imputação. Meus pecados imputados a Ele, e a justiça dele a mim. De modo que é isso que a Escritura se refere quando diz que Jesus é a nossa justiça.

O Dr. R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da pensilvânia. É ministro presbiteriano, pastor da igreja St. Andrews Chapel, na Flórida. Fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências, autor de mais de sessenta livros, vários deles publicados em português e editor geral da Reformation Study Bible. urante os seus mais de quarenta anos de ministério no ensino acadêmico e na igreja, o dr. Sproul tem se dedicado a transmitir com clareza as verdades profundas e práticas da Palavra de Deus. É casado com Vesta Ann e o casal tem dois filhos, já adultos. O Dr. Sproul é autor de inúmeros livros, entre eles ”Quem é Jesus?” e “A Verdade da Cruz“, publicados pela Editora Fiel.


Por R. C. Sproul. Extraído do site ligonier.org. © 2012 Ligonier Ministries. Original: Jesus and His Active Obedience
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados
Via: [Blog Fiel]

20 de ago de 2012

Ore como se não pudesse salvar seus filhos, mas eduque como se pudesse

por Erik RaymondPostado por Carla Ventura em 08 de agosto de 2012 em Textos, Traduções
Erik Raymond
Erik Raymond
Meus filhos estão crescendo. Isso é permeado por toda sorte de emoções. A vida apresenta novos desafios e circunstâncias. Isso é verdade para quaisquer pais. Mas as coisas são um pouco diferentes para pais cristãos. Realmente cremos que nossos filhos não são cristão apenas porque nós somos. O paraíso não é um direito inalienável como votar aos 16 anos. Nossos filhos realmente têm que se acertar com o Deus do evangelho por eles mesmos.
Isso apresenta uma interessante série de circunstâncias para os pais. Temos uma responsabilidade, ou mesmo um mandato, de criar nossos filhos na “ disciplina e na instrução de Deus” (Efésios 6.4). Entendemos que nesse mesmo livro o  mesmo apóstolo diz que, antes da conversão, todos nós estamos mortos em pecado e que se não fosse o agir sobrenatural de graça e misericórdia de Deus, não seguiríamos a Cristo (Efésios 2.1-8). Então, o que fazer?

A perigosa armadilha

Acho que podemos cair em uma armadilha se não formos cuidadosos e reflexivos. Se você acredita que seus filhos não podem ser convertidos sem depender da ação soberana da graça na vida deles, você pode se tornar complacente em orar por eles e em ativamente evangelizá-los. Podemos começar a pensar que, já que eles não são  crentes, então o que você faz com as Escrituras e o que faz ajoelhado não é útil. Esse tipo de pensamento é tão perigoso quanto antibíblico.
A ordem de educar seus filhos não depende  da  receptividade deles. Pais e mães (especificamente os pais) não têm que pedir para ser o líder, eles já são. Sendo assim, portanto, são responsáveis.
“Espera um pouco…”, alguém pode dizer, “como Deus vai me responsabilizar por algo que eu não tenho competência de realizar por mim mesmo?”. É importante pensar sobre isso.

A verdade motivadora

Você está certo, você não pode salvar seus filhos. Mas Deus nunca chamou você para salvá-los. Você deve pastorear os corações deles com a palavra de Deus (Efésios 6.4; Deuteronômio 4.9; 6.7; 11.19). E você deve levar suas preocupações com a salvação deles ao trono da graça em busca de misericórdia e favor (Hebreus 4.16; 1 Pedro 5.6).  É por isso que você será responsabilizado.
Por favor, pense na horrível lógica de ser preguiçoso considerando que seus filhos não são convertidos e não têm interesse nas coisas da Bíblia. Sua desculpa então é que você é preguiçoso porque Deus é misericordioso e eles são pecadores? A primeira coisa que eu perguntaria a qualquer um dos meus  amigos Reformados é : “o que você está fazendo a esse respeito, pai?”
Então, o que você faz a esse respeito?
Posso resumir em uma frase: Ore como quem não pode salvar seus filhos, mas eduque como se você pudesse.
Não desista de orar por seus filhos. Carregue-os ao trono da graça diariamente enquanto suplica ao soberano e bom Deus do evangelho por misericórdia. E também seja fiel em trazer as Escrituras para o estudo habitual, instrução e aplicação na vida deles. Tenha devocionais em família regularmente. Mas também, não falhe em integrar a glória de Deus em todos os aspectos da vida e pensamentos. Traga a beleza incomparável de Cristo para ser influencia em tudo que for possível.
Esse é um trabalho árduo. É no entanto, o trabalho de fé, o trabalho de dependência e o trabalho de amor. É o trabalho do evangelho. É ser pai cristão. Você crê que Deus é misericordioso, que sua palavra é poderosa, e que ele tem um valor incalculável. Não podemos nos dar ao luxo de nos agarrar a desculpas esfarrapadas e mal concebidas quando falamos de coisa tão importantes como a glória de Deus, nossa responsabilidade diante dele e as almas de nossos filhos.
Então, ao trabalho, no lugar de oração e na mesa da cozinha; fale de Cristo a eles e deles a Cristo!
Traduzido por Carla Ventura | iPródigo.com | Original aqui
Fonte: [iPródigo]

9 de ago de 2012

Pais, não irritem seus filhos

por Dave BruskasPostado por Filipe Schulz em 04 de novembro de 2010 em Textos, Traduções
Dave Bruskas
Dave Bruskas
Existem dois textos no Novo Testamento que falam diretamente aos pais: Efésios 6.4 e Colossenses 3.21. Curiosamente, eles começam da mesma forma: “Pais, não irritem seus filhos”
Esse par de versos destaca a ameaça mais sérias que um pai cristão pode oferecer às suas crianças: provocá-los ou irritá-los ao ponto de desencorajá-las. Como pai, tenho descoberto dois caminhos que sou inclinado a andar quando irrito minhas quatro meninas: perfeccionismo e passividade.

Perfeccionismo

Eu desejo desesperadamente que as minhas garotas se tornem mulheres cristãs maduras. Quero que elas sejam mulheres que pensem, sintam, ajam e falem como Jesus.
Assim, eu irrito minhas filhas ao ponto de desencorajá-las quando espero que elas sejam perfeitas agora, com suas próprias forças, tentando sempre ir além do que podem.
Certa vez, em um jantar em família com um convidado, uma das minhas filhas reclamou do sabor da comida de uma forma extremamente desagradável. Eu nunca tinha ouvido ela usar aquela palavra que ela falou. Fiquei perplexo, minha esposa ficou constrangida, e o convidado apenas deu um sorriso amarelo. Ela então se desculpou de forma sincera e pediu perdão. Mas eu resisti. Queria que ela fosse castigada. Mas ela me lembrou, respeitosamente, que Jesus era mais que seu perdoador; ele era o próprio perdão. Eu estava tentado com muita força desencorajá-la, mas ela se recusou a se irritar.
A perfeição, no sentido de ser completamente como Jesus, é o objetivo final. Mas a perfeição nunca vem pelas nossas forças, nem é alcançada completamente nessa vida (1 João 1.8).

Passividade

O extremo oposto do perfeccionismo é a passividade. A passividade é a atitude fatalista: “Como é Jesus quem vai mudar o coração da minha filha, não há nada que eu possa fazer além de orar, assistir e esperar que o melhor aconteça”. Esse erro ignora completamente o mandamento aos pais em relação aos seus filhos em Efésios 6.4: “criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor”. Esse é o outro lado da moeda da passividade: há muito o que fazer!
Tradicionalmente, eu levo cada uma das minhas filhas a um retiro espiritual de pai e filha no verão, quando elas estão mais ou menos entre a 5ª e a 6ª série. A mais nova já está começando a 7ª série, mas ainda não viajamos. Toquei nesse assunto outro dia, comentando que mais um verão havia passado, que estava triste, e que esperava que isso acontecesse em breve. Ela me respondeu: “Eu também estou triste, papai. Mas eu não posso dirigir, e eles não me deixam comprar passagens de avião sozinha. Só estou dizendo.” Ela estava certa. A viagem dependia completamente de mim, e a minha passividade em planejá-la estava desencorajando-a.

Pregando para mim mesmo

Se eu quero ser o pai que Jesus me chamou para ser, de acordo com Colossenses 3.16, isso deve vir da Palavra de Cristo viva em mim. A tarefa mais importante que eu encaro diariamente ao criar minhas filhas é pregar o evangelho para mim mesmo, deixando para trás meus pecados de perfeccionismo e de passividade, e ao invés disso, confiando na obra perfeita de Jesus para alcançar perdão e obediência. Apenas assim eu deixarei de irritar minhas filhas ao ponto de desencorajá-las e começarei a ensiná-las nos caminhos do Senhor.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com
Fonte: [iPródigo]

7 de ago de 2012

Reabrindo a Caixa Preta de Darwin


A Chancelaria da Universidade Presbiteriana Mackenzie promoverá o IV Simpósio Internacional Darwinismo Hoje nos dias 22 a 24 de outubro em seu auditório nobre, o Ruy Barbosa. Este ano o palestrante internacional será o conhecido Dr. Michael Behe.

Michael Behe é bioquímico norte-americano, professor-adjunto de bioquímica da universidade de Lehigh, Pensilvânia. Inicialmente, ele aceitava os conceitos da teoria geral da evolução. Todavia, após leitura do livro de Michael Denton, Evolução, Uma Teoria em Crise, passou a questionar a teoria Darwinista. Mais tarde, Behe veio a acreditar que havia evidências, no nível molecular, de que os sistemas biológicos são "irredutivelmente complexos". Estes sistemas não poderiam, mesmo no princípio ter evoluído pela seleção natural e sim inteligentemente projetados. Estas evidências o levaram a entender que a única explicação possível e alternativa à teoria geral da evolução para a existência de tais estruturas era a intencionalidade inteligente com propósitos racionais e finalísticos, ao contrário da escalada aleatória da teoria da evolução.

Behe publicou o livro A Caixa Preta de Darwin, onde apresenta as suas idéias, e que se tornou um clássico do Design Inteligente. Este livro está esgotado, mas será republicado e lançado durante o evento no Mackenzie.

Estão convidados palestrantes evolucionistas para apresentar o lado do Darwinismo e interagir com Dr. Behe, como manda o ambiente universitário aberto ao contraditório e ao debate.

As inscrições ainda não estão abertas, mas já reserve em sua agenda, pois são limitadas as vagas.

Fonte: [O Tempora, O Mores]

4 de ago de 2012

Conselhos preciosos contra as armadilhas de Satanás

por Kevin DeYoungPostado por Filipe Schulz em 27 de setembro de 2010 em Textos, Traduções
Kevin DeYoung
Kevin DeYoung
Então ouvi uma forte voz dos céus que dizia: “Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite. Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram; diante da morte, não amaram a própria vida.” (Apocalipse 12.10-11)
Satanás é um acusador e um enganador. Em ambos os casos, suas armas são as palavras, e é por isso que devemos combatê-lo com a palavra de nosso testemunho.
Em outras palavras, é através de nossa crença no Evangelho e nossa confiança no poder de Jesus Cristo que nós podemos enfrentar seguros as mentiras e acusações de Satanás. E é pela verdade da palavra de Deus – na qual nos baseamos e acreditamos mesmo diante da morte – que podemos expor e destruir os enganos do Enganador. É assim que batalhamos, com a espada do espírito, a palavra de Deus.
Assim, quando Satanás sussurrar “Será que Deus pode realmente te perdoar? Seus pecados podem mesmo ser esquecidos?”, você responde com confiança: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8.1-2)
Quando o Diabo diz que a sua situação não tem solução, quando ele te chama de escravo e diz que você não é capaz de mudar, você pode responder: “Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.” (Romanos 8.8-9)
E quando Satanás sugere que não importa como vivemos, que a graça e a liberdade são desculpas para fazermos o que quisermos, devemos responder: “Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão” (Romanos 8.13)
E quando nosso Inimigo aponta para nosso sofrimento e diz “Olha, Deus não é confiável. Certamente, não te adianta de nada servir a esse Mestre”, nós iremos informá-lo que “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.” (Romanos 8.18)
E se Satanás tentar nos fazer acreditar que Deus está nos causando dor de propósito, vamos lembrá-lo que “Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto.” (Romanos 8:22)
Se ele espalhar a mentira de que nossos problemas irão acabar conosco, que Deus não pode nos ajudar, declararemos “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam” (Romanos 8.28)
E quando ele nos mostrar nossa fraqueza, quando ele apontar os fracassos da igreja, quando ele nos acusar de termos decepcionado Deus e nos fazer duvidar do poder do Evangelho e do triunfo final dos santos, quando ele vir a nós com palavras e com todas as armas do mundo, nós nos levantaremos com um brado desafiador: “Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8.37-39)
Satanás está louco para destruir a igreja. Ele expele acusações perversas como um dragão, e sussurra enganos como uma serpente. Ele está perseguindo a mulher e o seu filho. Mas a salvação, e o poder, e o reino pertencem a Deus e a Cristo, nosso Rei. E nós iremos vencer o diabo, pelo sangue do Cordeiro e pela palavra de nosso testemunho.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com
Fonte:[iPródigo]

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