9 de jun de 2010

O Cristão e a Cultura - Jonathan Edwards


- A mediocridade de se preocupar apenas com a cultura -

Essa citação, tirada de um sermão sobre 1 Coríntios 13 nos dá uma idéia da abrangência cultural da preocupação de Edwards com o mundo. No entanto, nem mesmo essas palavras chegam perto da abrangência na qual ele acreditava de fato. Edwards estava ciente de algo que muitos ativistas sociais e analistas culturais norte-americanos - evangélicos e outros -parecem não perceber ou não se importar, ou seja, as culturas, as sociedades e os povos que não têm qualquer presença cristã no seu meio não podem sequer começar a experimentar uma transformação social ou cultural que exalte a Cristo. Em outras palavras, Edwards tinha um compromisso sério com a evangelização mundial e se preocupava tanto (ou mais) com a propagação do reino a povos que ainda não haviam sido alcançados quanto coma moralidade deNorthampton, Massachusetts. Ele escreveu ao evangelista George Whitefield em1740:

Que Deus envie mais Trabalhadores de Espírito semelhante para a sua seara, até que o reino de Satanás seja abalado e seu império arrogante seja eliminado de toda a Terra, e o Reino de Cristo, o reino glorioso de luz, santidade, paz e amor, seja estabelecido de um extremo a outro da Terra!

Em outras palavras, se alguém perguntasse a Edwards qual seria a questão mais premente e crucial a respeito da transformação cultural do mundo, acredito que ele responderia: "A questão mais premente a respeito da transformação cultural é a penetração cultural. Se o evangelho teocêntrico e glorioso de Deus não penetrar um povo e der origem a igrejas que adorem, se preocupem e evangelizem, não haverá esperança alguma de transformação".

Creio que Edwards teria considerado espantoso o modo como muitos norte-americanos dizem se preocupar com a justiça social e com questões culturais, mas não parecem ter o menor interesse pelas centenas de pessoas em cujo meio não há ninguém procurando implantar uma igreja. Dois mil anos se passaram desde que o Senhor do universo designou a Grande Comissão à sua igreja; e, no entanto, existem casos em que não há uma única igreja, ou grupo de discípulos, ou missionário solitário no meio de centenas ou mesmo milhares de pessoas, dependendo de como os definimos - sem falar em outros milhares de pessoas cuja presença e testemunho cristãos são praticamente indiscerníveis no seu meio. Para essas pessoas, não há sequer como começar a crer em Cristo a fim de receber poder, sabedoria e amor para transformar as trevas culturais em luz.

John Piper

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