2 de mai de 2012

Evidência da veracidade de nosso Cristianismo - Jonathan Edwards (1703-1758)





Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de deus" (i jo. 2:4-5).


A prática cristã aperfeiçoa fé e amor. São como uma semente. A semente não chega à perfeição por ser plantada na terra. Nem por desenvolver raízes e brotos, ou por sair do chão, nem por desenvolver folhas e botões. Entretanto, quando produz frutos bons e maduros, chegou à perfeição - completou sua natureza. O mesmo ocorre com fé e amor e todos os outros dons. Chegam à perfeição em frutos bons e maduros da prática cristã. A prática, então, deve ser a melhor evidência de que esses dons existem.


As escrituras dão mais ênfase à pratica do que a qualquer outra evidência de salvação. Espero que isso esteja claro agora. Temos que nos manter nessa ênfase. É perigoso dar importância a coisas que a bíblia não endossa. Teremos perdido nosso equilíbrio bíblico se dermos maior importância aos sentimentos e experiências que não se expressem em obediência prática. Deus sabe o que é melhor para nós, e tem salientado certas coisas porque precisam ser salientadas. Se ignorarmos a ênfase clara, de deus, na prática cristã, e insistirmos em outras coisas como testes de sinceridade, estamos no caminho da ilusão e hipocrisia.


As escrituras falam muito claramente sobre a prática cristã como o verdadeiro teste de sinceridade. Não é como se isso fosse alguma doutrina obscura, somente mencionada algumas vezes em passagens difíceis. Suponhamos que deus desse uma revelação nova hoje, e declarasse: "conhecereis meus discípulos por isso, sabereis que são da verdade por isso, sabereis que são meus por isso" - e então desse uma marca ou sinal especial. Não veríamos nisso um teste claro e enfático de sinceridade e salvação? Bem, isto é o que tem ocorrido! Deus tem falado dos céus - na bíblia! Ele nos disse muitas e muitas vezes que a prática cristã é a prova mais alta e melhor da fé verdadeira. Vejam como cristo repete isso no texto do capítulo 14 do evangelho de joão: "se me amais, guardareis os meus mandamentos" (v. 15). "aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (v. 21). "se alguém me ama, guardará a minha palavra" (v. 23). "quem não me ama, não guarda as minhas palavras" (v. 24). E no capítulo 15: "nisto é glorificado meu pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos" (v. 8). "vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando" (v. 14). E encontramos a mesma coisa em i joão: "ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos" (2:3). "aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de deus. Nisto sabemos que estamos nele" (2:5). "não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. E nisto conheceremos que somos da verdade" (3:18-9). Acaso não está claro?


Deus nos julgará por nossa prática no dia do juízo. Ele não pedirá que demos nosso testemunho pessoal. Não examinará nossas experiências religiosas. A evidência pela qual o juiz nos aceitará ou rejeitará será a nossa prática. Essa evidência, é claro, não será para o benefício de deus. Ele conhece nossos corações. Mesmo assim, ele exporá a evidência de nossa prática por causa da natureza aberta e pública do julgamento final. "porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de cristo para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo" (ii cor. 5:10). Se a nossa prática é a evidência decisiva que deus usará no dia do juízo, é o teste que deveríamos aplicar a nós mesmos aqui e agora.



Fonte: [Josemar Bessa]

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