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23 de mar. de 2011

Evangelhos Falsificados


Trevin Wax, autor de Counterfeit Gospels, aponta uma série de pseudo-evangelhos que se contrastam com o verdadeiro Evangelho:

Evangelho Terapêutico: O pecado rouba a nossa sensação de plenitude. A morte de Cristo prova o nosso valor como seres humanos e nos dá poder para alcançar nosso potencial. A Igreja nos ajuda a encontrar a felicidade.

Evangelho Formalista: Pecado é não conseguir manter as regras da igreja e regulamentos. A morte de Cristo me dá uma agenda, para que eu possa começar a seguir as formas prescritas do cristianismo.

Evangelho Moralista: Nosso grande problema são pecados (plural) e não o pecado (a natureza). O propósito da morte de Cristo é para nos dar uma segunda chance e fazer de nós pessoas melhores. A redenção vem através do exercício de força de vontade com a ajuda de Deus.

Evangelho sem Julgamento: O perdão de Deus não precisa vir através do sacrifício de Seu Filho. O julgamento é mais sobre a bondade de Deus, não a necessidade de a rebelião humana ser punida. Evangelismo não é urgente.

Evangelho do Clube Social: A salvação é encontrar companheirismo e amizade na igreja. O evangelho é reduzido a relações cristãs que nos ajudam a apreciar a vida.

Evangelho Ativista: O reino avança através de nossos esforços para construir uma sociedade justa. O poder do evangelho é demonstrado através da transformação cultural, e a igreja está unida em torno de causas políticas e projetos sociais.

Evangelho sem Igreja: O foco da salvação está essencialmente sobre o indivíduo, de uma maneira que faz com que a comunidade de fé seja periférica para propósitos de Deus. A igreja é vista como uma opção para a espiritualidade pessoal, ou mesmo um obstáculo para Cristo.

Evangelho Místico: A salvação vem por meio de uma experiência emocional com Deus. A igreja está lá para me ajudar a me sentir perto de Deus, ajudando-me ao longo da minha busca da união mística.

Evangelho Quietista: A salvação é sobre as coisas espirituais, e não questões seculares. O cristianismo é apenas uma mudança de vida individual e não está preocupado com a sociedade e a política.

17 de nov. de 2010

Não Fazemos o Evangelho Relevante – Ele é - David Martyn Lloyd-Jones

O evangelho de Jesus Cristo confronta e desafia o mundo moderno com a declaração de que somente o evangelho tem a resposta para todas as perguntas do homem, bem como a solução para todos os seus problemas. Em um mundo que procura saída para suas tragédias e tubulações, o evangelho anuncia que a solução já se acha disponível. Em um mundo que olha ansiosamente para o futuro e que fala em planos relativos a ele, o evangelho proclama que esta busca por outra saída não apenas está errada quanto à sua direção, como também é inteiramente desnecessária. O evangelho denuncia o hábito fatal de colocarmos as nossas esperanças em algo que virá a acontecer e afirma que tudo quanto é necessário para os homens, individual e coletivamente, já foi posto à disposição da humanidade há quase dois mil anos. Pois, a mensagem central do evangelho para os homens é que tudo quanto é mister para a salvação deles se encontra na pessoa de Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus. O evangelho proclama que Cristo é a revelação plena e final de Deus. Em Cristo, em sua vida e em seus ensinamentos vemos aquilo que o homem deve ser e qual o tipo de vida que ele deve viver. Na morte de Cristo sobre a cruz, podemos ver o pecado do mundo finalmente desmascarado e condenado. Através de sua morte, vemos o único meio pelo qual o homem pode reconciliar-se com Deus. E exclusivamente dEle que podemos receber vida nova, obtendo um novo começo. Somente quando recebemos dEle o poder, então podemos viver aquela vida que Deus tencionou que vivêssemos.

De fato, o evangelho vai mais adiante e assegura-nos que Cristo está assentado à mão direita de Deus, em poder reinante, e que continuará a reinar até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. O evangelho proclama que chegará o tempo quando, ao nome de Jesus, se dobrará "todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra" (Fp. 2.10). Portanto, o evangelho de Jesus Cristo confronta o homem, exorta-o a arrepender-se dos seus pecados e a olhar para aquela Pessoa sem par, que esteve nesta terra há quase dois mil anos passados, a única em quem se pode achar a salvação.


No entanto, todos temos consciência de que a expiação operada por Cristo, conforme apresentada nas Escrituras, é altamente desagradável para a mente moderna. Não existe razão tão freqüentemente apresentada, como explicação para a rejeição do evangelho, quanto o fato de que ele é antiqüíssimo. Em geral, as pessoas deste século consideram que os crentes se acham nessa posição ou por serem lamentavelmente ignorantes ou, então, por se terem tornado retrógrados e se recusarem a enfrentar os fatos. Para o homem moderno, nada é tão ridículo como a sugestão de que tudo quanto ele precisa hoje em dia, é de algo que vem sendo continuamente oferecido à humanidade por quase dois mil anos. Na realidade, o homem moderno recebe como insulto a afirmação de que, apesar de todo o seu conhecimento, progresso e sofisticação, espiritualmente falando ele permanece precisamente na mesma condição na qual têm estado todos os homens, através da longa história da humanidade. Ele supõe que qualquer coisa que seja muito antiga não pode ser adequada para satisfazer as necessidades da situação moderna. Por esse motivo, a vasta maioria das pessoas nem ao menos pára, a fim de considerar o evangelho. Argumentam elas que algo tão antigo não pode ser relevante para os nossos dias.

Fonte: [Martyn Lloyd-Jones]
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