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16 de nov. de 2011

Falsos profetas – John Stott (1921-2011)




Por John Stott

Ao dizer às pessoas que tivessem "cuidado com os falsos profetas" (Mt 7.15), Jesus obviamente assumiu que eles existiam. Não faz sentido você pôr um alerta no portão do seu jardim: "Cuidado com o cão!", se tudo que tiver em casa for um casal de gatos ou um periquito australiano. Não. Jesus alertou seus seguidores sobre os falsos profetas porque eles já existiam.

Nós os encontramos, em numerosas ocasiões, no AT, e Jesus parece ter considerado os fariseus e saduceus da mesma forma — "líderes cegos conduzindo outros cegos" —; foi dessa forma que ele os chamou. Jesus também deixou implícito que eles cresceriam e que o período que precederia o fim seria caracterizado não apenas pela expansão do evangelho, mas também pelo surgimento de falsos mestres que levariam muitos a se desviar.

Ouvimos falar a respeito deles em quase todas as cartas do NT. São chamados de "falsos profetas" ("profetas", presumivelmente porque afirmam ter inspiração divina), de "falsos apóstolos" (porque afirmam ter autoridade apostólica), de "falsos mestres", ou, até mesmo, de "falsos cristos" (porque tem pretensões messiânicas). Mas cada um deles é "falso" — pseudoprofeta, pseudo-apóstolo, pseudomestre ou pseudocristo —; pseudos é a palavra grega para mentira.

A história da Igreja tem um longo e som¬brio histórico de controvérsias com os falsos mestres. O valor dessas controvérsias, na prevalente providência de Deus, é que elas apresentaram à Igreja um desafio para pensar e definir a verdade, mas causaram muito prejuízo. Infelizmente, ainda hoje há muitas delas nas igrejas.

Ao nos recomendar que tivéssemos cuidado com os falsos profetas, Jesus fez outra conjectura: há um padrão objetivo de verdade que deve ser distinguido do falso profeta. A noção de "falso" profeta seria irrelevante, se isso não fosse verdade.

Fonte: [ O Calvinismo ] Via: [Bereianos]

10 de jul. de 2011

Tiago Santos – O que é Igreja: Culto ou Entretenimento?


Quando você usa o entretenimento para ganhar pessoas, você as ganha PARA  o entretenimento. (Tiago Santos)

Fonte: [Youtube] Via: [Voltemos ao Evangelho]

23 de mar. de 2011

Evangelhos Falsificados


Trevin Wax, autor de Counterfeit Gospels, aponta uma série de pseudo-evangelhos que se contrastam com o verdadeiro Evangelho:

Evangelho Terapêutico: O pecado rouba a nossa sensação de plenitude. A morte de Cristo prova o nosso valor como seres humanos e nos dá poder para alcançar nosso potencial. A Igreja nos ajuda a encontrar a felicidade.

Evangelho Formalista: Pecado é não conseguir manter as regras da igreja e regulamentos. A morte de Cristo me dá uma agenda, para que eu possa começar a seguir as formas prescritas do cristianismo.

Evangelho Moralista: Nosso grande problema são pecados (plural) e não o pecado (a natureza). O propósito da morte de Cristo é para nos dar uma segunda chance e fazer de nós pessoas melhores. A redenção vem através do exercício de força de vontade com a ajuda de Deus.

Evangelho sem Julgamento: O perdão de Deus não precisa vir através do sacrifício de Seu Filho. O julgamento é mais sobre a bondade de Deus, não a necessidade de a rebelião humana ser punida. Evangelismo não é urgente.

Evangelho do Clube Social: A salvação é encontrar companheirismo e amizade na igreja. O evangelho é reduzido a relações cristãs que nos ajudam a apreciar a vida.

Evangelho Ativista: O reino avança através de nossos esforços para construir uma sociedade justa. O poder do evangelho é demonstrado através da transformação cultural, e a igreja está unida em torno de causas políticas e projetos sociais.

Evangelho sem Igreja: O foco da salvação está essencialmente sobre o indivíduo, de uma maneira que faz com que a comunidade de fé seja periférica para propósitos de Deus. A igreja é vista como uma opção para a espiritualidade pessoal, ou mesmo um obstáculo para Cristo.

Evangelho Místico: A salvação vem por meio de uma experiência emocional com Deus. A igreja está lá para me ajudar a me sentir perto de Deus, ajudando-me ao longo da minha busca da união mística.

Evangelho Quietista: A salvação é sobre as coisas espirituais, e não questões seculares. O cristianismo é apenas uma mudança de vida individual e não está preocupado com a sociedade e a política.

17 de set. de 2010

A cessação da ofensa da cruz - Thomas Scott


Deixe de fora o caráter santo de Deus, a excelência santa de Sua lei, a santa condenação a que os transgressores estão condenados, a amorosa santidade do caráter do Salvador, a doutrina, a temperança e a conduta santa que todos os verdadeiros crentes devem ter. Depois, vista-se de um esquema [um mix] de religião deste ímpio tipo:

– Represente a humanidade como em uma condição lamentável e digna de piedade, muito mais por causa de infortúnio do que por causa do [seu próprio] crime;
– Fale muito a respeito do amor e do sangue derramado de Cristo, de Suas agonias no jardim e na cruz sem apresentar a necessidade ou a natureza da expiação necessária por causa do [nosso] pecado;
– Fale de Sua glória atual, e de Sua compaixão para com os pobres pecadores; da liberdade com que se deve dispensar perdão; dos privilégios que os crentes gozam aqui, e da felicidade e glória reservadas para eles daqui por diante;
– Não obstrua isto com nada que fale sobre a [necessidade de] regeneração e santificação; ou [se tiver de falar sobre santidade] represente santidade como qualquer coisa outra que não a [perfeita] conformidade aos santos caráter e lei de Deus;
– E fabrique um evangelho que causa boa impressão, calculado para tornar o orgulhoso bem humorado, para suavizar as consciências, arregimentar os corações, e erguer as afeições dos homens naturais, que não amam ninguém a não ser eles mesmos.
E agora não se maravilhe se este evangelho (que não tem nada de afrontador, ofensivo, ou desagradável, mas está servindo perfeitamente ao não humilhado pecador carnal, e lhe ajuda a silenciar sua consciência, o livra de seus medos, e incentiva suas esperanças) não incorrer em nenhuma oposição entre as pessoas ignorantes, que não inquirem a respeito da razão das coisas. Encontrem-se com uma forte [e mútuo] boas-vindas, e façam-se grandes números de supostos convertidos, que vivem e morrem tão completamente cheios de alegria e de confiança quanto podem abraçar, sem nenhum medo ou conflito…
Que surpresa e espanto haverá se, quando toda a parte ofensiva for deixada de lado, então tal evangelho não causar nenhuma ofensa? Que surpresa e espanto haverá se, quando o evangelho for adequado às mentes carnais, então estas mentes carnais se apaixonarem por este evangelho? Que surpresa e espanto haverá se, quando tal evangelho for evidentemente calculado para encher as mentes não-redimidas com as falsas confiança e alegria, ele tiver efeito? Que surpresa e espanto haverá se, quando o verdadeiro caráter de Deus for desconhecido, e um caráter falso Dele for moldado pela [galopante] imaginação — um Deus todo amor e sem nenhuma justiça, muito afeiçoado a tais crentes, como seu favoritos –, eles tiverem afeições muito calorosas para com Ele?

[Sei que este escrito ofenderá alguns, mas] Eu não ofenderia a ninguém se não fosse necessário. Seja este problema ponderado de acordo com sua importância. Seja a palavra de Deus examinada imparcialmente. Eu não posso evitar meus medos de que Satanás propagou muita desta falsa religião, entre muitas classes extensamente diferentes de professores religiosos; e isto brilha tão claramente nos olhos de multidões que pensam que “tudo que brilha é ouro”, que, a menos que a fraude seja detectada, parece muito provável que ela será a religião que prevalecerá em muitos lugares.

(Thomas Scott, Letters and Papers, editados por John Stott (Londres: Seeley, 1824, pp. 441-444)

Fonte: [Ortopraxia]
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